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7 músicas de Mika pra ouvir quando bater a bad.

Mika encarando a câmera.

Esse é o tipo de artista que consegue te animar quando você tá na merda. Sério. As músicas dele trazem leveza pra alma. É uma delícia. Tem muita arte, muita representatividade, muito amor.

Mika é um cantor britânico que já atingiu marcar impressionantes. Com um aninho de idade foi morar em Paris e depois, aos nove anos de idade, voltou para Londres pois seu pai havia sido sequestrado durante a Guerra do Golfo :0

As músicas de Mika têm jovialidade e seu tom de voz é i-n-c-r-í-v-e-l. Confira sete músicas desse lindo (amo os cachinhos dele) pra ouvir quando estiver se sentindo no fundo do poço:

1. Elle me dit.

Dá vontade de sair pulando e cantando e dançando e beijando e amando e vivendo.

2. Grace Kelly.

Volte a se sentir uma criança com essa música.

3. Relax, take it easy.

Relaxa, pega leve 🙂 Pensa numa música que tranquiliza <3

4. Lollipop.

Adoro o senso de humor desse macho.

5. We are golden.

Nós não somos o que você acha que somos.

6. Good guys.

Essa música é triste, porém encorajadora. Continue olhando pras estrelas.

7. Blame it on the girls.

Eu queria morder esse cara. Affff…

Você já conhecia esse queridíssimo? Conta pra gente o que você achou dele 🙂

(queria casar com ele) <3

 

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7 bandas brasileiras não tão populares que você precisa conhecer.

Música é parte da vida. Elas marcam momentos, nos trazem lembranças e preenchem a alma. Muitas vezes nos limitamos a ouvir os mesmos grupos e nem sequer damos ouvidos aos novos sons que são lançados diariamente. E deixa eu te falar outra coisa: nosso Brasil tem música de altíssima qualidade.

Eu, particularmente, adoro descobrir artistas independentes e alternativos. Nossa cultura é muito rica e temos gente muito boa fazendo música por aqui. Aqui vai uma seleção de alguns que andei descobrindo e que têm um cantinho especial nas minhas playlists. Vale ressaltar que eu não tenho noção musical a ponto de saber descrever perfeitamente gêneros e estilos musicais – tenho apenas bom gosto. Espero que curtam.

1. Jaloo (escute aqui).

Jaloo.

Jaime Melo Jr é do Pará e é bastante peculiar. Eu pago muito pau pra esse cara. As composições dele são poéticas, suas batidas são envolventes e sua criatividade merece destaque. Sério, você precisa ouvir! Ah, aproveita pra ver os clipes dele também – fogem do padrão e enchem nosso peito de orgulho por saber que esse ser lindo e extremamente original é de terras brasileiras.

2. Little Joy (escute aqui).

Little Joy.

Esse grupo, apesar de não ser totalmente brasileiro, merece seu tempo. Eles não se apresentam mais, mas a herança por eles deixada é deliciosa. Rodrigo Amarante (guitarrista e vocalista dos Los Hermanos), conheceu o baterista da banda The Strokes, Fabrizio Moretti, em um festival de música, e juntos eles conheceram Binki Shapiro, uma mina que manja muito de vários instrumentos. E dessa fusão surgiu a querida Little Joy. Leve, relaxante, divertida. Altamente indicada.

3. Maglore (escute aqui).

Maglore.

Uma banda foda de rock alternativo com uma pegada de MPB. Músicas que falam do cotidiano com toques suaves e muito gostosos – uma mistura de sons em várias faixas. Eu gosto demais da música dos caras. A vibe é leve e você consegue se ver nas letras, sabe? Elas fazem sentido porque retratam a vida. A banda é de Salvador e eles já atingiram marcas impressionantes no ramo musical.

4. Scambo (escute aqui).

Scambo.

Que som fera! As letras são construtivas e a instrumentalização é deliciosa. Eles são bem ecléticos – algumas faixas têm pegada rock, outras rap, outras reggae…. Essa dinâmica enriquece muito a banda. Eles eram bastante reconhecidos no cenário baiano; uma pena a banda ter se dissipado.

5. Napkin (escute aqui).

Napkin.

As duas gurias são de Joinville (SC) e merecem reconhecimento pelo sonzão que criam. Suas faixas tem uma pegada indie rock e contam apenas com piano, guitarra e voz. Elas se reuniram em 2013 e, mesmo com pouco tempo de banda, já conquistaram boas premiações.

6. Fevereiro da Silva (escute aqui).

Fevereiro da Silva.

Não sei descrever, só ouvindo pra sentir. Que som alegre e descomplicado que os caras produzem! É um misto de ritmos, de sensações e emoções – os caras sabem ser versáteis! Eles também são de Joinville (SC) e se juntaram em 2007.

7. Supercombo (escute aqui).

Supercombo.

Sim, eles são conhecidos. Porém, eu não sabia da existência desses queridos até ir a um festival de música recentemente, então resolvi colocar pra que nenhum outro desinformado (como eu) tarde em conhece-los. Mesmo que você não acompanhe o grupo, você provavelmente já deve ter escutado algumas faixas sem saber que são deles. Letras lindas e intensas, melodias iradas e muita versatilidade.e

Curtiram? Indicariam mais gente? Me conta porque eu realmente me amarro em conhecer música boa 🙂

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7 grandes compositores que você precisa conhecer.

Bons compositores precisam ser expostos, sim senhor. Se você ainda não conhece os artistas aqui citados, aproveite a oportunidade para conferir. Música boa precisa ser compartilhada 🙂 Alguns já estão em outra dimensão, mas com certeza deixaram (ou deixarão, no caso dos vivos) um legado musical impressionante. Separei 7 compositores que me inspiram e espero que sirvam para inspirá-los também. Vamos lá.

1. Ryuichi Sakamoto.

Grande compositor Ryuichi Sakamoto.

 

Ele é muito fofo! Nascido em Tóquio no ano de 1952, Sakamoto tem uma carreira impressionante (já falei sobre uma de suas músicas aqui). Já fez várias parcerias com grandes nomes internacionais – em especial com nosso querido Caetano Veloso – e também fez aparições em alguns filmes (o mais lindo fofo querido de todos é, para mim, “Merry Christmas Mr. Lawrence”, no qual ele apareceu junto com David Bowie). Vale ressaltar que ele tem uma porrada de prêmios. Um gênio é um gênio. Aprecie “Rain”:

2. Chiquinha Gonzaga.

grande compositora Chiquinha Gonzaga

Brasileiríssima. Nasceu em 1847 e foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil (que orgulho, mano) e criou a primeira marcha carnavalesca (“Ó abre alas”). Além disso, ela batalhou bastante por seus direitos como musicista. Se atualmente ainda é difícil ser mulher numa sociedade tão machista, imagina naquela época. Ela já foi retratada no cinema brasileiro e é sim um ícone que não pode ser esquecido – um baita patrimônio brasileiro (e desconhecida por tantos). Se liga no som “Corta-jaca”:

3. Wim Mertens.

grande compositor wim mertens

Wim nasceu na Bélgica em 1953. Seus acordes minimalistas também conseguem atingir nosso âmago. Seu acervo de composições é incrível e digno de seu tempo. A composição que abriu as portas para o mundo do sucesso foi a inquietante “Struggle for Pleasure”. O álbum que mais me marcou foi o “The belly of an Architect”, de 1987. Vale a pena conferir; veja abaixo a composição que o introduziu no mundo da fama:

4. Philip Glass.

grande compositor philip glass

Quanto amor por esse cara! Philip é americano e nasceu em 1937. Ele é considerado um dos compositores mais influentes do final do século XX. Suas músicas são trilhas sonoras de vários filmes, dentre eles podemos citar “O Ilusionista”,  “Show de Truman: o show da vida” e “Nosso lar”. Ícone. Abaixo uma de suas obras mais aclamadas:

5. Benjamin Clementine.

grande compositor benjamin clementine

Sou apaixonada por esse cara (já escrevi sobre ele aqui). Ele nasceu em 1988 em Londres e seu trabalho é uma das maravilhas do mundo. Suas composições tocam a alma lá no fundo. É imperdível, mesmo! Preste atenção nas letras desse cara – são de arrepiar. Além de ser muito inteligente, consegue transpor em suas músicas sentimentos que muitas vezes não sabemos explicar. O meu álbum favorito é o “At least for now”, lançado em 2016. Incrível! “Condolence” é uma das minhas músicas favoritas; dá uma olhadinha:

6. Abel Korzeniowski.

Grande compositor Abel Korzeniowski.

Abel nasceu na Polônia em 1972 e é muito conhecido por suas produções de trilhas sonoras no mundo do cinema: Penny Dreadful, Romeo and Juliet, Nocturnal Animals (meu favorito) são alguns exemplos bastante populares. Ele tem um álbum chamado “Music for Drama”, lançado em 2005, com composições interessantíssimas – é um dos meus favoritos; ele brinca bastante com os arranjos e eu acho genial a forma como ele conecta os sentimentos com as notas. Confira “Letters” abaixo – grandes chances de arrepios.

https://www.youtube.com/watch?v=fMR4fp4A2Ew

7. Ethel Smyth.

Grandes mulheres compositoras.

Britânica nascida em 1858. Para muitos seu estilo pode parecer conservador, mas ela foi muito foda! Escreveu seis óperas, um ballet e um amplo repertório instrumental para orquestras. Outro ponto mega interessante foi sua luta feminista. Ela chegou a escrever uma marcha para as mulheres, e tal marcha se transformou em um hino do movimento feminista inglês (isso tudo na primeira metade do século XX – vai imaginando!). Abaixo seguem dois vídeos: “The Breeze and I” e o segundo é a marcha feminista citada acima.

E aí, curtiram? Me deixem mais sugestões, adoro conhecer novos artistas 🙂

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Você precisa ouvir: Benjamin Clementine.

Benjamin Clementine é um mito. Nasceu na Inglaterra em dezembro de 1988. É cantor, é compositor, é poeta, é foda.Suas letras são absurdamente profundas. Elas trazem um sentido único à audição; Benjamin é extremamente inteligente e talentoso – e todas as suas músicas refletem isso.

Ele canta com a alma; em todas as suas composições é possível sentir uma humanidade gigante de gente que já refletiu e já sentiu muito com esse mundo e com as dores da vida.

Simples, inspirador, humano. Essas seriam palavras boas o suficiente para sintetizá-lo. Em suas apresentações ele está sempre descalço, com um casaco de lã e com um piano escuro. Seu foco é na voz e na habilidade inquietante de seus dedos. Você sente cada nota com uma melancolia desassossegada, com uma revolta e com uma paz ao mesmo tempo, difícil explicar. Só sentindo.

Com um misto de gritos, de arranjos vocais, de declamações, Benjamin nos transporta para um lugar que evitamos habitar. Tem dor, sim; tem sofrimento, tem luta. Tem tapa na cara. Muitos tapas na cara.

Solta o play nessa música e tente entender o que estou falando:

Deu pra sentir?

Sempre que eu escuto as músicas desse homem eu me sinto transportada e transformada. Sério, ele mexe demais comigo. Ele consegue alcançar algo dentro de mim que sou incapaz de colocar em palavras. Eu sinto tanto com ele, tanto! Pra mim ele é um gênio. Ouve essa agora:

Sem contar que os clipes são verdadeiras obras de arte. Eu queria ser mulher dessa cara, na moral. Que raridade! (mas ele já é muito bem casado e tem um filhote lindão).

Em uma de suas entrevistas ele disse que todas suas canções surgem de forma espontânea, de acordo com o que ele vivencia e sente, como se fosse uma história. Benjamin diz que quer alcançar e tocar as pessoas (tá fazendo isso muito bem).

Ele é obcecado por dicionários e por palavras. Não ingere álcool. Considera Eric Satie o melhor compositor de todos os tempos. Um de seus poetas favoritos é William Blake. Acredita que tudo é válido desde que seja honesto e sincero. Simplicidade é, para ele, um valor admirável. Passou um bom tempo de sua vida procurando o amor e procurando por alguém que mostrasse e que visse, ao mesmo tempo, o valor que ele tinha. Não acredita em religião – mas respeita. O amor é o céu, segundo suas palavras.

Acho que como tudo nessa vida, o que somos acaba sendo revelado no que fazemos. Clementine é um cara humilde que ama o que faz. Ele não se julga mais sábio que ninguém e acredita que o respeito por todos é uma grande característica no ser humano. Aliás, ele diz que pessoas são sua maior inspiração. Interessante, né? Ele consegue extrair coisas belíssimas de coisas disformes.

Bom, obviamente eu puxo mesmo o saco desse cara. Pra mim, ele é um dos maiores artistas – e mais completos – da atualidade. Raridade, eu diria.

E vocês, já o conheciam? Fala aqui pra gente o que achou desse macho man.

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Você precisa ouvir: Merry Christmas Mr. Lawrence.

Pare e vá até um lugar calmo. Feche os olhos e aperte o play. Essa música precisa ser sentida, vivida – e não apenas ouvida. Ela nos transporta a um labirinto de sentimentos e emoções e nos traz um pouco mais de esperança e otimismo na humanidade.

Ryuichi Sakamoto é o compositor dessa façanha. É um japonês que entende da arte de nos emocionar: formado pela Universidade Nacional de Tóquio de Belas Artes e Música, já ganhou no mínimo cinco prêmios por suas belas obras. Possui uma discografia impressionante e, a meu ver, humanizadora. Seus toques sempre me remetem ao lado bom do homem, ainda que pareçam tristes.

Eu, particularmente, nunca ouvi uma música tão completa de sentimentos. Assim que a melodia começa, a alma se transborda de sentimentos; a princípio, as notas nos remetem á épocas mais árduas – dor, saudade, tristeza, solidão, medo, angústia. A dor do piano proclama aos nossos ouvidos e nos coloca em um estado mais depressivo, por assim dizer. Eu sempre me ponho a imaginar, como sugere o nome da canção, uma noite fria, chuvosa. E, de repente, pan: a esperança nos atinge! A melodia passa de triste à feliz, cheia de esperança, otimismo, alegria, risos e fé.

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O nome da melodia é dedicado a um filme de mesmo nome (mas também é conhecido por “Furyo, em nome da honra”), da qual nosso querido compositor fez parte. Tal filme é baseado nas vivências de um jovem que foi prisioneiro durante a segunda guerra mundial, e foi lançado em 1983.

Eu posso listar várias músicas de Ryuichi, mas essa é, em minha opinião, a mais preciosa: é um verdadeiro tesouro que precisa ser sentido, em todas suas notas e arranjos. Melodia mais completa não há – não que eu conheça.

Agora é sério. Sinta a melodia e me conta aqui as sensações.