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Disciplina é liberdade.

Conforme vamos amadurecendo, vamos percebendo que ter disciplina não é necessariamente ser quadrado e abaixar a cabeça pra tudo; ao contrário: ter disciplina é um ótimo exercício para praticar a liberdade e desconstruir-se de si mesmo.

Liberdade é desprender-se de si.
Imagem de Erkin Demir.

Disciplina é autoconhecimento.

Quanto mais você se conhece, mais você aprende a lidar com a autossabotagem e com os impulsos que podem e querem te dominar. Bem sabemos que nossa carne e nosso ego falam alto. Quando optamos por ouvi-los temos uma satisfação passageira, e logo que esse bem-estar vai embora sentimos um imenso vazio. Um ciclo vicioso se forma se não determos esses impulsos que querem nos reger; e para que isso ocorra, precisamos nos conhecer muito bem para que possamos distinguir o que é realmente importante em nossas vidas e o que é fruto do ego e da carne.

Disciplina é saber priorizar.

Se você escutar apenas sua carne e seu ego, acabará sem nada mais cedo ou mais tarde. Isso ocorre porque sem disciplina vamos vivendo no automático, priorizando apenas as satisfações imediatas. Estabelecer prioridades é fundamental para que saibamos renunciar as coisas certas (falo mais sobre a importância de dizer não aqui) e definir o que, de fato, é relevante para sua vida. Os limites são importantes para nossa formação pois funcionam como uma espécie de funil: eles nos ajudam a  escolher as situações que nos aproximarão de nossos verdadeiros anseios.

Disciplina é vencer-se.

Matar um leão por dia – isso resume bem os desafios da vida adulta. Porém, o leão mais forte mora dentro de nós e se passa por amigo. Ele nos confunde muito e quer resultados instantâneos; é extremamente influenciável e gosta de procrastinar tarefas importantes. Para vencer-se é preciso muita (mas muita) disciplina, foco e força de vontade. Como bem sabemos, quase nada nessa vida logra se não trabalharmos para tal finalidade. Certa vez eu recebi um conselho que tem sido bastante útil para afastar os desejos do ego: jejum das pequenas coisas. Corte de sua vida, gradualmente, os vícios que te afastam de seus objetivos – mas não precisa dar passos extremos, seja realista. Faça poucas coisas, mas as faça bem. 

Disciplina é saber o próprio limite.

Faz pouco tempo que descobri que eu sou a minha melhor amiga e, ao mesmo tempo, minha pior inimiga. Sou extremamente intensa e gosto de resultados rápidos – não tenho muita paciência pra construir coisas (e toda construção é um processo) e isso é devastador depois que começamos a perceber que sem sacrifícios é difícil edificar uma vida que faça sentido. Conclusão: você não viverá a sua vida se o ego e a carne estiverem sozinhas no comando – de jeito nenhum, as chances são praticamente nulas; se eles liderarem seus passos você estará vivendo de ilusões. Para tanto, saiba seus próprios limites – e relaxa, eu sei que é muito mais gostoso fazer só o que queremos: mas eu te garanto que os resultados serão bem melhores com equilíbrio e com prioridades demarcadas.

Disciplina é encontrar equilíbrio.

Em tudo que fazemos podemos encontrar equilíbrio. Não se trata de viver uma vida morna, sem graça e em cima do muro: equilíbrio é saber a hora de prosseguir e saber também a hora de parar; é conseguir viver no presente sabendo que depois iremos colher os frutos plantados no agora; é entender que a vida é uma construção e requer tempo, esforço e dedicação. Isso não significa que você não poderá mais cometer os exageros tão necessários vez ou outra; porém, se vivermos apenas de exageros, morreremos sufocados.

Disciplina é liberdade.

E por fim, sim: disciplina é sinônimo de liberdade. O que mais nos afasta da verdadeira liberdade está dentro de cada um de nós. É a procrastinação, a obediência cega ao ego e aos desejos da carne, a pressa em ter tudo na hora e a ideia de que limites nos atrasam. Livre-se do ego e perceberá que está livre. Seja disciplinado e se descobrirá livre. Para viver a liberdade, primeiramente precisará se livrar do excesso de peso.

Liberdade é a constante renúncia dos desejos do ego.

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Desistir ou insistir?

Esse assunto é mega delicado. Muitos nos dizem para tentar de novo, de novo e de novo; outros falam que não adianta perder tempo e energia com o que não te faz bem. Como saber quando insistir e quanto desistir?

As indecisões nos confudem.
Pintura de KwangHo Shin.

Por favor, se escute!

Alguns chamam de intuição, outros de sexto sentido. Não importa como você denomine essa sensação, mas você precisa segui-la. Se nós estivermos abertos e receptivos aos sinais que a vida nos dá, logo perceberemos o caminho que faça mais sentido – mesmo que seja imperfeito. Temos uma insegurança tão grande que esquecemos de nos ouvir. Se escuta! E não se esqueça: nenhum caminho será perfeito.

Se escuta. Se escuta. Se escuta. Se escuta. Se escuta. Se escuta. Se escuta.

Quanto mais você se conhece, mais fácil.

O autoconhecimento é uma ferramenta fantástica! É o melhor investimento que você faz por você, mesmo sabendo que é trabalho pra vida toda. Se você tem consciência de seus valores e virtudes, tomar decisões será tarefa branda. Seu jeito de viver a vida automaticamente já te fará decidir entre ir ou ficar. Cada um tem um jeito: outros toleram mais, outros menos; outros tendem a fugir quando a coisa aperta, outros gostam do desafio. Muita gente não liga em insistir e insistir e insistir porque elas lidam muito bem com as possíveis rejeições que podem ou não entrar no caminho; outros já se desmontam por inteiro frente às adversidades e sabem que, pro seu próprio bem, é melhor recuar. É questão de autoconhecimento, aceitação e amor próprio. Sempre temos que buscar crescer, mas não adianta ficar se machucando só pra provar algo pra si mesmo (se você sabe que é do tipo de pessoa que não lida bem com um fora, por exemplo, pra quê ficar se ferindo? Só pra provar que é capaz? Calma, tudo tem seu tempo; talvez mais pra frente seja mais fácil lidar com isso. Aprenda a se respeitar e a respeitar seu ritmo.).

Compreenda e aceite que sempre que optar por um caminho, estará automaticamente renunciando outro.

Como é difícil abrir mão das coisas! Muita gente vive em cima do muro e quer tirar proveito de todas as situações superficialmente, sem se aprofundar e sem escolher um caminho (vulgo ter o melhor dos dois mundos). É muito mais cômodo manter um pé aqui e outro pé lá, mas não é nada saudável. Isso nos atrapalha (e muito) na hora de escolher entre ir ou ficar. Pare de querer abraçar o mundo e escolha se abraçar – você provavelmente está precisando disso.

Pé no freio.

Fácil falar, difícil fazer. Tendemos a agir com impulsividade diante de muitas situações complicadas que nos encurralam. Não tenha pressa, tome o tempo que for necessário para se decidir. Comece observando seu comportamento: o que ele está lhe dizendo? Não tenha medo de se escutar; a gente se faz de surdo e cria uma fuga perfeita, mesmo sabendo que não adianta. É incrível como, na maioria das vezes, temos a resposta dentro da gente e optamos por fingir demência, acreditando que as coisas se decidem sozinhas. Você tem essa mania? Se sim, bote mais confiança em si mesmo e vai – mesmo com insegurança. Caso você esteja sendo pressionado pra dar uma resposta, faça um balanço e vai na fé (haha), mesmo que o risco de se arrepender seja maior.

Tudo bem se arrepender.

Arrependimento é sinal de crescimento. Se o arrependimento não existisse, não haveria evolução. Não tenha medo e não se sinta um fracasso apenas porque sente que deveria ter tomado o outro caminho – você provavelmente fez (ou tentou) fazer tudo o que estava a seu alcance quando tomou a decisão. Você sempre pode olhar pra trás e tentar reverter o jogo; caso não seja possível, aprendizado, ué! Deixa pra próxima.

Se te faz bem, provavelmente você está no caminho certo.

O que eu mais faço quando estou com dúvidas entre ir ou ficar é analisar como estou me sentindo. Tem coisa na vida que exige muito da gente, que nos desgasta sem nos trazer benefício algum e, quase sempre, essas são as coisas que precisam ficar pra trás. Mesmo que doa (a renúncia dói) essas escolhas precisam ser tomadas. Quando as coisas começam a fluir naturalmente, é sinal de que você está escolhendo bem. Porém, é inevitável que apareçam pedras no caminho. Algumas você chuta, outras você contorna. Mas aí entra a verdadeira dificuldade: quais devemos chutar? Não sei. Só você sabe, na verdade. Se tá te sugando, foge; se tá te impulsionando, fica.

Nós somos covardes demais.

Covardia é não se escutar; covardia é seguir o caminho que outros percorreram só por achar que é mais fácil; covardia é achar que a vida decide pela gente; covardia é fugir das responsabilidades que qualquer decisão traz consigo. Sabe o que torna tão difícil optar por tentar mais uma vez e deixar pra lá? O medo do que virá depois. Penamos muito para aceitar que temos que deixar algo pra trás e, a partir do momento que abraçarmos nossas decisões, não ficaremos tão amargurados – mesmo que optemos pelo caminho supostamente errado. Tente se desafiar vez ou outra, ainda que dentro dos seus limites.

Não existe errado; não existe certo: existe o melhor pra você.

Se é teu sonho, luta; se é teu ego falando, corre. Se é por medo, luta; se é por desgaste, corre. Se te faz bem, luta; se te faz em migalhas, corre. Ou faça tudo ao contrário, não importa. Não há uma receita pronta. As vezes a batalha por um sonho é árdua, e mesmo assim deverá ser enfrentada. Complicado, né? Conforme vamos amadurecendo, vamos aprendendo a lidar com eventos que antes nos eram traumáticos de forma natural – por isso, nem sempre é vantajoso pular degraus e interpretar um papel que não é o seu – seja você mesmo e evolua à sua maneira. Como eu disse antes, tudo bem se arrepender – que sirva de lição pra próxima empreitada.

Tentar mais uma vez é um ato de coragem; desistir também é um ato de coragem.

A linha entre a coragem e a fuga ocasionada pelo medo é extremamente tênue. O medo pode vir camuflado de coragem. E você sabe do que eu tô falando, com certeza. Determinadas situações da vida são complicadas e nós temos sim que tentar e tentar e tentar – tentar até esgotarmos as possibilidades. Porém, podemos nos meter em situações que não são feitas pra gente – e não há problema algum em recolher suas coisas e partir. Novamente, autoconhecimento. Só você sabe seu limite e o quanto aguenta lutar.

Tentar é um ato lindo: você encerra ciclos sabendo que fez tudo o que podia.
Desistir também é um ato lindo: você se respeita e se conhece tanto que é capaz de impor seus próprios limites.

Ninguém disse que seria fácil 🙂

 

 

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Pare de se importar com o que não é da sua conta.

Distrações não faltam em nossas vidas. Convivemos com pessoas diferentes e enfrentamos situações únicas todos os dias. Evitar carregar fardos desnecessários é uma grande conquista, e aprender a deixar pra lá o que não é de nossa conta é fundamental para alcançarmos uma vida mais leve.

 Nuvem chovendo.
Deixe ir o que não lhe pertence.

Deixe quieto o que está fora de seu controle.

Não podemos controlar muita coisa nessa vida. Muitos eventos vão acontecer mesmo que nós torçamos para que o oposto ocorra. Nós nos descabelamos e insistimos em algo que foge da nossa responsabilidade. Resultado: frustração, energia desperdiçada, cansaço e ansiedade. Muitas dessas vezes escolhemos carregar um fardo que não é nosso; mas em outras circunstâncias a sociedade nos impõe pressões que não nos competem. Lembre-se: não somos obrigados a nada – não faça nada para agradar, nem para provar seu valor. Tente amenizar a importância que você concede à opinião alheia – tente! Vá aos poucos livrando-se do excesso de peso que vem carregando; saiba renunciar (leia mais sobre isso aqui), saiba dar valor ao que realmente faz sentido pra você. O medo é gigante, mas dê-se essa oportunidade. Canalize suas energias para as ações que lhe competem; abstraia o resto.

Saiba diferenciar o que você pode ou não controlar.

Nós só conseguimos viver com leveza quando aprendemos a deixar de lado o que está fora de nosso alcance. Isso evita muito sentimento negativo dentro da gente, tais como culpa, angústia, ansiedade e tantas outras emoções. Nós podemos controlar aquilo que diz respeito ao que somos: nossas opiniões, metas, desejos, medos, desconfortos… Todas essas esferas são influenciadas por nós e construídas por nós – ninguém tem a ver com isso! Somos responsáveis pelo caráter e pelas virtudes que escolhemos edificar; e sim, tudo isso está dentro da gente. Mas o que está fora não pode ser controlado: não escolhemos nossa família, nossa genética, nossa herança; ademais, não controlamos o pensamentos e opiniões de outras pessoas também. Elas, assim como nós, não são obrigadas a nada. Você adquire uma tendência enorme de criticar os outros quando passa a querer tomar conta do que não é da sua alçada. Livre-se desse peso – ele só te puxa pra baixo.

Encare a realidade.

O universo – e tudo o que está dentro dele – não existe para satisfazer seus desejos. Na maioria das vezes você vai ter que ralar muito pra chegar onde deseja. Ao encarar a realidade, você evita viver uma vida de ilusões e de falsas expectativas. As coisas são como elas são. Você sempre pode mudar sua forma de lidar com o mundo, mas não espere que o mundo e as pessoas mudem para você – está totalmente fora do seu controle. Você jamais poderá alterar fatos, mas poderá sempre alterar sua maneira de encará-los (clichê, eu sei, mas é de grande valor). Sempre haverá uma saída – e essa saída sempre estará em você. Acredite – funciona mesmo.

Não guarde raiva daqueles que agem errado.

Ao depararmos com injustiças, muitas vezes, nos enchemos de raiva e ódio. Isso acontece muito comigo – muito mesmo. Quando vejo pessoas fazendo coisas destrutivas pra outras vidas sinto uma revolta gigante dentro de mim e logo nasce um desejo de vingança colossal. Porém, só faço mal a mim mesma quando cultivo esses sentimentos. Claramente não seria legal sermos pessoas insensíveis, mas saber sentir corretamente também é um aprendizado. Outra vez, repito: não podemos controlar as atitudes alheias; podemos controlar apenas nossa reação diante delas.

Só sentimos raiva dos insensatos porque transformamos em ídolos as coisas que eles tiram de nós.

– Epicteto

O que é importante pra você?

A partir do momento em que está bem definido dentro de você o que realmente lhe importa, fica muito mais fácil enxergar onde sua energia deve ser lançada. Se ansiamos e damos importância ao que está fora de nosso campo de atuação colheremos efeitos destrutivos. É sempre bom fazer um balanço e desprender-se do que já não lhe diz respeito. Não carregue fardos em excesso.

Manter sua vontade em harmonia com a verdade e preocupar-se com o que está além de seu controle são princípios mutuamente exclusivos. Enquanto estiver absorvido por um deles, você irá obrigatoriamente negligenciar o outro.

– Epicteto

 

 

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Encontrando sua real identidade.

Quanta coisa acontece dentro da gente com o passar dos tempos. Vamos nos conhecendo e percebendo que uma vida inteira não seria suficiente para aprender tudo; afinal de contas, o conhecimento é inesgotável.
Construímos uma autoimagem e uma identidade de nós. Mas e quando não nos enxergamos mais do mesmo jeito? Por que é tão difícil se desapegar desse “eu” antigo e partir em busca de outro? A realidade nem sempre é bonita, mas é ela quem nos leva de volta pra gente.

Não deseje nada além do que você é, e tente fazer isso com perfeição.

– São Francisco de Assis.

1. Não confunda identidade com autoimagem.

Elas estão conectadas entre si, mas são bem diferentes. A autoimagem está relacionada com a identidade que formamos com aquilo que está fora de nós, que é externo ao nosso eu: podem ser situações, pessoas ou objetos. Quanto mais nos identificamos com algo, mais almejamos aquilo: por exemplo a busca pelo dinheiro ou pelo corpo perfeito – é uma busca externa que ocorre porque vemos sentido naquilo e aceitamos e acreditamos que, de fato, essas conquistas podem e vão nos fazer felizes. A autoimagem é sedenta de aprovação. E quanto mais ansiamos por ela, mais frustrados ficamos frente às desaprovações. Porém, a identidade atrelada à autoimagem está relacionada aos eventos externos – e nós bem sabemos que tudo o que é externo a nós uma hora perece.
Quando a identidade está relacionada com a essência do ser, tudo isso perde valor. A verdadeira identidade – que vem do nosso interior – não depende de aprovações alheias para se sustentar, não pode ser limitada e pode lhe trazer harmonia pra vida.

Autoimagem e identidade.
Foto de Paul Apal’kin.

2. Nós atraímos o que desejamos.

Quando estamos conscientes de nossa identidade, ficamos alinhados e harmoniosos. Quando sabemos quem somos e pra onde queremos ir, trazemos à tona nossos desejos mais sinceros e coerentes. Quando perdidos, qualquer coisa serve, qualquer caminho está bom. Mas não é gostoso viver sentindo vazio, sentindo o tempo todo que escolheu o caminho errado.
Quanto mais nos conhecemos e quanto mais aceitamos nossa real identidade, mais satisfeitos vivemos, pois nossas ações e escolhas estarão alinhadas com os relacionamentos e as circunstâncias que a vida traz. Quando você conhece sua real identidade, você retoma o controle da sua vida. Quanto mais controle temos de nossas próprias ações, mais balanceados estaremos com nossos anseios: acabaremos por atrair nossos reais desejos (e não mais qualquer coisa).

3. O ego é nossa fuga quando não nos reconhecemos.

Observe: sempre que estamos em uma fase de crises e de falta de identidade, fazemos do ego nosso porto seguro; pautamos nossas decisões e escolhas de acordo com fatores externos, totalmente inseguros e desesperados. Não sabemos que caminho seguir e, por isso, pegamos qualquer atalho que pareça conveniente na hora. O ego é mega inseguro: ele é movido por aprovação e poder, e geralmente provoca um bem estar que vai embora em um piscar de olhos. Ele não é autêntico, não é forte o suficiente pra aguentar os baques e é medroso demais – prefere permanecer no conforto por medo de desaprovação; opta por não se arriscar porque morre de medo de fracassar.

Uma pessoa autorrealizada é alguém que não precisa de aprovação e está liberto tanto de críticas quanto de elogios, alguém que não se sente superior ou inferior a qualquer pessoa, alguém que sabe como é agir em destemor porque não está apegado às influências de situações, circunstâncias, acontecimentos e relacionamentos.

– Deepak Chopra

4. Consciência e desapego são as chaves da mudança,

Para construir uma identidade sólida você precisará da consciência. Aprenda a se observar e a ser um cientista de seus sentimentos e pensamentos.
Quando éramos menores, tínhamos crenças diferentes das que temos hoje. E libertar-se desses valores é muito difícil pra várias pessoas. Por isso o desapego é importante, mas não me refiro apenas ao desapego material, e sim ao desapego de uma identidade que não é mais nossa. O seu “eu” antigo precisa ir embora, mas você precisa deixá-lo partir. Não é tarefa fácil, é desconfortável e doloroso. Porém, quando entendemos que precisamos dessa limpeza de nós mesmos e nos permitimos, vamos entendendo a importância desse desapego. Você não é mais a mesma, e tá tudo bem. Não fique presa ao que era: aceite quem é agora.

5. A realidade não é sua inimiga.

É muito mais fácil encontrar sua identidade quando você aceita sua realidade. Se você vive fugindo de você mesmo e da vida que você tem, como quer se achar? Nossa sociedade nos bombardeia com irrealidades e ilusões, isso é fato. Queremos provar pros outros nosso valor, mas isso é cilada. Você é seu próprio juiz de valor e sua missão nessa terra é encontrar a infinitude dentro de você, e não fora. Quando isso se tornar legítimo para você, todas as competições acabarão. Você é o que você é. Concentre-se nisso e abrace sua verdadeira identidade.

Ninguém pode ser escravo de sua identidade: quando surge uma possibilidade de mudança é preciso mudar.

Elliot Gould

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Nietzsche: 7 doses filosóficas para encarar a vida.

Nietzsche foi e ainda é considerado um gênio por muitos. Sua filosofia influencia o mundo até os dias atuais, e aqui reunimos alguns pensamentos desse cara incrível para te ajudar a enfrentar os obstáculos e as aflições da vida (nesse link você pode conhecer mais a fundo a vida dele).

Nietzsche e suas doses filosóficas.
Nietzsche como você nunca viu antes.

Nossa honra não está em nossa origem, mas em nosso fim.

Nietzsche dizia que nossa honra está no fim da jornada.
Ainda dá tempo de correr atrás do prejuízo.

Todos nós temos (ou deveríamos) ter metas e objetivos pra vida. Porém, muitas vezes nos sentimos frustrados e até mesmo envergonhados por ações que fizemos no passado. Nietzsche sugere que durante a vida nó morremos e nascemos várias vezes – temos várias passagens durante nossa existência, e isso seria um ótimo momento pra deixarmos nosso “eu” antigo pra trás. Desse modo, podemos sempre nos reinventar. Não importa o que você foi, e sim o que é a partir de agora. O passado é imutável e nossa grandeza não mora lá: ela mora no que somos hoje e no que ainda seremos. Portanto, devemos escolher sabiamente nossas atitudes e pensamentos. Deixe o passado no passado.

É inútil querer ser bom o tempo todo.

Nietzsche dizia que é inútil tentar ser totalmente bom.
Normal surtar e ser babaca vez ou outra.

Nós somos imperfeitos, é nossa condição enquanto humanos. Não há exceções. Ter isso em mente é ótimo para que saibamos manter sempre a humildade e deixar as atitudes arrogantes pra lá. Manter-se em constante construção é um ato belíssimo. Nós nunca estaremos prontos e terminados, mas a graça da vida mora aí. Nietzsche diz que o homem que imagina ser totalmente bom não passa de um idiota. Assim como a luz só existe porque a escuridão também existe, nós só conseguimos evoluir grandemente com as falhas e erros.

O sucesso é uma grande ilusão.

Nietzsche dizia para não confiar no sucesso.
A vida é uma montanha russa.

Ora se está por baixo, ora se está por cima. A vida é inconstante, nós somos inconstantes. Não podemos depositar nossa felicidade em momentos e em coisas perecíveis. “Onde quer que você vá, lá estará você”. Portanto, quando o sucesso advém de fatores externos, ele não passa de uma grande mentira, uma grande ilusão.
Dependendo da definição que você atribui para a palavra sucesso, você poderá vivenciar grandes desilusões.

A maneira mais eficaz de corromper alguém é ensiná-lo a admirar aqueles que pensam como ele e não os que pensam diferente.

Nietzsche dizia para ensinar tolerância aos jovens.
Falou tudo, Nietzsche.

Tem muita gente intolerante aí fora. Muita mesmo. Gente que declara guerra com qualquer pessoa que se oponha ao seu ponto de vista. Essa atitude arrogante nos afasta do fato de que o mundo é diversificado, e isso não deve ser um problema, precisamos apenas aprender a encarar ideias e visões diferentes das nossas. Todos somos livres pra termos nossas próprias opiniões sobre os vários assuntos existentes. Ensine os jovens a admirar e respeitar quem pensa diferente e teremos uma nação mais amistosa.

São muitas as verdades e, por esse motivo, a verdade não existe.

Nietzsche dizia que a verdade não existe.
Nossa.

Tem gente que se esquece disso. Há tantas culturas, tantas religiões, tantos modos de viver… Eu sei que isso parece absurdo em termos religiosos, mas a prática da empatia pode nos ajudar a entender o outro: basta nos colocarmos em seu lugar. Quanto mais a praticamos a empatia, mais tolerantes ficamos e menos julgamentos emitimos. Não se apegue a uma opinião imutável, você só enxergará o mundo com hostilidade.

Não se aprende a voar voando.

Nietzsche diz que não se aprende a voar voando.
Demora-se muito para chegar nesse nível.

Ninguém começa do alto. A vida é uma construção, estamos o tempo todo aprendendo algo. Nietzsche alegava que quem deseja levantar voo sem ter passado pelos aprendizados básicos está fadado a cair. Saiba avançar degrau por degrau, sem pressa, e acabará chegando no lugar que deve chegar. Não pule etapas. Contenha sua ansiedade e tente aproveitar o melhor de cada passo da caminhada.

Se você ficar olhando o abismo por muito tempo, uma hora ele te olhará de volta.

Nietzsche dizia que quando encaramos o abismo ele nos encara de volta.
O que você olha pode estar te olhando.

Nietzsche acreditava que o universo é um espelho que nos devolve aquilo que cultivamos (ou seja, colhemos aquilo que plantamos). Quando nós olhamos para o mundo, deixamos nossa marca nele. Por isso, devemos treinar nosso olhar – e nosso pensamento – para que possamos deixar neste lugar uma marca da qual nos orgulharemos e que queremos ver refletidas em nossas vidas. A escolha é de cada um.

E aí? A filosofia desse cara é ou não atemporal?

 

 

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Lições que a morte nos ensina sobre a vida.

O medo da morte vem do medo da vida. Um homem que vive plenamente está preparado para morrer a qualquer momento”.

– Mark Twain

Seres humanos são os únicos animais capazes de pensar e imaginar a própria morte. Desse modo, acabamos transferindo esse medo pras nossas vidas – e muitas vezes esquecemos de viver, de fato.

A morte chega mas ela nos ensina.
A morte chega.

Muitas reflexões feitas nesse post são frutos das várias lições que aprendi com o livro “A sutil arte de ligar o foda-se” de Mark Manson (clique aqui pra comprar). Falei sobre ele nesse post aqui também, onde trago dicas de livros que podem te ajudar a desfoder seu emocional (a seleção de livros tá bem bacana).

Por que você se importa tanto com a morte se ainda tem tanto medo de viver?

MANO, VOCÊ VAI MORRER. Nada vai mudar isso. Então por que razão você sucumbe à vergonha? Ao medo? Às inseguranças? Aos outros? O que você tem a perder se tudo não passa de vários nadas? Vários nadas, tá entendendo? Muitas coisas que existem no mundo não passam de uma criação da imaginação coletiva. Você não precisa se desgastar tanto por causa de acontecimentos medíocres da sua vida. Para e pensa um pouquinho: seus problemas são realmente problemas?

Por que você ainda tem medo de viver? De ser você? Do que os outros vão pensar? Vá atrás dos teus sonhos, vá amar as pessoas, vá fazer o bem. Se a vida é tão curta, agarre essa oportunidade. Dance, cante, grite, cuide de você, ame, faça acontecer. Pare de enrolar e corra atrás dos seus sonhos. VOCÊ NÃO TEM NADA A PERDER. Quanto mais você adiar as dores e os desconfortos, mais perto da morte (mesmo que não física) você está. A gente vai sofrer, vai chorar, vai querer desistir, vai sentir raiva e mais uma caralhada de emoções negativas. Escolha viver mesmo assim.

Não viva achando que você é imortal.

Muita gente acha que não vai morrer mesmo sabendo que vai. Como? Elas sempre acham que outra oportunidade vai simplesmente cair no colinho delas. Eu vivi assim por muito tempo.
Quando comecei a me conhecer e a aceitar mais a vida como ela é, os outros como são e eu como sou, comecei a fazer as coisas acontecerem. Eu fui fazer as danças que eu queria; pedi demissão do emprego que eu achava que era a única coisa que eu sabia fazer; criei coragem para seguir minhas paixões; falei não pra muita gente que só sabia ouvir sim da minha boca e o mais importante: EU PERDI O MEDO DE ME ESCUTAR. Eu nunca acreditei muito em mim, mas eu fiquei cansada disso. Decidi dar uma chance pra única pessoa que pode mudar minha vida: eu.
Quando somos jovens corremos o risco maior de acreditar que a morte é uma coisa fora da realidade. Cuidado.

Bruxa tentando criar poção da imortalidade.
Não adianta insistir: a poção da imortalidade não surte efeito e é prejudicial à saúde.

A sua vida não é diferente da vida de ninguém ( ou vulgo: nem você e nem eu somos tão especiais assim).

A gente sempre acha que com a gente as coisas sempre serão diferentes. Mas não: ela é igual pra todo mundo. E na verdade isso não importa. A vida não precisa ser diferente pra ser maneira. A vida precisa ser vivida à sua maneira pra fazer sentido. E geralmente nos damos conta disso em fases de autoconhecimento e autoaceitação. Começamos a perceber que nada cai no colo; que alguns “nãos” que falamos são irreversíveis; que algumas oportunidades não voltam mais; que vamos ter que responder por todas as escolhas mais cedo ou mais tarde; que ninguém poderá decidir pela gente e mais uma porrada de coisa. E o mais interessante: a gente percebe que é assim com todo mundo e que ninguém é tão diferentão assim.

A morte nos ensina que somos todos iguais.
Essa mulher é tão comum quanto você.

Cuidado com o medo de ser igual a todos.

Não sei o motivo pelo qual temos grande ambições com o tal do reconhecimento. A gente fica idolatrando pessoas (algumas realmente merecem) e sonhando com coisas insignificantes. Pra quê? Quando a gente morrer iremos perder tudo. Tá, é legal viver uma vida confortável. Mas é um verdadeiro inferno quando isso passa a ser sua única meta na vida e se transforma em uma competição desenfreada pra chegar sei lá onde.
A verdade é que a gente quer ser diferente – todos nós queremos – e isso acaba nos deixando mais iguais ainda. Ninguém é tão especial assim. O motivo pra isso é simples: somos iguais, temos problemas parecidos e a maior parte da vida de todo mundo é meio medíocre e confusa.

Você não precisa ser extraordinário.

Extraordinário, de acordo com o dicionário, é aquilo que foge do usual ou do previsto; que não é ordinário; fora do comum. E nossa sociedade tem a crença enraizada de que precisamos sair do comum pra sermos felizes; que nós precisamos fazer coisas incríveis e viver uma vida memorável para sermos extraordinários. Escutamos isso (ainda que sublinearmente) o tempo todo de celebridades, por exemplo. E quando percebemos que vivemos uma vida corriqueira, o medo, o desespero e a frustração fazem morada no seu peito. ARRANCA ELES DAÍ AGORA! Você não precisa ser extraordinário pra viver uma vida incrível.

Olha a ironia: se todo mundo fosse extraordinário, na verdade, ninguém o seria.

Quanto mais extraordinário você se acha, mais acomodado você se torna. As pessoas com a consciência de que são comuns são as mais incríveis porque elas estão sempre buscando melhorias na vida pois, lá no fundo, já aceitaram a condição de que não dá pra saber tudo nessa vida. Elas sabem e aceitam que não sabem de nada.
(Você até pode saber de algumas coisas e ser muito bom em executá-las, mas o bom sábio aceita que sempre há muito chão pela frente).

Cuidado pra não se colocar acima dos outros.

Afinal de contas, somos iguais (todos iguais, todos iguais, uns mais iguais que os outros). A vida de todos tem o mesmo destino: a morte. Quando você acha que seus problemas são maiores que os dos outros, que sua dor é mais preocupante, que você é um coitado, ou que sua vida é maravilhosa porque tem determinado padrão, você cai na armadilha de se achar mais especial que os outros e está sendo narcisista.
Não somos mais e nem menos especiais que os outros. Temos vidas, pensamentos, crenças e aspirações diferentes, mas estamos no mesmo nível. Na verdade não existe nível. Na verdade a gente vai morrer mesmo e não vale a pena se classificar e se comparar. É PERDA DE TEMPO.
Seria muita arrogância acreditar que você é merecedor de grandezas e maravilhas e os outros não.
Você já é um ser fenomenal. Não porque você se formou na melhor universidade, ou tem o melhor cargo ou as melhores roupas ou tem muito sucesso. Isso não faz ninguém ser mais ou menos incrível. Todos nós somos incríveis e grandes pelos valores que construímos e pelas escolhas que fazemos dia após dia.

Menina brava com pessoas que ficam se achando.
Coloque-se no seu lugar, caramba.

O comum é comum por um motivo.

O comum faz sentido, meu povo. Ele não tá aí de bobeira, não. Nós que criamos rejeições pra cima do coitado. Ter uma vida comum é legal também. Se você não acredita nisso você está automaticamente afirmando (mesmo que inconscientemente) que sua vida é mais irada do que a vida das pessoas que optaram por uma vida comum. E novamente: nossas vidas não são assim tão especiais pra estarem acima da vida de outros.

A negação da morte.

Oprah chorando e negando.
Pode chorar mas eu não volto pra você. Assinado: vida.

Sabe por que nós queremos tanto imortalizar o que fazemos? Sabe o motivo pelo qual queremos tanto viver uma vida extraordinária e tememos tanto a morte?
Porque queremos deixar um legado. E queremos deixar um legado pra imortalizar quem somos. E queremos imortalizar quem somos porque negamos a morte. Negamos a morte porque temos medo. Temos medo porque parte de nós quer construir um “eu” que viva para sempre.

O mundo é um grande projeto de legados. Quem construiu cidades, instituições, empresas… fez isso com intuito de repassar seus valores através de obras “imortais”. Todos nós temos um desejo inato de nunca morrer. Queremos defender nossos valores a qualquer custo e quando vemos que outro grupo tem um projeto de imortalidade que colide com o nosso, surtamos (lutas, revoluções, matanças e guerras são frutos disso). Digo os valores porque são eles que sustentam nosso desejo de construir um legado: queremos repassar nossos valores e ideologias.
Pra fundamentar nossos valores de modo mais livre, precisamos aceitar que a morte é inevitável e que tudo bem levar uma vida comum.
O que você vai deixar pra trás?

O medo impulsiona as pessoas a se importarem demais, porque se importar com alguma coisa é a única forma de se distrair da realidade implacável da morte. E estar pouco se fodendo para tudo é alcançar um estado quase espiritual de aceitação da efemeridade da própria existência. Nessa condição é muito menos provável ser dominado por várias formas de arrogância.

– Mark Manson

 

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Osho: 9 tapas na cara para sacudir suas crenças.

“Perguntaram a um monge Zen: “O que você costumava fazer antes de se tornar iluminado?”
Ele respondeu: “Eu costumava cortar madeira e carregar água do poço”.
E então lhe perguntaram: “O que você faz agora que se tornou iluminado?”
E ele respondeu: “Eu corto madeira e carrego água do poço”.
O questionador ficou confuso e disse: “Então, parece não haver diferença”.
O mestre disse: “A diferença está em mim. A diferença não está em meus atos, a diferença está em mim – mas porque eu mudei, todos os meus atos mudaram. Sua importância mudou: a prosa se tornou poesia, as pedras se tornaram sermões e a matéria desapareceu completamente. Agora há apenas Deus e nada mais. Para mim, a vida agora é libertação, é o nirvana”.

Depois dessa introdução tapa na cara, vim aqui trazer trechos sensacionais para que vocês também reflitam sobre essa nossa jornada. O livro do Osho que usei como base para as citações foi “A jornada de ser humano: é possível encontrar felicidade real na vida cotidiana?” (acesse aqui e compre o seu). Espero que a resposta seja sim. Vamos ao que interessa.

(Esse livro é ótimo para desfoder seu emocional; fiz um post com mais livros que têm a mesma utilidade e você pode acessá-lo clicando aqui).

Tapas na cara da vida.
Preparem o rosto.

É impossível ser humano.

“Ser simplesmente humano é impossível. Tente entender. Porque isso significa que você está dizendo: “Deixe-me apenas permanecer no processo, no meio”. O homem não é um estado, o homem é apenas um processo. […] A humanidade é apenas uma passagem, uma viagem, uma jornada, uma peregrinação. É um processo, não um estado. Você não pode permanecer humano. Se fizer um grande esforço para permanecer humano, irá se tornar inumano. Vai começar a cair. Se você não for pra frente, vai começar a escorregar pra trás… mas terá de ir para algum lugar. Você não pode permanecer estático”.

Um homem infeliz é mais egoísta que um homem feliz.

“A infelicidade torna você especial. A infelicidade torna você egoísta. Um homem infeliz pode ter um ego mais concentrado que um homem feliz. Um homem feliz na verdade não pode ter o ego, porque uma pessoa só se torna feliz quando não existe ego. Quanto mais desprovido de ego, mais feliz; quanto mais feliz, mais desprovido de ego. Você se dissolve na felicidade. Você não pode existir junto com a felicidade; você só existe quando há infelicidade. Na felicidade há dissolução. Você já viu um momento feliz? Já o observou? Na felicidade, você não existe. Quando você está apaixonado, você não existe. […] Quando eu digo para abandonar o ego, quero dizer todas as linhas de demarcação. Você não está separado da vida, você é parte dela…

A existência não lhe deve nada.

“Você espera algo e isso não se materializa: vem então um grande frustração. Você sente dor, desesperança, como se tivesse sido rejeitado pela existência. Nada disso aconteceu – tudo se deve à sua expectativa. Quanto maior a expectativa, maior será a frustração. […] A existência não tem obrigação de materializar sua imaginação. Ela nunca lhe prometeu que o que quer que você pense irá acontecer. Você considerou uma coisa como certa sem qualquer questionamento, como se toda a existência lhe devesse algo. Você é que deve tudo à existência. A existência não lhe deve nada. […] O abandono das causas é o desaparecimento de toda a sua infelicidade. Era uma projeção sua”.

A agonia existe por causa da liberdade.

“O homem é o único animal na existência que tem liberdade – e, devido à liberdade, existe a agonia. Agonia significa: eu não sei quem eu sou. Eu não sei para onde estou indo e por que estou indo. Eu não sei se, o que quer que eu esteja fazendo, eu devo fazer ou não. A questão permanece continuamente; nem por um único momento a questão vai embora. O que quer que você faça a questão está lá: Você tem certeza? Isso é realmente o que você deve fazer? Esse é o lugar onde você deve estar? A questão não o deixa nem por um único momento. […] É muito extraordinário e de um valor enorme para sua vida, para seu crescimento, que você sinta agonia, que cada fibra de seu ser sinta o questionamento, que você se torne simplesmente uma dúvida. E, naturalmente, é assustador. Você é deixado em um caos. Mas desse próprio caos nascem as estrelas“.

A juventude é cega.

“Na juventude, todo mundo acha que é um grande pintor, um grande poeta, um grande músico. A juventude é cega – é apenas a energia da natureza que está transbordando em você. E a pessoa não está preocupada com a morte; ela está muito distante. Há um certo limite além do qual ela não consegue se preocupar. Pode se preocupar com o amanhã, pode se preocupar com o depois de amanhã. […] Ela vai dizer: “Hoje é o bastante, o amanhã está próximo. Mas quem se importa com o próximo século?”. […] O futuro irá se revelar. O amanhã vai nascer do hoje. O que quer que a pessoa esteja fazendo hoje vai criar seu amanhã. Uma vez que ela saiba o segredo, não vai desfrutar apenas do aqui, vai também criar o futuro”.

A morte é uma piada.

“A morte nunca aconteceu; ela não pode acontecer pela própria natureza das coisas, porque a vida é eterna. A vida não pode terminar; ela não é uma coisa, é um processo. Não é algo que começa e termina; não tem início nem fim. […] A morte não existe; ela é uma mentira – mas parece muito real. Apenas parece muito real, mas não o é. Parece assim porque você acredita demais em sua existência separada. O fato de acreditar que você está separado da existência é que proporciona realidade à morte. Abandone essa ideia de estar separado da existência e a morte desaparece. Se sou um com a existência, como posso morrer? Comece a se sentir um com a existência, porque essa é a realidade”.

O homem gosta de criar problemas.

“As pessoas estão sempre criando grandes problemas do nada. Conversei com milhares de pessoas sobre seus problemas e ainda não me deparei com um problema real! Todos os problemas são fictícios – as pessoas os criam. Porque sem problemas elas se sentem vazias: então não há nada a fazer, nada a combater, lugar nenhum para ir. As pessoas vão de um guru a outro, de um mestre a outro, de um psicanalista a outro, de um grupo de ajuda a outro, porque, se não forem, sentem-se vazias, acham que a vida se tornou sem significado. Elas criam problemas para que possam sentir que a vida é um grande trabalho, um crescimento – e você tem de lutar muito. Por favor, olhe o que você está fazendo. Primeiro você cria o problema, depois sai em busca de uma solução. Observe por que está criando o problema; exatamente no início, quando está criando o problema, está a solução – não o crie”.

A ganância é mãe da insatisfação.

“Mas essas pessoas são gananciosas… Se você sabe por experiência própria que tudo é fundamentalmente frustrante, que tudo traz apenas uma alegria fugaz, então por que não ser feliz com o momento? Por que pedir que ele dure para sempre? Eu lhe ensino a alegria do momento. Viva o momento e, o que quer que o momento lhe torne disponível, desfrute-o, celebre-o. Enquanto ele durar, dance! E quando ele se for, seja grato pelo fato de ele ter existido. Por que dizer “nada é fundamentalmente satisfatório – nada é suficiente”? Nada pode ser feito a respeito disso. Isso é assim. É assim que a realidade é, e a realidade não vai mudar sua lei fundamental por causa de você. Ninguém pode ser exceção. Mas se isso ainda não se tornou sua própria experiência, então você terá de sofrer um pouco mais. Terá de esperar um pouco mais. Quando o entendimento surge, a esperança desaparece. Isso não significa que a pessoa se torne desesperançada; simplesmente significa que a pessoa aceita a vida como ela é, e o que quer que a vida lhe dê, ela aceita com gratidão e não se queixa”.

Se você não se conhece, provavelmente vive uma vida de equívocos.

“Se você não se conhece, está vivendo na inconsciência. E uma vida de inconsciência só pode ser uma vida de equívocos. […] Se está identificado com o corpo, seus desejos serão diferentes; então o alimento e o sexo serão suas únicas vontades, seus únicos desejos. Esses dois são desejos animais, os mais básico. […] Mas se você estiver identificado com a mente, então a mente tem muitas dimensões. Você pode estar interessado em quantas coisas puder imaginar. Mas se estiver interessado com o coração, então seus desejos terão uma natureza ainda mais elevada, mais elevada do que a mente. […] A mente é agressiva, o coração é receptivo. A mente é lógica, o coração é amor”.

E aí, deu pra apanhar um pouco? Osho bate forte ou fraco, na sua opinião?

 

 

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10 dicas para você parar de (se) julgar e viver mais leve.

O bom juiz condena o crime sem odiar o criminoso.

– Sêneca

Julgar-se (e julgar aos outros) é um verdadeiro veneno coletivo e individual. Nós estamos acostumados a julgar o tempo todinho aos outros e a nós mesmos e isso causa um puta de um estrago.

Que tal refletir sobre isso um pouco e ter mais consciência and domínio dos seus julgamentos?

Reuni nesse post algumas ideias que me ajudam muito a melhorar em relação aos julgamentos. Eu li o livro “Chega de (se) julgar”, de Olivier Clerc (compre aqui) e me inspirei nele pra trazer ideias que são extremamente convenientes nessa luta.

1. Tenha consciência dos seus julgamentos.

Mulher loira confusa com o dedo no queixo.

Sim, isso pode ser confuso. Tire o julgamento do modo automático. Cada vez que se pegar julgamento alguém — ou a si mesmo — preste atenção. O primeiro passo para mudar qualquer coisa nessa vida é perceber onde está a falha, e só somos capazes de percebê-las com consciência.
Como você se sente quando julga? Como seu interior fica depois de julgar?

2. Entenda de onde vem seu julgamento.

Isso pode ser estranho e bizarro e doloroso. Mas em muitos momentos somos maria-vai-com-as-outras e não julgamos por nós. Julgamos porque fomos e somos instigados a isso.

Homem no barco arregalando os grandes e esbugalahdos olhos.

Imagine-se no seguinte contexto: uma criança cresce ouvindo dos adultos ao seu redor frases do tipo “você não tem bons modos”, “você é muito estabanado”, “você é muito devagar” e blá-blá-blá.

Essa criança internalizou tudo isso e criou um juiz dentro dela que bate seu martelo toda vez que uma dessas ações ocorrem: “eu sou muito lerda”, “eu não tenho salvação”, “que idiota”. Resultado: crescemos e nos tornamos adultos impiedosos para conosco e para com os outros.

Ou simplesmente crescemos ouvindo que pessoas que se vestem de tal modo são bregas, ou que possuem certa característica são inferiores.

Perceba de onde vem seu julgamento (de seus pais, de amigos…) e faça uma autópsia nele até chegar a conclusão de que ele é irreal, não vale a pena ou que você não tem nada a ver com isso.

PS: Temos que ter um olhar muito aguçado para saber manter o equilíbrio em muitas situações. Não julgar não equivale a permanecer estagnado com seus defeitos. Todos nós temos pontos a melhorar e a percepção deles é o grande começo. O problema começa quando usamos esses julgamos para nos diminuir e nos comparar com outros.

3. Separe os atos da pessoa.

Você não é apenas o que você faz. Muita gente boa é capaz de fazer coisas horrendas e muita gente ruim pode fazer coisas maravilhosas. Todos nós carregamos luz e sombra dentro da gente. Ninguém é totalmente bom o tempo inteiro e ninguém é totalmente péssimo. Todos nós falhamos no decorrer da vida (aliás, se tudo e todos estivessem sempre corretos estaríamos na época das cavernas ainda – sem inexatidões não chegamos à exatidão – o ser humano nasceu para evoluir).

Então, você pode não concordar com alguma atitude, mas isso não significa que precise nutrir maus sentimentos da pessoa que o cometeu. E isso vale pra você também – você não é um fracassado só por ter cometido um erro (ou mais).

Moço agradecendo e dando joia.

3. Entenda que tudo é uma questão de perspectiva.

Já ouviu aquela frase que diz que quem julga está falando mais sobre si do que sobre quem / o quê está julgando? Os julgamentos que exprimimos são reflexos dos pontos de vistas que carregamos, do contexto em que nos encontramos e da forma como interpretamos as situações e as características das pessoas.

Então, atenção: você pode aprender muito sobre os outros de acordo com o julgamento por eles feito; e, portanto, pode aprender muito sobre você mesmo quando se pegar emitindo algum julgamento.

A questão é a seguinte: fica muito mais fácil lidar com o julgamento quando temos consciência de que eles são um espelho de quem o está fazendo, e isso amortece o impacto e o estrago que eles podem causar na gente.

4. Mude de ponto de vista.

Antes de julgar, tente trocar de óculos e interpretar a situação de um modo diferente daquilo que pensaria automaticamente. Vire seu julgamento de ponta cabeça. Questione-se, inverta os papeis, troque o contexto e se insira nele. Como você se sente? O que muda aí dentro?

Mulher e homem com as caras invertidas.

Lembre-se: sempre existem pelo menos dois modos de ver a mesma coisa.

5. Abençoe aqueles que cruzarem seu caminho.

Todos os dias somos obrigados a lidar com pessoas e com circunstâncias que não são agradáveis, e isso pode ser um motivo para emitir julgamentos ávidos ou uma chance de evolução pessoal. Não se pode abençoar e julgar ao mesmo tempo. Escolha abençoar e nutrir seus pensamentos com luz. Troque o julgamento automático pela bênção automática — e isso não precisa ser uma questão religiosa, viu? É apenas uma questão de paz interior mesmo, você pode nomear como bem entender.

Homem agradecendo.

Tem uma frase de “Comer, rezar, amar” que me marcou desde que a li: “aprenda a escolher seus pensamentos do mesmo modo como escolhe suas roupas”.
E esse pode ser um excelente primeiro passo – ao invés de julgar, bendiga, deseje coisas boas e, silenciosamente, abençoe as pessoas e os contextos no qual precisar se inserir.

Não é fácil e não se culpe (nem se julgue mais) caso não consiga fazer isso sempre – somos humanos e esse é um trabalho pra vida inteira.

6. Pare de criar exigências para tudo e todos.

As pessoas não estão aqui para nos agradar. Você não está aqui para agradar as pessoas. Simples, né?
Não.

Somos mimados e gostamos que as coisas saiam do jeitinho que as planejamos, mas a vida nunca será assim, o mundo não dá voltinhas em volta do nosso umbigo e quanto antes aceitarmos isso, mais fácil será pra diminuir as frustrações provocadas por esse hábito.

Mas por que é tão ruim criar exigências? Porque quando elas não são atendidas ficamos extremamente descontentes e raivosos.
Mas o que fazer então? Ao invés de exigir, passe a preferir.
Seja flexível. Abrace a realidade.

Bailaria super flexível.

7. Não leve as coisas para o lado pessoal.

Parece difícil. Mas pense o seguinte: se uma pessoa te chama de mentiroso, por exemplo, e você se ofende, é porque alguma parte de você se considera um mentiroso. Se alguém te chama de covarde ou de arrogante e você tem a certeza de que não é nada disso, essas palavras passarão despercebidas.

Uma pergunta que te faço: quão seguro de si você é? Você tem convicção de suas qualidades e defeitos ou vive esperando isso dos outros?

E saiba que é normal nos magoarmos quando ouvimos algo sobre nós — mesmo que seja falso — mas isso não pode te estragar a ponto de te tirar o chão.

E sempre tenha em mente: o que os outros dizem sobre a gente é reflexo do que eles são. Não somos capazes de dar o que não temos (e isso vale pra gente também — seja um observador de si mesmo e perceba os julgamentos que emite contra o outro).

Você pode tirar algo de bom disso tudo: cada vez que alguém o magoar, preste atenção no que isso lhe causa e use isso a seu favor: você pode ter acabado de perceber um ponto a ser melhorado. Trabalhe em cima disso com calma e paciência – sem imediatismo.

8. Não julgar é diferente de não ter opinião.

Você sempre pode dizer o que pensa e sempre poderá escutar o que os outros pensam. Não julgar é distinto de não emitir opinião, de ser sonso e de aceitar tudo o que acontece. Não. Discernir envolve todo um processo mental, enquanto o julgamento é manchado por suposições e intenções.

Não vá pensando que a vida é pura harmonia, pois não é. Há um baita de um abismo entre ter opinião e julgar os outros a torto e direito.
Encare a realidade, trabalhe com fatos reais, e não com invenções da sua mente; não levante pressupostos sem saber a raiz de algum acontecido.

9. Chega de falar mal.

Pode parecer inofensivo, mas não é. Falar mal dos outros é uma puta destruição para si mesmo e para os outros.

Para conseguir chegar ao estado de não julgamento, precisamos aprender a controlar nossa fala e também nosso diálogo interno. Sempre que sentir aquela vontade de fofocar e de criticar alguém, concentre-se e, com consciência, trabalhe em cima disso.

Se você fala mal dos outros, certamente viverá preocupado e desconfiado de que os outros façam o mesmo com você. “Que sua palavra seja impecável”, disse Miguel Ruiz. Escolha suas falas com cuidado e minuciosamente (tenha paciência, não é do dia pra noite que transformamos hábitos construídos por anos).

10. Ser livre é querer o outro livre. Aceitar-se é aceitar o outro.

Um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém”.
Essa frase é totalmente autoexplicativa.
Quando nós nos aceitamos tal como somos, passamos a aceitar os outros como eles são.

Se você é impiedoso consigo, será também com os outros. São os nossos próprios julgamentos que nos deixam tão à mercê do julgamento alheio.

Se eu me julgo, logo julgarei o outro. Desse modo, o primeiro passo é trabalhar de dentro pra fora.

Não somos capazes de mudar aquilo que não aceitamos. Portanto, pra que qualquer mudança ocorra na sua vida, você precisa aceitar que precisa mudar e depois agir. Nós só mudamos verdadeiramente por nós mesmos, e não pelos outros. A partir do momento em que você se vê liberto dessas amarras, você não irá prender os outros.

Tanto faz o modo como eles querem viver, as roupas que eles querem usar, as músicas que querem ouvir ou a religião que escolheram seguir. Não importa. Simplesmente não tem nada a ver com sua vida – só somos capazes de libertar o outro quando vivemos na liberdade – liberdade de nós mesmos.

Homem correndo livremente.

E aí, muito difícil? É trabalho pra vida toda.

 

 

 

 

 

 

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20 citações de F. Pessoa que mostram que ele era tão perdido quanto você.

Se você as vezes se questiona “O QUE EU TÔ FAZENDO COM A MINHA VIDA?”, aqui vai um consolo: Fernando Pessoa também era um cara perdidão.

Em seu Livro do Desassossego, Pessoa nos mostra que é normal ser um perdido na vida, sem saber que rumo tomar.

Te adianto: o cara manja da sofrência, mas ele sofre de um jeito muito cult e muito profundo. Aqui trouxe algumas citações que nos fazem refletir muitas circunstâncias que a vida adulta nos empurra goela abaixo e a gente só pensa em cuspir mesmo.

Inquietos com a vida somos e sempre seremos, mas hoje vamos refletir essa nossa essência humana junto com um dos gênios da literatura portuguesa.

  • “Nós nunca nos realizamos. Somos dois abismos – um poço fitando o céu” (ai, a ingratidão).
  • “São horas talvez de eu fazer o único esforço de eu olhar para a minha vida. Vejo-me no meio de um deserto imenso. Surjo do que ontem internamente fui, procuro explicar a mim próprio como cheguei aqui” (sobre a jornada em busca de si mesmo).
  • “Arranco do pescoço uma mão que me sufoca. Vejo que na mão, com que a essa arranquei, me veio preso um laço que me caiu no pescoço com o gesto de libertação. Afasto, com cuidado, o laço, e é com as próprias mãos que me quase estrangulo” (você é seu maior inimigo).
  • “Comprar livros para não os ler; ir a concertos nem para ouvir a música nem para ver quem lá está; dar longos passeios por estar farto de andar e ir passar dias no campo só porque o campo nos aborrece” (vulgo eu não sei o que tô fazendo da minha vida).
  • “Dar a cada emoção uma personalidade, a cada estado de alma uma alma” (intensidade).
  • “Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar” (fuga).
  • “Reconheço, não sei se com tristeza, a secura humana do meu coração. Vale mais para mim um adjetivo que um pranto real da alma” (dormência).
  • “Somos todos escravos de circunstâncias externas: um dia de sol abre-nos campos largos no meio de um café de viela; uma sombra no campo encolhe-nos para dentro, e abrigamo-nos mal na casa sem portas de nós mesmos […]” (dependência).
  •  “Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade” (ambição).
  • “Encontrar a personalidade na perda dela – a mesma fé abona esse sentimento de destino” (avesso).
  • “Invejo a todas as pessoas o não serem eu. Como de todos os impossíveis, esse sempre me pareceu o maior de todos, foi o que mais se constituiu minha ânsia cotidiana, o meu desespero de todas as horas tristes” (utopia).
  • “Mas este horror que hoje me anula é menos nobre e mais roedor. É uma vontade de não querer ter pensamento, um desejo de nunca ter sido nada, um desespero consciente de todas as células do corpo da alma. É o sentimento súbito de estar enclausurado numa cela infinita. Para onde pensar em fugir, se a cela é tudo?” (prisão).
  • “Não se pode comer um bolo sem o perder” (cada escolha uma renúncia, isso é a vida).  “O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela” (a cada respiração, um segundo mais perto do fim).
  • “Assisto a mim. Presencio-me. As minhas sensações passam diante de não sei que olhar meu como coisas externas. Aborreço-me de mim em tudo. Todas as coisas são, até às suas raízes de mistério, da cor do meu aborrecimento” (#chateado).
  • “Dormir horroriza-me como tudo. Morrer horroriza-me como tudo. Ir e parar são a mesma coisa impossível. Esperar e descrer equivalem-se em frio e cinza. Sou uma prateleira de frascos vazios” (o que enche seu frasco?).
  • “Há um grande cansaço na alma do meu coração. Entristece-me quem eu nunca fui, e não sei que espécie de saudades é a lembrança que tenho dele” (nostalgia do que não sou).
  • “Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos – a ânsia de coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo” (mal-estar).
  • “Interrogo-me e desconheço-me. Nada tenho feito de útil nem farei de justificável. Tenho gasto a parte da vida que não perdi em interpretar confusamente coisa nenhuma” (falta de sentido).
  • “Que somos todos diferentes, é um axioma da nossa naturalidade! Só nos parecemos de longe, na proporção, portanto, em que não somos nós. A vida é, por isso, para os indefinidos; só podem conviver os que nunca se definem, e são, um e outro, ninguéns” (no fundo, todos iguais de tão diferentes).
  • “Se penso, é porque divago; se sonho, é porque estou desperto. Tudo em mim se embrulha comigo, e não tem forma de saber de ser” (indefinição).
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Deepak Chopra e o poder da consciência.

Eu amo esse cara, sério. Acho ele muito bom e inteligente e humano e simples. Gosto das reflexões que ele faz, e mais, gosto do resultado que essas reflexões trazem à minha vida.

Hoje vou indicar três livros de Chopra. Estes livros foram de grande importância na minha formação e me ajudaram m-u-i-t-o a evoluir e mudar alguns pontos de vistas – ou seja, esses livros me ajudaram a ter consciência e a entender coisas que eu não entendia; a pensar coisas que eu não pensava; a me comportar de modo mais positivo e saudável.

O legal desse ser humano é que ele não desassocia a saúde mental da saúde física e nem da saúde espiritual. E são poucos os que pensam nesses três níveis: a maioria fica só com o mental e físico, esquecendo-se do espírito.

  • “O futuro de Deus”. Clique aqui para comprar.

Esse foi um dos melhores livros que li em toda minha vida – foi libertador. SÉRIO. Fui criada por uma família extremamente religiosa e boa parte dessa vivência me fez criar aversão a tudo o que era relacionado ao divino, ao espírito e à alma. Embora eu sempre tivesse sentido muita falta disso (vulgo de Deus), eu não conseguia separar deus de religião; pra mim eu estaria sendo hipócrita ao falar com Deus ou rogar por Ele uma vez que eu não participava ativamente nas missões religiosas. E esse livro me ajudou a entender o que eu não entendia; consegui colocar em palavras todos os sentimentos que eu carregava com relação a isso e, finalmente, depois de anos fugindo desse assunto, eu consegui me libertar, compreender e aceitar tudo o que acontecia – não só comigo, mas com muita gente também.

De modo geral, Deepak afirma que Deus está na origem da consciência humana – e, portanto, está em nosso cotidiano o tempo todo. Tudo é Deus (mas não se apegue a nomenclaturas, visto que em muitos casos fazemos associações erradas por conta de banalizações); o fortalecimento do nosso lado espiritual é extremamente necessário, ainda mais em épocas tão confusas e caóticas.

O mais interessante é que Chopra nos fala que “para buscar um caminho espiritual, é preciso não dominar o caos, mas ver através dele“, e o primeiro passo para esse caminho é encontrar seu verdadeiro centro e se fundamentar nele – isto é, achar o seu ponto de equilíbrio e viver com consciência, mesmo sabendo que as forças externas continuarão ali.

No final do livro, ele nos dá um guia prático de sete dias para que possamos entrar em contato com nosso interior e desbravar essa tal consciência.

F-E-N-O-M-E-N-A-L

  • “Você tem fome de quê?”. Clique aqui para comprar.

Esse livro abre nossa consciência pra algo que passa batido no nosso cotidiano: alimentação, o todo-poderoso-combustível. E é sério. A gente não pensa mais pra comer. Quantas pessoas sofrem quadros de compulsão alimentar? São muitas, infelizmente.

Nesse livro Chopra nos dá acesso ao conhecimento essencial para que possamos mudar de vida (obviamente só depende da gente) e viver em estado de consciência até quando estamos sentados na mesa. Ele vai nos explicar a razão pela qual atacamos a comida (ou deixamos de comer) e nos ajudará a compreender por que o nosso corpo é o registro físico da história que vivemos até o momento.

Este não é um livro de dieta. É um livro de nutrição, mas nutrição em todos os níveis – não só corporal. E realmente, a meu ver, é o melhor caminho para uma vida saudável – e vida saudável não se trata apenas de fazer escolhas certas na cozinha, mas de fazer escolhas certas para sua mente e sua alma – é um combo, poxa vida. NÓS SOMOS UM PACOTINHO. Não temos só corpo aqui não; a gente presta conta pra mais esferas nessa vida. E o mais legal de tudo: ele nos ensina meditações e nos convida à reflexões que poderão nos trazer uma vida equilibrada, leve e iluminada. Que delícia.

  • “Você é o universo”. Clique aqui para comprar.

Este livro foi escrito juntamente com Menas Kafatos, um físico aparentemente foda.

Nesta obra os autores nos trazem visões que indicam que a busca pela verdade está em nós mesmos e que nossa realidade esta intimamente relacionada à consciência e à percepção (ele fala bastante de realidade no livro “O futuro de Deus”, é bem massa). Uma das principais mensagens – que fica clara logo no início do livro – é que nós participamos do universo o tempo todo, e ele precisa da gente pra existir. Quando você para pra pensar nisso, faz bastante sentido. Se nós não existíssemos, ele estaria aí pra quê? (sim, é meio confuso e louco; eu perdi um bom tempo tentando fazer esta associação).

Universo participativo. Além dessa reflexão, eles respondem perguntas polêmicas que provavelmente você já se fez: “o que tinha aqui antes do big bang?”; “como a vida começou?”; “de onde viemos?” […] Sempre fazendo paralelo com a consciência e a realidade, ele alega que para mudarmos nosso universo, que está bastante incerto, nós precisamos mudar de atitudes.

Vocês já leram esses livros? O que mais marcou vocês na leitura?