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Uruguai – quanto levar pra gastar em Montevideo?

Se você já leu meus outros posts sobre Montevideo (o da vida noturna é esse aqui, e o de dicas práticas é esse aqui) já deve ter percebido que as coisas por lá não são nada baratas. Claro que tudo depende do seu estilo de turista – como você gosta de curtir sua viagem – e do tempo que você vai passar por lá. Eu gastei, em média, uns R$300 reais por dia (aproximadamente $2.250 pesos uruguaios); não passei nenhuma vontade absurda, mas precisei segurar a mão na hora de comprar coisinhas.

Nesse post você encontrará o preço médio de restaurantes, supermercados, meios de transporte e vida noturna em uma viagem para Montevideo.

Quanto levar para viajar em Montevidéu.

Como já disse em outro post, não troque seu dinheiro aqui no Brasil e nem nos aeroportos. O melhor mesmo é cotar e comprar peso por lá! Fique atento apenas aos horários dos centros comerciais. Vá trocando devagar seu dinheiro, não faça o câmbio todo de uma vez.

*Nesse post fizemos os cálculos considerando que R$1 corresponde a $7,5 pesos uruguaios.

*Vale lembrar que nosso estilo de viagem não é luxuoso e o intuito é sempre economizar hahahaha

Alimentação em Montevideo.

Claro que tudo depende sempre do seu gosto. Eu comi muito bem por lá e não gastei horrores – achei o preço razoável.
No primeiro dia eu comi McDonald’s no almoço e ficou em torno de $150 pesos, o que gira em torno de R$20. Aqui ficaria um pouco mais barato o meu pedido.
Já comentei em outro post sobre o restaurante La Pasiva, que é super comum por lá. O preço é bem bom. Eu comi uma pizza bem grande sozinha (recomendo que dividam, pois saí de lá rolando) por $280 pesos, aproximadamente R$40. Em restaurantes mais refinados as minhas refeições ficaram mais carinhas, mas nada absurdo. No mercado do porto gastei em média $600 pesos com bebida, o que fica em torno de R$75 (ressalto que nesse restaurante ficou esse valor porque dividimos o prato – eu não aconselho caso você seja esfomeada como eu, achei a porção pequena). Em Punta del Este basicamente a mesma coisa, mas o prato era individual e fiquei muito mais satisfeita (recomendo o restaurante El Tonel – atendimento ótimo e preço justo).
Na praça do mercado do porto tem um restaurante chamado El Peregrino (as opiniões sobre o local são bem divididas, mas eu saí de lá plena. Comi uma pasta ao molho de presunto e cogumelos pelo preço de $300 pesos (R$40 mais ou menos).
As bobeiras que comemos durante o dia variam bastante de preço. A primeira coisa que fizemos ao chegar lá foi uma compra no supermercado. Pegamos vários aperitivos para matar a fome durante o dia (abaixo falarei valores), mas quando eu comia na rua, gastava de $70 a $200 pesos, tudo vai depender do que você gosta.

Resumindo: se o seu café da manhã estiver incluso no pacote do hotel, seus gastos maiores serão concentrados no almoço e na janta. Se você optar por comer razoavelmente bem, gastará em torno de $1.500 pesos (R$200) diários com alimentação – a dica é dar uma equilibrada e tentar economizar em uma refeição e esbanjar mais na outra – aqui já incluindo as baboseiras que você pode comer durante o dia – seja sábio!

Supermercado em Montevideo.

Como disse, uma das primeiras coisas que fizemos quando chegamos na cidade foi ir ao supermercado. Comprei comida e álcool, basicamente.
Vamos aos valores (vou fazer um comparativo dos preços do supermercado e os preços da rua com alguns produtos). Ah, o mercado em que fomos é bem popular por lá, chama-se Ta-Ta.

  • Água mineral sem gás 1L = $35 pesos no supermercado; na rua encontrei água de 500ml entre $35 e $50 pesos (absurda a diferença).
  • Cerveja Patricia Long Neck = $92 pesos no supermercado; na rua em torno de $120 pesos (faça as contas e descubra como pode se embriagar mais gastando menos). Em um dos bares que fomos chegamos a pagar R$30 em um litrão.
  • Batatinha e salgadinho (petiscos para andar com você na bolsa) = $105 pesos.
  • Cookies = $59 pesos.
  • Vinho Pueblo del Sol = $115 pesos no supermercado; nos bares e restaurantes você vai pagar isso em uma taça.

Acho que já deu pra entender a diferença né? Com as coisas que compramos no supermercado sobrevivemos 4 dias. Gastei $715 pesos no mercado (R$95) e isso me livrou de vários pequenos gastos indesejados durante os dias. Eu levava água e petisco na bolsa todo dia pra comer nas emergências (mesmo assim comemos fora, mas já economizamos uns pesos aí). Antes de ir pro rolê bebíamos cervejas e vinhos, assim bebíamos bem menos nas baladas. Ah, use o álcool com moderação, ainda mais estando em outro país. Todo cuidado é pouco.

Transporte em Montevideo.

Nos dias em que ficamos por lá usamos ônibus, táxi e Uber. O ônibus custa em média $30 pesos a viagem (uns quatro reais), e em alguns casos pode ser vantajoso. O táxi não é absurdamente caro, mas o Uber é nosso campeão de preços, né? Difícil dizer o preço da corrida pois isso varia muito do local em que você está pra o local ao que deseja chegar. Eu fiquei hospedada no centrão. As minhas corridas com táxi de aproximadamente 3km giravam em torno de $200-$300 pesos; para as bandas do bairro Carrasco (uns 15km) ficavam uns $550-$650 pesos de táxi. O preço caiu consideravelmente com o Uber. Vale lembrar que se você puder dividir com várias pessoas, melhor ainda, né?
Eu não achei absurdo o preço do transporte por lá.

Em suma: tende-se a gastar bastante com transporte quando se está viajando. Durante o dia, tentávamos fazer nossos passeios a pé. A noite sempre pegávamos táxi ou Uber, até mesmo por questões de segurança. Separe uma boa parte do seu dinheiro para isso. Por dia gastamos em média uns $1000 pesos com o transporte (em torno de R$130), mas sempre dividíamos esse valor com quem ia conosco, e isso já dá uma mega aliviada no bolso.

Vida noturna em Montevideo.

Uma das grandes vantagens é a entrada gratuita – pelo menos dos lugares que frequentei. Mas eu achei as coisas bem caras. Chegamos a pagar R$30 em um litrão, como já disse. Quase faleci de desgosto, mas tudo bem. Um energético custa em média $150 pesos (uns R$20); drinks custam na média uns $300 pesos (R$40, por aí). Não é nada fora da nossa realidade, como podemos perceber. Mas não dá pra ficar esbanjando no litrão, por exemplo (pelo menos eu não pude).

Quanto você vai destinar aos seus rolês só você pode decidir. Eu não gastava mais do que $500 pesos por noite com as bebidas – lembrando que eu estava acompanhada, então cada um pagava um litrão, por exemplo – e também ressaltando que fazíamos nosso esquenta no hotel.

Conclusão

O preço de Montevideo é bastante similar ao do Brasil. Não é o lugar ideal para fazer compras – nem de longe – mas dá pra curtir bastante. A energia do lugar é maravilhosa e o povo é bem parecido com nosso povo. É a mesma vibe 🙂

Nos quatro dia que ficamos por lá, cada um gastou uma média de R$1.000. Alguns mais, alguns menos. Comemos basicamente as mesmas coisas e visitamos os mesmos lugares, o que muda mesmo é o que cada um compra além das questões de sobrevivência.

Me fala, consegui esclarecer algumas dúvidas? Qualquer sugestão deixem nos comentários.

 

 

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Uruguai – 13 dicas práticas pra curtir Montevideo numa boa.

Montevideo é uma cidade incrível e a experiência só melhora quando já vamos munidos com algum conhecimento. Você já sabe como curtir a vida noturna por lá (acesse aqui para saber mais), e agora vamos aprender algumas diquinhas básicas e práticas para zanzar por este lugar tão simpático.
Lembrando que aqui estão as minhas experiências próprias; elas podem ou não servir para você.
Vamos lá.

Turista feliz chegando em Montevideo.
Turista feliz é turista informado.

1. Moeda.

A primeira dica você provavelmente já conhece: não compre o peso uruguaio no Brasil e nem no aeroporto de Montevideo. Deixe para comprar na cidade mesmo – vale muito mais a pena, sério. As lojas de câmbio estão por todo canto – principalmente no centro. Eu recomendo que você cote em três ou quatro lojas e depois compre na que estiver melhor (o preço geralmente é parecido, mas os centavos podem fazer diferença). O preço do câmbio nos shoppings de lá – que são três – não ficam muito pra trás. Se você tiver dólar ou euro guardado, melhor ainda.
Outra dica bem importante: não troque seu dinheiro todo de uma só vez; faça isso conforme for precisando – mas lembre-se sempre de pesquisar sobre o funcionamento das lojas de câmbio.

2. Os táxis são baratos, mas vá de Uber.

Apesar dos preços de táxi não serem abusivos, os preços do Uber compensam muito mais e você pode acabar economizando algumas centenas de pesos. FIQUE ESPERTO COM O MOTORISTA DO UBER, eles podem ficar rodando e rodando e rodando já que você não sabe o caminho (isso vale pra qualquer lugar do mundo, aliás, inclusive por aqui).

3. Escolha com cuidado os dias de sua viagem.

Eu fui pra lá em em um feriado internacional. Além de pegar comércio fechado, tinha uma porrada de turista e essa muvuca me incomoda um pouco. Eu aconselho que você pegue uns dias da semana e o final de semana (pegar só o final de semana pode ser uma decepção dependendo de suas intenções). Eu cheguei lá em um sábado e descobri que o centro fechava super cedo; no domingo choveu e a feira Tristan Narvaja (clique aqui para saber mais) não funcionou (e aos domingos a maioria dos locais está fechada). Imagina a decepção. Mas tudo bem, acontece.
Na segunda funcionou tudo normal, e na terça, feriadão, estava TUDO fechado, mas tudo mesmo – andamos muito para encontrar um local para comer.

4. O tal desconto do cartão de crédito.

Essa é uma medida do governo uruguaio para aquecer o turismo por lá. Funciona em restaurantes e o valor do imposto é devolvido para você. Antigamente eles devolviam 18,5%, e recentemente esse valor caiu para 9%.
Em todos os locais que visitei e com os cálculos feitos, pagar em dinheiro foi a melhor opção, ainda com a devolução do imposto.

5. O serviço de lá é demorado, tenha paciência.

Homem inconformado com a espera em Montevideo.
Homem inconformado.

O garçom demora para te receber e pra entregar o cardápio (isso se você tem sorte e já acha mesa). Ele demora pra anotar seu pedido. Demora para trazer seu pedido. Demora pra vir até sua mesa pra você pedir a conta (eu fiquei com a mão levantada um tempão). Demora para trazer a conta. E, por fim, demora para vir receber. É tudo muito demorado. Se é sempre assim, não sei; mas ouvi várias pessoas dizendo isso. Então, vá preparado e não se irrite.

6. As coisas são caras.

Homem espantado com o preço em Montevideo.
Homem espantado.

Eu pelo menos achei, viu. Montevideo é uma cidade turística, e é meio que compreensível que as coisas sejam caras (compreensível porém lastimável). O preço é bem parecido com o nosso – algumas coisas são mais caras e outras mais baratas. Mas não vá achando que as compras serão boas, a não ser que você seja bem mão aberta e não se importe com isso. Claro que é sempre interessante comprar lembrancinhas ou algum item que você coleciona das viagens, mas pesquise bem se você quiser economizar uns trocados.

7. Vá bêbado aos lugares.

Homem jovem bêbado em Montevideo.
Homem bêbado.

hahahahahaha que festa! Eu e minha amiga viajamos juntas e optamos por pagar mais caro na comida e gastar menos com a bebida (qualquer coisa pra gente tá bom, mesmo). O preço dos restaurantes e bares é muito mais alto do que os mercados (a mesma coisa daqui). Então logo no primeiro dia nós já fomos ao mercado e nos munimos com o nosso parceiro da embriaguez.
Listamos o que queríamos provar de lá e fizemos uma puta economia no final.
Compramos vinhos uruguaios bons e cervejas nacionais que gostaríamos de conhecer (Norteña, Patricia e Zillertal). Bebíamos no hotel e depois íamos curtir a noite em Montevideo numa boa – claro que a gente bebia nos lugares, mas daí o mais barato servia.

8. O prato típico é gostoso, porém superestimado.

Homem não quer comer chivito em Montevideo.
Jay-Z não quer Chivito.

Claro que essa é minha opinião (e de mais algumas pessoas), mas o Chivito nada mais é do que carne com queijo, presunto, bacon, ovos e fritas (também pode vir acompanhado de tomate e alface). A escolha é sua. Eu escolhi me deliciar com os asados e não me arrependi nada.

9. Explore os restaurantes.

Homem comendo feito louco em Montevideo.
Homem comendo feito louco.

Eu gosto de diversificar na hora de comer, ainda mais fora do país. Durante minha estada no Uruguai, tomei café da manhã no hotel todos os dias e fazia as outras refeições na rua.
Eu comi no McDonald’s (me julguem), no restaurante La Pasiva (extremamente popular por lá, veja mais detalhes clicando aqui), no Mercado do Porto, no Casino Carrasco (conheça mais aqui), na Rambla e em restaurantes menores também – ah, coma um hot dog (conhecido como pancho) se puder também.
Uma dica saborosa: dentro do mercado municipal tem uma doceria muito, muito, muito gostosa – sirva-se de um doce com massa folheada e curta a glicose no sangue.
Teve um fato interessante que aconteceu conosco no La Pasiva: pedimos pizza e descobrimos que quando você pede por “pizza” (que no bom e velho português é: massa, molho de tomate, queijo e recheio a sua escolha) eles só trazem a massa e molho de tomate. Ficamos chocadas. O preço de uma “pizza’ estava na média de 90 pesos uruguaios, e é claro que achamos ótimo e pedimos. Mera ilusão. Não sei em que lugar do planeta aquilo pode ser considerado pizza.

10. Faça compras no Mercado Municipal e no Mercado do Porto.

Pra comprar souvenirs, recomendo o Mercado Municipal – tinha muita lembrancinha em promoção (camisetas, bonés, chaveiros, etc.). Já no Mercado Municipal, o preço do alfajor estava compensando – tem uma loja em uma das esquinas que vende vários doces (eu não cheguei a comprar lá pois estava extremamente lotado, mas pelo que analisei os preços eram bem interessantes). Na praça do Mercado do Porto, assim como em muitas ruas do centro, há artesãos que expõe suas artes – e que artes! Aproveite para pechinchas com eles, eu consegui um bom desconto em algumas peças.

11. O City Tour é interessante, mas pode ser uma perda de tempo.

Mulher com tédio cansada de ouvir city tour Montevideo.
Mulher cansada de ouvir.

Com o City Tour você conhece pontos muitos legais de Montevideo, mas é tudo tão rápido que não tem nem graça. E eu dei o azar de pegar um guia que falava muito e não falava nada. Nossa, como foi foda! Minha dica é: veja os pontos que te interessam e reserve um dia só para isso. Vá por conta mesmo; crie seu roteiro.

12. Se possível, passe uma noite em Punta del Leste.

A cidade é tão incrível! Eu recomendo que você passe uma noite por lá e desfrute da energia boa que aquele local tem. Tem muita balada boa, muito restaurante bom, muita loja interessante e muita natureza. Claro que já é maneiro passar o dia, mas eu recomendaria pelo menos uma noitezinha.

13. Explore os lugares que não são turísticos.

Além de conhecer os pontos aclamados, separe um tempo para conhecer a cidade pelo olhos de um nativo. A experiência fica em mais rica assim. Se possível, faça amizade com alguém que mora por lá, ou pergunte pro tiozinho do hotel, ou pra garçonete, e proponha-se a conhecer o Uruguai pelos olhos de um uruguaio. Tente sair do comum. Eu vi tantas lojinhas legais (e vazias), tantas livrarias fofas e especiais, tantos prédios e ruas bonitas… Deixe seu lado turista de lado por algumas horinhas e encontre algo que é sua cara e que te traga significado. Tem tanto lugar turístico que vamos apenas pra dizer que conhecemos. Que tal ter algo do lugar que seja único pra ti?

Espero que tenha sido útil e que agregue valor na sua viagem. Montevideo é uma cidade muito marota que vale a pena ser visitada (e revisitada).
Mas e aí, incluiria algo nessa lista? Conta pra gente 🙂

 

 

 

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Uruguai – vida noturna em Montevideo.

Vou começar a escrever sobre essa viagem incrível começando por minha parte favorita: vida noturna.

Eu fiquei por lá apenas três noites, mas já te adianto que dá pra curtir e MUITO.

Vamos lá. O Uruguai me lembrou bastante o Brasil em alguns aspectos, e também achei a vida noturna bastante parecida (depende de onde você vive e o que você gosta de fazer, obviamente).

A vida noturna lá começa bem tarde. Enquanto que aqui saímos de casa umas nove da noite, lá a coisa se aquece à meia noite e fica realmente massa depois das duas da manhã. Vá com bastante energia, você irá precisar.

Eu e minha amiga fomos com um foco: reggaeton. Nós somos amantes desse estilo musical e fomos com a intenção de bailar até não aguentarmos mais e cairmos. E assim o fizemos. Mas já chego lá.

Decidimos que iríamos gastar nossa primeira noite (no caso um sábado) no bairro Parque Rodo é bem famoso por lá e dá muita gente. Tem vários bares, pubs e boliches pra conhecer. Pedimos indicação pros amigos uruguaios e resolvemos começar a noite no Jackson Bar (o endereço é Juan D. Jackson 1220). O lugar é mega estiloso, as pessoas são lindas e as coisas são caras (um litrão de breja, quando fomos, estava por volta de R$30, mas alguns outros drinks valem mais a pena). Uma coisa que eu não gostei (não só de lá, mas da maioria dos locais de serviços de atendimento em Montevidéu, é a lerdeza – eles demoram pra te receber, pra fazer o pedido, pra trazer o pedido, pra trazer a conta, pra receber a grana – para deixar claro: não foram em todos os lugares, mas eu, minha amiga e outros brasileiros que passaram alguns momentos conosco sentiram a mesma coisa na grande parte dos locais em que visitamos).

 Mais tarde da noite (lá pela uma hora da manhã, uma e meia), os garçons fecham as mesas e tudo se transforma em uma grande pista de dança. Você pode ficar lá fora ou você pode entrar por uma porta e ficar, literalmente, na própria pista de dança. Em uma das noites que fomos, o estilo estava bem eclético: pop, flashback, cumbia…

 

Depois de conhecermos esse bar, resolvemos prosseguir com nossa peregrinação. Cruzamos a rua e fomos ao The Puta Madre Bar (ou TPMBar, que está em Canelones, 1962). Muito gostoso e muito lotado. Novamente o atendimento foi mega cordial, mas mega lerdo (hahahahaha). Fazer o quê, né? O segredo é curtir. Achei os preços parecidos, mas alguns drinks estavam mais caros neste bar do que no anterior. Mas a diferença é pouca. O lugar tem referências americanas em seus rangos, tem drinks internacionais, cervejas artesanais e importadas e vários licores. Conhecemos uruguaios bem bacanas por lá que fizeram nossa noite ainda mais agradável.

(catei essa foto no site oficial deles)

 

Vamos ao grand finale da nossa primeira noite, senhoras e senhores.

Nossa última parada foi em Dona Marta. Puta que pariu. Claro que você não vai curtir se não estiver buscando o que estávamos: música latina. Que lugar gostoso, mano. Até salivo de tanta vontade de voltar pra lá.

Pensa em uns caras que dançam! Os uruguaios que conhecemos eram verdadeiros dançarinos; conduziam como ninguém hahahaha ai que delícia! E não arredavam o pé, não. Era impressionante. Mas agora falando do local em si: música muito boa (tocou música brasileira também – eles têm várias versões em espanhol de músicas nossas, é mega engraçado), pessoal bacana e o preço médio de lá (caro). Fui embora de lá quando nos expulsaram – umas sete da manhã aproximadamente. Dancei tanto, tanto, tanto, tanto, tanto. Foi maravilhosa a noite, inesquecível!

 

No domingo, nossa segunda noite, fomos ao Cassino Carrasco (Rb. Republica de Mexico 6451), que fica no hotel Sofitel. Em Montevidéu há quatro cassinos, se não me falha a memória. Pela falta de tempo, escolhemos conhecer apenas esse – e valeu muito a pena. O preço lá dentro não destoa dos valores que vemos pela cidade. É muito bonito lá dentro, pena que não se pode filmar e nem fotografar. Um amigo nosso explorou várias máquinas e ganhou uma graninha (até compartilhou conosco), mas nós não jogamos, só observamos mesmo. Achei bom termos deixado o Cassino para o domingo, pois a cidade é bem morta neste dia – inclusive a noite. Então, para não correr riscos se você for do tipo noturno, pesquise bem se o local estará aberto. Ah, esse cassino não funciona 24h – acredito que fecha às três da manhã. A arquitetura do local é incrível. O prédio é patrimônio histórico e foi fundado em 1921; já passou por algumas reformas e hoje nos presenteia com um hotel luxuoso, um cassino vibrante e uma estrutura moderna.

 

Na nossa terceira e última noite, repetimos o roteiro da primeira noite por escolha nossa. Porém, tivemos algumas outras sugestões:

  • Al Norte Pub (Soriano 1340)
  • Fun Fun (Soriano 922)
  • Wine Experience (Rambla, 25 de Agosto de 1825, 238)
  • Bar Rodó (Boulevard España, 2246)

Meu conselho é pra que você faça uma peregrinação e acabe a noite no lugar em que mais gostar. Eu até gostaria de conhecer mais bares, mas fiquei muito satisfeita com os que fui. Repetiria tudo outra vez. O que importa mais, no fim das contas, é a companhia. Com gente legal qualquer rolê torna-se memorável.

E aí, você tem alguma outra sugestão? Conhece alguns desses lugares?

Eu já quero voltar pra lá.

 

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Minha experiência como Au Pair nos Estados Unidos.

Meu desejo aqui não é fazer você desistir. É fazer você colocar seu pé no chão – porque eu, que tenho realmente a cabeça na nuvem, deixei minha ansiedade falar mais alto que minha razão.

Eu fui ser au pair no final de 2016. Era um dos meus grandes sonhos e eu achava que tinha sido feita pra esse programa (risos). Como eu já havia morado fora por um bom tempo em 2015, eu realmente achava que eu não sentiria falta de casa e que eu não iria demorar para me adaptar.

Eu sempre trabalhei com crianças, já falava bem a língua inglesa, sabia dirigir bem… Enfim, eu estava toda preparada para ser uma au pair. Porém, eu esqueci de preparar o mais importante: o emocional.

Gente, sério. Morar fora é uma delícia e eu quero muito que isso dê certo pra você. Já deu muito certo pra mim em outra ocasião e ainda quero voltar pra fora; mas você precisa estar preparada para a situação – principalmente ao morar em uma casa com outra família.

Mas o quê aconteceu com você então? Seguinte: eu morei na Espanha em 2015 para estudar parte da minha graduação por lá e eu amei. Foi uma das melhores experiências da minha vida e eu recomendo a todos essa vivência. Porém, lá eu não trabalhava, morava sozinha, fazia o que queria, saía de segunda a segunda, não precisava dar satisfação a ninguém… E aqui no Brasil eu também morava sozinha na época (e meus pais também são MEGA tranquilos, temos uma relação super boa de confiança e eu não preciso ficar falando todos os meus passos a eles). E em base era isso: eu estava acostumada com minha independência e nunca pensei em viver de outra forma.

Outro erro que eu cometi foi o de escolher a primeira família que deu match comigo. NÃO FAÇAM ISSO, SÉRIO! Converse com várias famílias para depois tomar sua decisão. Eu tinha ouvido várias meninas falando sobre isso e eu, ignorante, achei que comigo ia ser diferente.

De fato, minha família parecia ser bem legal. Eram três crianças (isso não é tão bom assim), o pai era britânico e mega acolhedor. A mãe era o maior problema – extremamente controladora. Controladora a ponto de ficar rastreando os filhos pelo GPS durante o dia todo; eu consigo compreender, mas eu fiquei chocada (ficava imaginando aqueles filhos na adolescência e na juventude, totalmente reprimidos e controlados).

Quando você sai do treinamento começa sua realidade de au pair. Você será avaliada o tempo todo pela sua host family; você precisará seguir as regras da casa e precisará conquistar a confiança de todos. Eu sabia disso, obviamente, mas não é fácil. É extremamente chato saber que você será o centro das atenções por um tempo – eles vão te testar, vão pedir coisas pra ver se você é capaz e os olhos estarão ali, em cima de você. Mas isso passa, galera. Todos nós, com toda certeza, faríamos o mesmo se alguém estivesse dentro de nossa casa.

Mas eu assustei real. Eu odeio gente me testando, eu odiava acordar e não saber se estava fazendo a coisa certa, eu morria de medo de fazer cagadas (e eu fiz várias) e eu tremia de medo da host mom – ela era bem estúpida. Ela sempre vinha me pedir desculpa depois de suas grosserias, mas o medo fica instalado na gente, né?

Os dias foram se passando e eu me sentia cada vez mais insegura. Eu tinha medo de dirigir, tinha medo de me perder com as crianças no carro (eu já me perdi sozinha e foi mega engraçado haha fui parar umas quatro towns pra frente de onde eu morava, com um carro mega luxuoso na minha mão e com hora certa pra voltar – eu quase tive um treco, mas superei e hoje dou muita risada disso). Enfim, eu estava vulnerável demais.

Outra questão importante a ser levada em conta: eu tinha um relacionamento no Brasil – mas não era um relacionamento saudável, não. E isso mexeu muito com meu emocional também.

Eu fiquei louca, gente. Só choravam chorava, chorava, chorava, chorava.

Eu, a pessoa mais sem raiz do mundo, tava doida pra voltar pra casa. Vale lembrar que você sempre pode trocar de família, mas eu não achava que o problema era a família – o problema era meu psicológico. Mas depois eu fui notando que o problema estava na casa onde eu vivia, também.

O estrago estava feito. Eu ficava todas as noites pesquisando minhas passagens de volta (é você quem paga quando volta antes do tempo) e caçando promoções. Mas eu ainda tentei resistir. Porém, cada dia estava pior. Era muita cobrança, muito medo, muita insegurança. Nada do que eu fazia estava bom. Pra vocês se situarem: a mãe não tinha um ponto de referência ao dar limites aos filhos – em muitos momentos eles eram extremamente estúpidos com ela e nada acontecia, ela aceitava; em alguns outros momentos, eles derrubavam leite no chão e ela surtava, gritava e dava um show. Eu ficava tipo:

Sério, não dava pra entender. E eu tinha medo de ser mole demais com as crianças e medo de ser dura demais. E foi aí que eu decidi que eu não ia ser mais nada hahahaha.

Conversei com minha família (a minha mesmo) e perguntei a opinião deles. Falei com várias amigas que fiz por lá também e todas me ajudaram muito. Muitas estavam amando, e muitas também estavam detestando. Minha família sempre me apoia nas minhas decisões: eles queriam que eu tentasse mais um pouco, mas eu poderia voltar pra casa se realmente quisesse aquilo.

Quando você decide ser au pair, você tem uma pessoa que fica te auxiliando no processo todo na cidade que você vai morar. A minha pessoa era meio aérea. Quer dizer, ela era legal, mas ela nunca tinha tempo pra me ouvir e me ajudar – ela tinha vários filhos, era mãe solteira e nunca me respondia nada com tanta certeza (e ela era mais amiga de todas as host moms do que das au pairs – cuidado com isso; ah, e todas as mães da cidade – se for pequena, claro – são fofoqueiras e contam tudo uma pra outra).

Eu passei por poucas e boas. Até que, com MUITA dor no coração, resolvi que precisava voltar pro Brasil. Cara, foi uma das decisões mais difíceis que tomei. Tinha muita gente torcendo por mim e eu estava realizando um sonho. Eu não queria nem tentar outra família. Eu percebi que aquela não era a vida que eu queria ter nem por um tempo. Decisões, né? Cada escolha, uma renúncia. E comprei minha passagem. Eu só queria sair daquela situação.

Conversei com a host family e eles entenderam a situação. Mas isso mudou. Logo a host mom começou a me odiar e a situação ficou uma merda. Mas eu não tava nem aí mais.

Outro detalhe mega importante: se possível, converse com as antigas au pairs da família que você deu match; se não for, pergunte para eles o histórico deles com au pairs e torçam para que estejam sendo sinceros com vocês.

O histórico da minha não era tão bom: a última Au Pair ficou duas semanas (por aí) e desistiu. Eu não dei atenção pra esse fato quando eles me contaram. Não façam como eu, por favor.

Acredito que a host mom tenha ficado chateada por essa situação estar acontecendo de novo dentro de sua casa. Isso deve tê-la feito se sentir mal, mas paciência. Espero que ela tenha entendido que ela também precisava mudar de postura.

Acho que a maior dica que eu posso te dar é: pergunte tudo para sua host family, mas tudo mesmo. Eu deveria ter perguntado mais. Não tenha medo de parecer chata, pois será sua vida por um ou dois anos. Queira saber os detalhes da rotina, analise tudo o que ouvir para ver se vai aguentar a situação por um ou dois anos. Não tenha pressa, faça com calma.

É um programa que exige determinado tipo de perfil. Se você não se enquadra, não se desespere – existem outras opções. Au pair é realmente uma das mais baratas (a mais barata até onde sei), mas pode sair caro caso você não se adapte. Meu conselho é: pesquise e leia muito sobre o programa. Há casos de sucesso e há casos de insucesso, como tudo nessa vida. Você não vai saber se não tentar. Porém, algumas coisas podem ser evitadas com as informações corretas. Sem preguiça e sem ansiedade nessa hora.

Assim que eu deixei a casa da minha host family, eu fui pra New Jersey na casa de uns amigos dos meus pais. Estava sensacional lá. Eles queriam muito que eu ficasse com eles um tempo e que eles encontrassem outra família pra mim, mas era impossível devido às normas do programa.

Eu não me arrependo da decisão que tomei. Eu sofri muito depois, pois foi uma tentativa que não deu certo – mas, com certeza, eu aprendi muito mais do que sofri. Encarei situações complicadas e sobrevivi. Eu me julgava muito por ter desistido do programa, mas o tempo me mostrou que desistir também é um ato de coragem. Eu fui bastante ingênua em muitos pontos da situação, e não recomendo que você crie um mundo perfeito na sua cabeça.

A linha é bem tênue quando se trata de tomar decisões. Você sempre vai deixar algo pra trás e sempre vai abraçar alguma outra coisa. Só você sabe o que se passa dentro de ti. Escute os outros se quiser, mas não deixe ninguém tomar as decisões que são suas.

E você? Já passou por algo semelhante? Já precisou “desistir” de um sonho?