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Autodesenvolvimento

estar vulnerável é assustador, mas tudo bem — esteja mesmo assim.

O sentimento te deixa vulnerável. Ele chega até você e a vontade que dá é de sair correndo e se se enfiar debaixo da terra até tudo isso passar. Sentir te deixa exposta e aberta e escancarada.

Sinta mesmo assim.

Sem medo?

Não dá pra se livrar do medo. Ele é um sentimento humano e faz parte da sua vida. Você pode apenas optar por não deixá-lo ser maior do que quer que seja que esteja ocorrendo aí dentro (ou fora) de ti. Você tem que ir com medo mesmo.

O que acontece é que, quando um sentimento novo chega, o medo costuma acompanhar esse tufão — como se não bastasse ter que lidar com a vulnerabilidade, tem que encarar o medo ainda por cima (essa vida é mesmo irônica — e está coberta de razão). E isso faz as coisas parecem maiores.

De repente você se pega misturando passado com futuro, passado com presente, presente com futuro e blá-blá-blá. A mente fica se culpando por sentir, fica criando mais medo em cima desse medo e quando você dá conta deixou tudo isso ser bem maior do que é.

 Menina no meio de girassóis.

É natural sentir tudo isso. Sinta. Com tudo. Com medo ou com vários medos. Isso faz parte da sua estruturação e do seu desenvolvimento e autoconhecimento. Mas, por favor, não fuja. Fica. As coisas vão fazer sentido. Fica, ainda que tremendo de medo.

A questão é… Não dá pra não sentir. Não dá pra negar o sentimento — seria o mesmo que mentir pra si mesmo. Bateu a solidão? Acolha, repense, compreenda. Vai além, sabe? Não sinta culpa por sentir.

Bateu insegurança? Bateu paixão? Bateu confusão? Bateu ansiedade? Sinta. Permita-se sentir. Deixe o sentimento vir e deixe o sentimento ir, também.

Nós somos humanos.

E seres humanos sentem. Não dá pra anular essa parte do sentir, por mais que preguem que precisamos entrar da dança e jogar jogos que não pedimos pra participar.

As coisas podem dar errado? Podem sim. As coisas podem dar certo? Podem sim. Você jamais pode ter certeza das coisas. É ok se deixar vulnerável, se ver vulnerável. Você é humana. Você precisa passar por esses sentimentos pra colher as flores que a vida tem pra te dar.

Tá apaixonada mana? Não tente fugir disso — tente lidar e aprender com o que está sento ensinado. Tá se sentindo sozinha? Investigue-se. Descubra as raízes.

Se tá dentro de você, é real e sincero e honesto. Respeite o seu sentimento.

Seja vulnerável.

Arrisque-se. Entregue-se. Dê o primeiro passo. Confie. Fale o que sente. Estar vulnerável e permitir-se viver essa vulnerabilidade é um grandessíssimo ato de coragem.

Ter as feridas expostas e mesmo assim ser capaz de tomar a dianteira é muito nobre. Vergonha vai dar, medo vai dar e insegurança também. Porém, morremos esperando que as coisas sejam propícias e favoráveis. Não dá pra viver esperando, não.

Mete a cara.

Aproveita pra ler esse texto também (é sobre desapego, fuga e equilíbrio).

1 resposta em “estar vulnerável é assustador, mas tudo bem — esteja mesmo assim.”

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