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Crônicas do Cotidiano

evaporar.

Casal se beijando dentro do carro.

De todos os clichês, você me confirmou que a forma como as pessoas saem de nossas vidas diz muito. Diz tudo. Você me disse, ao me deixar partir daquele jeito, quão pequena você me enxergava. O vazio que sempre senti ao seu lado ficou muito bem explicado. Você não tinha nada para oferecer. E eu tinha. Eu tinha muito. Mas meu tudo sempre se esbarrava em seu nada. Vazio. As pessoas não podem dar o que elas não têm. Mas, afinal de contas, quão vazia uma pessoa pode ser? Você me ensinou que muito. E com você eu aprendi que preciso me lembrar de ser corajosa. Sim. Eu sentia o vazio. Eu sentia a falta. Eu sentia o nada que vinha de você. Mas a gente finge que não é com a gente. A gente acha que a pessoa vai cair em si, que vai ver o tamanho de coisas lindas que você tem pra dar. Mas não. Quem não tem nada, não pode oferecer nada. Não se engane. Tenha coragem de ouvir sua intuição. Não fique onde não há entrega. E relaxa. Não é a pessoa que te faz amar ou te faz melhor ou qualquer baboseira do tipo. Ninguém faz ninguém ser nada. Você é o que é e ponto. Você ama porque o amor está em você. Você é capaz de amar o universo com tudo que carrega no peito. Então não venha me dizer que são os outros que lhe despertam amor. O amor está em você. Você é uma dádiva. Não se diminua pra caber no mundo de alguém. Se a pessoa não sabe te terr por lá, que assim o seja. Por amor ao seu amor, por amor ao que há de mais belo dentro de você, vá embora. O amor é um grande clichê. Ele sempre te eleva. Ele sempre te lembra que não há perdedores quando se sente. Não tem como perder quando se ama. Só quem não ama perde. Só quem não sabe receber e dar amor perde. E isso sempre será uma opção. A coragem que precisamos ter vai além dessa busca tola que travamos a vida toda ao acreditar que encontraremos a pessoa perfeita. Amor se constrói. Amor é tijolo por tijolo. É carinho por carinho. É afeto por afeto. Intimidade por intimidade. O amor demora. Amor não vem pronto, não. Será que você sabe disso? Será que você quer saber? Sabe aquele papo “não é nada com você, sou eu”? É a mais pura verdade. Sim, somos todos livres para ir e vir, ficar ou partir. Mas a covardia é o que mais me preocupa. A indecisão é o mais irritante. Pessoas mornas, fracas. Que lutam somente quando lhes convém; que querem somente quando vale a pena. E que sempre te deixam pra depois. E que sempre tentam te diminuir. E te cozinham lentamente. Elas gostam de te ter por perto mas não cuidam. Elas não sabem o que sentem. Elas nem se conhecem. Eu tenho verdadeira preguiça de gente que não se conhece e não se esforça pra isso. Acabou que, de todos os clichês, o mais latente é a preguiça que sinto de você.  Acredito em ações, não em palavras. Eu estaria morta de fome se não tivesse tido coragem o suficiente pra te deixar pra trás. E finalmente você está aí, bem atrás. E eu to curtindo meu próprio banquete.

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sobre aceitar.

A vida é cheia de altos e baixos. Muita coisa pode acontecer em um curto espaço de tempo e é muita bobagem nossa querer manter o controle das situações e das pessoas. Tudo acontece por algum motivo. Tudo pode nos edificar, mesmo que doa; e tudo pode ser motivo para te levar pra baixo, se assim preferir. Mas nós estamos aqui para lidar com todo esse turbilhão. E só nos resta aceitar: vamos perder e ganhar, gostando ou não.

Menina com vários olhos no rosto.

É realmente difícil lidar com tanta coisa nessa vida. Relacionar-se com pessoas nunca vai ser fácil. Relacionar-se com a dinâmica e impermanência da vida nunca vai ser fácil. A gente se apega muito; a gente se acostuma muito. Depositamos toda nossa vida nas mãos de pessoas e situações passageiras. E sim: dói aceitar, mas as coisas passam, as pessoas se vão, nós mudamos de emprego, de casa, de cidade… Nós somos feitos de mudança. De impermanência.

Mas eu te digo: o mais difícil é aceitar-se. Nosso maior desafio somos nós mesmos. Complicamos demais as coisas, né? Nós sabemos que dá pra ter mais leveza, mas somos facilmente influenciáveis… Nós usamos máscaras para trabalhar, para transar, para passear… Transformamos tudo em uma bela performance pois vivemos para fora. Nos preocupamos mais com a validação externa do que com a interna. E isso dificulta a aceitação pois, agindo desse jeito, precisamos e reforçamos o nosso desejo de ter a aprovação de todos. Impossível.

Então por que não começar por você mesmo? Aceitando suas máscaras, suas limitações, seus medos, suas batalhas. Não se cobre tanto. Não tente ser perfeito. Há muita beleza na imperfeição. Acolha o que te fere — só há cura com amor.

“Por que você se agarra a algo? Porque tem medo de perdê-lo. Talvez alguém possa roubá-lo. Seu medo é que não possa ter amanhã o que você tem hoje.”         — Osho.

Nós não vamos ter amanhã o que temos hoje. Ora, se até nós mudamos o tempo todo, como os outros não mudariam? Nada será igual, não adianta acreditar que será. Mas sempre será melhor. Sempre. Só o fato de sermos metamorfose já faz tudo se transformar.

A maior barreira da aceitação vem do ego. Ele se fere muito. Ele não aceita perder, ele bate o pé pras mudanças, ele quer conforto a qualquer custo. Quer certezas, quer aprovação, quer aceitação de todos, quer garantias. Eu sei como isso dói. Nós gostamos de palavras bonitas, de promessas, de ilusões… E tudo bem. É meio que natural hoje em dia. Até isso temos que aceitar. Mas aceitar não significa estagnar.

Muita gente acha que aceitação é passividade. Ledo engano. Aceitação é parar de aumentar o que é pequeno; ou, por outra ótica, é diminuir o que lhe parece gigante demais. Viver é mutação. Aceitar é acolher a mutação.

“Perfeição não é algo como uma disciplina, não é algo que você possa praticar, não é algo que você precise ensaiar. Mas é isso o que tem sido ensinado a todos, e o resultado é um mundo cheio de hipócritas, que sabem perfeitamente bem serem vazios e ocos, mas que insistem em simular todos os tipos de qualidade que nada mais são do que palavras vazias.”
— Osho

Quer continuar refletindo com a gente? 🙂

Clica aqui pra refletir sobre não fugir do que te dói.
Clica aqui pra ler sobre os desfechos imaginados que criamos nas nossas lindas (e malucas) cabeças.

 

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a tal validação externa…

menina segurando uma rosa com as mãos

Nós realmente gostamos de procurar fora da gente o que sentimos que nos falta. Nós nem sempre acreditamos naquilo que vem da gente e, francamente, não se ouvir é uma das piores crueldades que podemos fazer conosco. Nós ignoramos o que sentimos; nós ignoramos o que intuímos. Parece mais fácil ouvir de fora e buscar ajuda nos outros. Uma luz, uma resposta, uma direção. Qualquer coisa: parecemos precisar do que vem de fora mais do que vem de dentro.

Crueldade. É totalmente injusto fazer isso com você mesmo. Sei que somos, muitas vezes, estimulados a ignorar e engolir o que é genuíno e nasce aí e aqui dentro. Desde cedo aprendemos a importância de ouvir o outro — e obviamente precisamos dar ouvidos às outras pessoas, mas e como ficamos? Na maioria das vezes, sem voz. E pior: por mais que ouçamos nossa voz, optamos por ignorá-la e vamos buscar respaldo em qualquer outro lugar. A tal da validação externa… Parece mais sensato escutar o mundo, menos a si mesmo. Afinal de contas, será que eu sei mesmo alguma coisa? Será que sou capaz de acertar? Mas e se eu errar? A responsabilidade vai ser mesmo minha? Por via das dúvidas, vou caçar por aí.

Nos falta confiança e nos falta silêncio. De tanto barulho, acabamos confundindo e misturando as vozes e os sentimentos e os pensamentos que habitam em nós. Ah, o silêncio. Por que nos incomodamos tanto com ele? Por que temos tanto medo? Por que nos enchemos com tanto barulho e tanto caos? Por que é mais fácil aceitar o que vem de fora do que o que vem de dentro?

As coisas andam realmente desorganizadas por aí (e também por aqui). Vivemos acreditando que nos falta algo: precisamos saber mais, ter mais, conhecer mais, aprender mais, viajar mais, transar mais, estudar mais. Sempre mais, mais, mais, mais, mais. Nada nunca é o suficiente. Nunca parecemos estar verdadeiramente satisfeitos. O que pode ser bom e ruim, bem sabemos: por um lado, devemos buscar evolução (e só evoluí quem sai do lugar e busca expandir o que se tem e o que se é); mas, por outro lado, vivemos inconformados, vivemos na escassez. Nunca saciados, nunca satisfeitos.

É tudo questão de equilíbrio nessa vida, né? E estamos aqui pra isso mesmo: encontrar o meio termo em tudo. E é uma das coisas mais difíceis a se fazer. O equilíbrio nem sempre é igual pra todo mundo. Nós precisamos encontrar o nosso. E a resposta já está na gente. Nada nos falta… O que acontece é que deixamos tudo tão guardadinho aqui dentro que vamos nos acostumando a achar que, por estar guardado demais, não existe. Mas basta organizar as coisas e ressignificar o lugar de cada uma delas. Não precisamos nos identificar com o que nos falta. Precisamos aprender a ver que temos tudo e somos capazes de mudar tanta, mas tanta coisa. Não vale a pena viver uma vida de buscas frenéticas por aquilo que achamos não ter. Vale mais a pena viver em busca de si mesmo e de tudo que te contempla. Que é MUITO, mas muito mesmo. E que talvez seja TUDO.

 

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desfechos imaginados

Tallulah Fontaine.

Digamos que criar expectativas é algo quase que inato na gente. Temos uma mente e ela gosta de projetar coisas. Ela cria as situações, os encontros ideais, os diálogos e os desfechos. Sim: ela tem um roteiro pronto pra cada situação da sua vida. E o que você faz? Você se apega a eles, óbvio.

A sociedade, no geral, e a nossa cultura universal romantizam demais os finais felizes. Você, desde pequena, jura que já sabe o que quer pra sua vida. Não tô dizendo que sonhar faz mal, mas o quanto de dano esses desfechos imaginados já te causaram? Nós temos que sonhar e esperar coisas da vida sim, mas o que nós realmente queremos? O que vem de dentro da gente e o que nos é imposto e nós acreditamos ser nosso?

Poucas coisas nos pertencem de fato. Na real a gente foi se acostumando com esse romance e já foi fazendo parte do elenco sem nem saber se tudo isso traz real significado pra gente. E quando descobrimos que talvez não nos sintamos contemplados por esse roteiro surgem os problemas, as inseguranças, os medos, as ansiedades.

O que será que tem de errado comigo? Será que nunca vou ter isso? Eu sempre sonhei com isso, por que nunca alcanço? Qual meu problema? Qual o problema com as pessoas?

São muitas condenações que dirigimos a nós mesmas. Mas o que eu tenho aprendido é que essa desconstrução é dolorosa, mas é ainda mais valiosa. É só passando por esse impasse que conseguimos descobrir o que realmente nos pertence e separar daquilo que pegamos emprestado do mundo e que não nos serve mais.

Talvez você encontre as afirmações necessárias para continuar buscando esse desfecho imaginado, talvez ele realmente faça sentido pra você. Talvez você descubra que quer algo diferente do que outrora queria, e que alguns ajustes serão necessários. E isso é muito difícil: deixar para trás toda a bagagem ilusória e tudo o que você achava que realmente formavam sua identidade e recomeçar.

Recomeçar sem saber onde tudo isso vai dar. É difícil viver na incerteza. A corda parece estar sempre bamba nessa jornada de volta pra dentro. É realmente complicado abrir mão dos desfechos imaginados. Talvez você não queira mais seguir a profissão que fazia seus olhos brilharem; talvez você não forme uma família — pelo menos não como imaginava; talvez você tenha que deixar algumas vontades lindas de lado para seguir outras mais importantes ou mais necessárias; talvez você precise dizer adeus para algumas pessoas para sempre; talvez você comece a duvidar de certezas que achava que tinha.

E cara, isso dói. Dói porque é desconhecido. Porque não se pode saber onde a estrada o levará. E dói porque você não sabe se o que estará te esperando à sua frente é aquilo que você deseja. E daí você precisará estar pronta para aceitar um final diferente daquilo que tinha programado nessa sua cabecinha linda. É realmente uma merda, ás vezes. Dá vontade de fingir demência e só obedecer o que te mandem fazer.

Mas nós temos que questionar. É preciso ter coragem de sobra e abrir mão dos desfechos que criamos ao longo da vida. Nem sempre as coisas vão acontecer como queremos, e isso é um saco. Mas ainda assim há beleza nisso tudo. Deixar a vida nos surpreender é deixar a vida no controle, é parar de querer controlar tudo e desapegar dessa mania de fazer as coisas acabarem como planejamos, mesmo que isso signifique viver de ilusões e mentiras. Que não nos falte coragem para deixar a vida agir.

Vem ler mais:
– Para refletir sobre a importância de encarar de frente o que quer que seja, clique aqui.
– Sobre se entregar pra vida, clique aqui.

<3



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bota o dedo na ferida, sim.

É bastante comum corrermos do que nos faz mal. E mais comum ainda é não sermos tolerantes a nada que nos cause desconforto. Buscamos o mais fácil, o mais confortável — quanto menos trabalho, melhor. É claro que todos queremos isso. Mas para alcançarmos o verdadeiro conforto precisaremos colocar o dedo na ferida, vez ou outra. É só encarando o que nos incomoda que teremos o verdadeiro alento, que é aquele que vem de dentro e que permanece, apesar das circunstâncias.

Nossa geração é meio mimada e medrosa e imediatista, fatalmente (leia esse texto aqui). Não sabemos esperar e não temos paciência para plantar algo que talvez demoremos anos para colher. Queremos e queremos agora. E isso faz com que fujamos muito rapidamente de tudo aquilo que não nos parece ideal. Mas o que é ideal, nessa vida? Será que viveremos sempre fugindo da realidade? Buscando sempre o caminho mais fácil, mais rápido, menos doloroso? Talvez sejamos mais idealistas do que realistas. Será que, no fundo, vivemos a espera de situações e pessoas perfeitas (do tipo salvadoras), embora neguemos isso veementemente?

Não dá pra curar nossas feridas sem lidarmos com ela. E muitos vivem doentes a vida inteira por deixar o medo falar mais alto. A cura nem sempre é mansa, sabemos bem disso. E por isso vamos fugindo, fugindo, fugindo… Até que vem a vida, nos passa uma rasteira e berra aos nossos ouvidos: VOCÊ VAI SIM LIDAR COM ISSO, BENZINHO! NÃO ADIANTA CORRER.


Não importa do que esteja fugindo, você só se liberta quando pode olhar de frente; você só se livra dos seus fantasmas internos se puder encará-los, porque quanto mais você corre, mais eles correm atrás de você — e eles começam a aparecer onde você menos espera. (Sri Prem Baba)

Todas as situações da vida acontecem por um motivo. Tudo nos engrandece se estivermos abertos a isso. Não estamos aqui para sofrer, muito pelo contrário: estamos aqui para aprendermos a lidar com o sofrimento (e não a fugir dele) para podermos viver integralmente. Porém, nós fugimos do sofrer. Nós o negamos e o deixamos para depois. E o depois sempre chega. Chega porque o universo quer nos ver curados, quer nos expandir e quer que vençamos os desafios que surgem dia após dia. E ele sabe muito bem das situações que precisamos vivenciar para curar e ressignificar nossas feridas internas. Tudo nos é dado, mas nos falta fé.

Você se lembra bem das coisas que deseja? Nós desejamos amor, desejamos paz, sucesso e uma porrada de outras coisas. E quase sempre, quando conseguimos realizar esses desejos, não sabemos lidar e acabamos “perdendo” tudo o que nos foi “dado”. Colocamos tanta energia no produto final que nos esquecemos do meio do caminho.

Será que sabemos lidar com o amor? Aliás, será que sabemos MESMO o que é o amor? Sabemos nos relacionar com os outros? Sabemos o que é liberdade? O que é sucesso? O que é paz?

Até que ponto somos o que somos por mero condicionamento? O que construímos verdadeiramente e o que nos foi dado? Nos questionamos muito pouco. O padrão nos consome e nós nos deixamos consumir por ele. Afinal, é muito mais fácil seguir o que é imposto, né? E não que seja tudo errado: pelo contrário, para muitos o que é padrão é verdadeiramente a melhor opção. Mas precisamos questionar. precisamos encarar de frente o que nos falam que é certo. Você precisa sentir que aquilo é verdadeiramente seu.

Viver no automático e viver fugindo é tranquilíssimo. Mas até quando? A vida pode cobrar mais caro depois. Então, deixa doer agora. Encare o que precisa ser encarado. Viva o que precisa ser vivido. Não tenha medo de desconstruir (e cá entre nós: o medo vai estar sempre ali, então é mais oportuno dizer “aprenda a viver com o medo” do que “não tenha medo”).

Bota o dedo na ferida. Deixa sangrar. O momento mais escuro da noite é aquele que antecede a chegada do sol. A cura sempre chega, e com ela novos desafios irão aflorar. Não gosto de dizer que viver é lutar, mas sim que viver é aprender a lidar com a dor e a encontrar paz mesmo estando em meio a tanta bagunça. E o caminho para isso é se conhecer. É investir pra valer em si mesmo. É lutar por você e para sua expansão. É ter compaixão e bondade para consigo mesmo, é se amar, é se aceitar, é se desconstruir, é ouvir seu coração e é aprender a calar o ego que quer te ver no superficial, fazendo o que dizem ser o certo, mas nunca te mandando fazer o que você SENTE ser o certo.

 

Que tal ler mais textos com essa pegada? Só clicar <3

“Não dá pra fugir” — leia aqui.
“A gente sempre dá conta” — leia aqui.

 

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não dá pra fugir.

Quer acreditemos ou não, a vida tem um jeito bastante sábio de colocar as coisas em ordem. E com a mesma precisão com a qual organiza, também desorganiza. A real é que a vida é tão cheia de nuances que se apegar a qualquer uma delas é bobagem das grandes.

Há sabedoria na incerteza. E nós somos incertos o tempo todo — TUDO é incerto o tempo todo. E por trás de tudo isso há um belíssimo ensinamento: viva o aqui, viva o agora. Nada é mais forte do que o que está conosco hoje. Faça seu melhor e vá além. Entregue-se, sinta as coisas devagar, sem pressa e sem cobranças. O agora é nosso eterno e nosso infinito.

Muitas coisas são difíceis de engolir. Tem hora que é mais fácil negar, fingir que não se está sentindo nada e fugir do incômodo, da dor. Mas da dor não se pode fugir. A dor a gente pega no colo e acalma, acalma, acalma… Ela precisa de atenção e precisa ser vivida.

Coisas

A real é que gostamos de nos enganar, né? Facilmente colocamos pessoas e coisas acima de nós e raramente separamos um tempo para olharmos pra dentro. A gente esquece de viver a dor e também esquece de viver o amor. Nós estamos muito pra fora. Olhar pra dentro, viver pra dentro e saber amar o que vem de dentro — seja luz ou seja sombra — é dever e também direito nosso. Não há cura sem amor, não há amor sem entrega e não há entrega sem interiorização. Não se foge disso. Nossa liberdade vem de dentro.

Nós sabemos pouco sobre nós mesmos, mas nós achamos que sabemos muito. O caminho é infinito e o processo não tem fim. Muitas vezes sangra, machuca fundo, dá raiva e preguiça e vontade de sair correndo e ser outra pessoa. Quando vemos nosso lado escuro o medo é grande e a raiva também. Porém, nosso lado luz nos mostra que vale a pena e que sem a escuridão não saberíamos o valor da claridade.

Com o que você se identifica? Com a sobra ou com a luz? Quem você escolhe ser momento a momento? Qual lado você escuta? Qual lado você alimenta?

Não se pode fugir da dor. Da escuridão. Do medo. Da raiva. Da angústia. Isso tudo faz parte da gente e é só somente conhecendo tudo isso que nos parece feio e que enxergamos quanta beleza enraizada carregamos dentro do peito.

Seja sua prioridade. Sempre. Mergulhe pra dentro de você. Há felicidade no caminho de volta pro seu lar (que nunca foi fora de você).

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leva um tempo…

Você pode ler esse texto ao som de Jimmy Eat World – The Middle.

Garota de olhos fechados com água até o pescoço.

Leva um tempo pra gente entender. Leva um tempo pra gente se perceber. Entender que a vida é nosso mar, ela leva e traz da gente num ciclo de ondas sem fim. E a gente demora pra se perceber e pra perceber que todas as ondas nos levam pra algum lugar — ainda que elas levem embora tudo o que achávamos que era nosso. Leva um tempo pra gente compreender que, na verdade, nada é nosso. Nós não temos nada e isso é assustador. Demora pra gente aceitar que não dá pra controlar o que vem e o que vai. Vamos dando nosso melhor aqui e lá, mas depois vemos que não se pode esperar nada em troca. As vezes vai dar certo. As vezes vai dar muito errado. E leva um tempo pra gente parar de condenar os outros pelas nossas dores. Mas depois vamos percebendo que somos os únicos responsáveis pelo que se passa dentro da gente e que o mundo pode estar desabando, e que mesmo assim precisamos cuidar da gente. E leva um bom tempo pra gente aprender a se cuidar, a se colocar em primeiro lugar, a se aceitar, a se amar. Demora muito, ás vezes. E até lá nos machucamos tanto tanto que criamos tantas defesas e disfarçamos nossos medos com falsas coragens. Leva um tempo pra perceber que disciplina é liberdade sim e que ser forte é não ter medo de parecer fraco na frente dos outros. Leva um tempo pra descobrir que sentir pode ser mais interessante que pensar e que amar e estar vulnerável não é sinônimo de fraqueza, mas muito pelo contrário: correr risco e abrir o peito e escancarar pra fora o que tá dentro e dar a cara a tapa são atitudes gigantes. Leva um tempo pra gente se dar conta que somos muito manipuláveis e que somos constantemente coagidos a passar por cima do que nos parece correto só pra agradar alguém. A gente engole tanta coisa pra não machucar os outros, e isso não vale a pena. Leva um tempo pra gente perceber que estamos apenas no meio da caminhada. Apenas no meio da caminhada. E vale sempre lembrar que nunca seremos bom pra todos e que as pessoas vão falar e pensar o que quiserem sobre você, mas uma hora a gente se dá conta que cada um põe pra fora o que tem dentro e que tanto faz o que pensam… é sempre você com você. <3

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você respeita suas más escolhas?

Viver é tomar decisões. Estamos o tempo todo escolhendo caminhos e fazendo renúncias. Conforme vamos nos conhecendo, escolhemos com mais sabedoria e consciência; mas a grande questão é: nós estamos SEMPRE em formação — nunca, olhando de uma perspectiva global, nos conheceremos na totalidade. Logo, partindo do pressuposto de que o presente é nosso auge, estamos o tempo todo lidando da melhor maneira possível com as coisas. Ou seja: sempre tomamos a decisão com base naquilo que somos e sabemos hoje. E sim, nós vamos, eventualmente, desejar ter seguido pelo caminho oposto ao que trilhamos.

Nós mudamos de ideia. Nós nos transformamos ao longo da vida e não há nada mais normal que isso. E, justamente por passarmos por tantas tantas tantas transformações, mudamos de opinião e desejamos escolher coisas diferentes das quais um dia escolhemos.

O problema é que dói muito mudar de trilha. E dói mais ainda admitir que o outro caminho era melhor. Dói. Mas o verdadeiro problema é se apegar à dor e ficar lamentando a escolha outrora feita. O poder de escolha está em nossas mãos o tempo todo, ele não desgruda da gente. Mas não dá pra ficar lamentando e se martirizando e se corroendo por não ter optado por aquela outra coisa antes. Há tempo pra todo propósito debaixo do sol. Tenha calma e não se afobe não (que nada é pra já). <3

Você confia no que escolhe?

Nós lidamos da melhor maneira possível com as situações, certo? Nós escolhemos com base no que sabemos hoje. Estranho seria não fazer cagadas, né? Mas o que realmente importa é confiar no que você escolhe. Suas decisões precisam fazer sentindo pra você e mais ninguém. Acreditar nas suas escolhas é respeitar a si mesmo. É se tratar com amor. Tem gente que não vai te ouvir, tem gente que vai julgar e agir de má fé, e tem gente que vai tentar te convencer da sua estupidez.

Primeiramente, mantenha distância de gente assim. E em segundo lugar, escute-se; sinta-se. Suas decisões importam, antes de mais nada, a você. E confiar nas suas escolhas é confiar em si mesma.

só a gente sabe o que sente.

Nós crescemos acostumados com a invasão do outro — e se não estamos acostumados com esse intrometimento, muito provavelmente corremos o risco de estarmos frequentemente habitando a pele do invasor. É muita gente palpitando, dando ordens sem sequer ouvir o lado do outro, impondo atitudes e priorizando unicamente o que lhes faz bem. Mas a gente sabe que não é bem assim que a vida funciona, né?

Indivíduos precisam ser respeitados como indivíduos. Não podemos tirar o poder de escolha do outro e não podemos deixar que tirem isso da gente. Só que de tão habituados a termos alguém falando o que fazer, vamos sufocando, cada vez mais, a voz que nos fala o melhor caminho pra gente naquele momento.

Isso afasta a gente da gente mesmo. Isso faz a gente ter medo de escolher. Isso nos provoca o medo do arrependimento. A falta de confiança nos deixa longe, muito longe, de nós mesmos. Mas até mesmo as ‘más’ escolhas merecem respeito. Elas podem até cobrar caro, mas elas nos ensinam muito. Você pode se arrepender, mas não precisa ficar remoendo e se julgando e se culpando. Aprenda com cada escolha. E nunca se esqueça que você tem opções — e você precisa vivê-las.

É permitido se arrepender, é permitido errar.

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demonstra interesse, sim!

Eu, honestamente, não consigo entender essa gente que gosta de perder tempo e vive jogando com a vida e com os outros. Não consigo entender quem vive competindo com qualquer um pra sair por cima e mostrar maior resistência, como se o desinteresse fosse um troféu e o perdedor é sempre aquele que está mais disponível, mais aberto.

Os papeis estão invertidos. Trouxa é aquele que demonstra interesse, é quem fala o que sente, é quem coloca pra fora o que tá dentro. O vitorioso? Bom, o vitorioso é aquele que vive de joguinhos, que traça planos pra mostrar sua resistência, seu desapego e sua falta de interesse. Sensato, né? Me parece muito justo (contém ironia).

O resultado de tudo isso? Viver em uma sociedade enlouquecida. Sentir se transformou em fraqueza, em coisa de gente besta. Não pode demonstrar sentimento, não. Onde já se viu? Se expor e correr o risco de ser vulnerável? Jamais. (contém ironia outra vez)

100 DAYS OF HAIR BY MAGGIE COLE

E a idolatria pela falta de sentimento só cresce. Nunca tivemos indivíduos tão medrosos, tão sufocados com os próprios sentimentos. As pessoas não sabem lidar mais com isso e empurram, pra debaixo do tapete, tudo que ameace o ego, a imagem e a aparência tão sabiamente edificadas ao longo da vida; afinal, gente forte não sente.

Mas escuta aqui: as pessoas fortes são as que mais sentem; são as que mais se permitem correr riscos; são as que chegam à beira da vulnerabilidade e encaram da melhor maneira possível as emoções. Elas erram, também (obviamente). Lidar com sentimentos nunca é fácil e por isso demanda tanta força e treino (é muito mais fácil fingir demência e pegar atalhos sempre é mais atrativo). Fraco é quem finge não sentir (sim, não passa de fingimento e/ou negação: a não ser que você seja um sociopata, você sente).

Só que gente que não tem tempo pra forjar falta de interesse vive a vida com maior abertura e entrega (e acreditem: nada supera isso). Ás vezes (quase sempre, na real), pessoas que se aceitam vulneráveis e se permitem (e encaram suas emoções de frente) assustam aqueles que tanto fogem do sentir. É um preço a se pagar, mas ainda assim vale mais a pena do que mostrar desinteresse. E, na moral mesmo, deixe que pensem… No fim das contas cada um lida e colhe o que plantou. Quem planta o forçar de um desinteresse vai colher exatamente isso. Faça sua parte e semeie HONESTAMENTE. Sem fingir, sem forjar, sem fabricar. Permita-se. Sinta. DEMONSTRA INTERESSE SIM!

Não tá mais afim de alguma parada? Abre o jogo. É empático e humano ser sincero e respeitar o sentimento dos outros. mas, por favor, para de fazer joguinho.

Fonte: @vibesdejah Me acompanhe pelo instagram @dourivaltavares

Demonstra interesse. Fala que tá com saudade. Coloca seu afeto pra fora. Fala o que tá sentindo. Seja verdadeiro e dê seu melhor. O pior que pode acontecer é PARECER bobo e frágil, mas daí é só lembrar que quem perde é quem vive jogando e fugindo e adiando e negando o que sente por causa de EGO, por causa de uma competição que só existe na cabeça do outro ser humano.

Um clichê que se faz necessário nessa reflexão: não perde quem dá amor, perde quem não sabe recebê-lo e vivê-lo.

Pra não correr riscos: se joga e SEMPRE faça questão de dar seu melhor. Foda-se que zombem da sua fragilidade, foda-se que te chamem do que quer que seja, contanto que haja verdade em suas ações.

 

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a gente sempre dá conta.

Menina de olhos fechados com as mãos no rosto entre as flores.

 

Em alguns momentos as coisas parecem não fazer sentido. Olhar pra fora da janela e tentar compreender o mundo pode ser nocivo. Parece difícil, vez ou outra, encontrar sentido no meio de tanta confusão. Mas não dá pra deixar a peteca cair. Viver é um absurdo maravilhoso que precisa ser sentido.

 É muita coisa pra lidar. Muitos sentimentos, muitos pensamentos e muitas crenças pra construir e desconstruir. É normal se sentir cansado. Viver vai doer, também. E mesmo sabendo disso, padecemos.

 É muito fácil ser forte nos momentos bons — a gente tira de letra. É muito fácil encontrar motivos para sorrir quando as coisas estão fluindo bem. Mas a vida não se resume a isso. A vida se resume a aprender a lidar com as dores, e a não a fugir delas. Nós não sorriremos todos os dias, o dia todo. Precisamos, além de encará-las, respeitar nossas dores. Não precisamos mascará-las e nem fingir que está tudo bem. Mas é realmente importante não deixar que elas te afoguem.

 A questão é: nós sobrevivemos a todas as situações que aconteceram na nossa vida. Algumas mais fáceis, outras mais difíceis. Mas nós sempre superamos, nós sempre aguentamos o peso. Parece que não, mas sim — a gente SEMPRE supera; que demore mais ou que seja mais rápido… O fardo nunca é demais pras forças que temos nos ombros.

E apesar da vontade de desistir, de fugir ou seja lá qual facilitador que queiramos usar, sempre vale a pena ficar e encarar. Todo momento de dificuldade nos traz luz. A confiança no nosso caminho precisa ser exercitada dia após dia. Acreditar que as coisas se encaixam e que elas nos levam pra onde temos que estar é o que nos sustenta. Caso contrário, encontrar sentido é complicado.

O mundo tá bem caótico. Coisas ruins acontecem e vão acontecer sempre — faz parte. Normal sentir desânimo e medo e confusão. Mas confiar precisa vir antes de tudo. Confiar que, apesar das dores, sempre teremos motivos pra sorrir; apesar dos passos errados, chegamos sempre no lugar certo; apesar do cansaço, sempre acharemos repouso. Viver é foda em todos os sentidos. Confia e relaxa: você vai dar conta disso também.

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cada um é de si mesmo.

Menina ruiva com tricô e de olhos fechados.

Mania chata essa de controle que vamos adquirindo ao longo da vida, né? Queremos possuir tudo: pessoas, lugares, bens… A lista é longa! Gostamos de ter tudo debaixo de nosso nariz, controladinho… E ai se fugir de vista! A gente já perde as estribeiras.

Nos esquecemos muito facilmente que nessa vida ninguém é de ninguém. É difícil, eu sei. Mas olha pra tua história: você, alguma vez nessa vida, já conseguiu prender alguém? Seja ela quem fosse: amores, famílias, amigos… Não, né? Não dá pra saber do dia de amanhã. Pessoas e lugares e sentimentos e pensamentos mudam (o tempo todo).

Por isso, meu bem, não vale a pena viver na neura. Deixe as coisas irem e virem. Essa é a vida.

Mas, vem cá… Ninguém é tão sua quanto você mesma. Ninguém. Gravou bem isso? Não sei se você realmente entende a profundidade e o tamanho dessa constatação, mas, amiga, você só tem você. E isso é maravilhoso e grandioso e incrível.

Você só pode assinar contratos consigo mesma. Só pode fazer garantias pra você mesma — e o mais legal de tudo isso? Você pode mudar de ideia quando bem entender. Você não precisa ser sempre a mesma, desejar as mesmas coisas… Você é livre pra mudar de ideia, de cor de cabelo, de preferências musicais… Você é livre o suficiente pra isso? Você saberia ser livre o bastante pra se permitir viver a sua vida? E mais: você é livre o bastante pra deixar os outros serem deles mesmos?

(Duro, né? Eu sei. Dói mesmo.)

Parece fácil, né? Mas é bem difícil se desamarrar de tudo o que te amarrou até aqui. É um trabalho pra vida toda.

Quando você entende o tamanho da sua liberdade, você respeita a liberdade dos outros também. Essa é a maior prova de amor que podemos demonstrar para nós e para os outros: deixar com que cada um seja de si mesmo.

Não temos o direito de intervir no sonho de alguém, e ninguém tem o direito de intervir no nosso. O que acontece é que, algumas vezes, cedemos e deixamos com que nos invadam, e daí sentimo-nos no direito de fazer o mesmo com o outro. Cagada. Não troque sonhos por pessoas e não faça ninguém ter que escolher entre você e o sonho da vida dela. Isso é MUITO desumano. A gente tá aqui pra viver com pessoas que edifiquem nossos sonhos e nos ajudem a chegar lá. Você anda fazendo isso com o sonho dos que estão ao seu redor? Você ajuda ou você desestimula?

Pense nisso seriamente. Cada um é de si mesmo e ponto final. Deixe as pessoas viverem a liberdade delas e não se doa por isso: você tem a sua pra viver. Viva-a plenamente. <3

Vai ser fácil? Com certeza não. Nós não sabemos, de fato, o que é ser livre. E quando você começar a descobrir, um monte de neura e de gente chata vai aparecer e te apontar dedos — vão te chamar de maluca, de trouxa, de ridícula. Ignore. Ser livre é entender que cada um faz e fala o que quer, e que se você tem apenas a si mesma, por que diabos escutaria gente mal-intencionada?

Quer continuar refletindo?
Leia esse textinho aqui, ó: https://cabecadenuvem.com/a-gente-nunca-sabe-nada/
Quer mais ainda? Vai nesse, então: https://cabecadenuvem.com/desapego-fuga-equilibrio/

Ei, psiu, vem falar com a gente 🙂
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Autodesenvolvimento

o oposto de amar é temer.

Não é ódio, não é indiferença — o oposto de amar é temer. Quem tem medo não se entrega, não se permite. Tudo fica travado quando sentimentos medo.

Menina negra com os cabelos atrás da orelha.

Vai dar medo? Vai.

E você precisa ir mesmo assim. Não dá pra viver escolhendo o caminho do medo. Mas como você lida com esse seu medo é que faz toda a diferença. Obviamente em alguns momentos o medo é nosso parceiro, mas na maioria das vezes ele é puro ego. Medo de perder, medo de sair por baixo medo de estar vulnerável, medo de dizer que ama, de assumir que não sabe, de pedir perdão… A lista é longa! Nosso ego gosta de nos confundir 🙂 Por isso, conheça-se, permita-se, respeite-se. <3

você precisa viver sem medo?

Não tem como viver sem medo! É impossível. A  vida é assustadora (nós somos assustadores, também). Não dá pra se blindar do medo, mana. E tudo bem. Mas o que você faz com ele é problema seu e sempre será. Você foge? Finge demência? Fica insensível? Usa máscaras? Qual é sua proteção contra o medo? Qual sua desculpa? Todos nós temos um abrigo pra nos escondermos quando sentimos medo: qual é o seu? E sim, esse abrigo é apenas uma máscara e uma impotência que carregamos. É proteção, bem sabemos — mas a linha entre proteger e te privar de viver experiências i-n-c-r-í-v-e-i-s é mega tênue. Ou vai ou fica. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. A vida é assim. Nós não sabemos quando vamos sorrir ou quando vamos chamar. E isso dá medo pra caramba, cara, mas isso é viver. Essa imprevisibilidade dá toda a graça e todo o medo. Se joga!

De quantas experiências você já se privou por medo?

Aposto que muitas. É inerente, mas sempre há tempo de mudar! Tudo (absolutamente tudo) nessa vida é imprevisível. Trocar de emprego, encontrar um amor, fazer amizades, arriscar uma nova área, uma viagem… Em tudo corremos risco. Viver é o maior deles. Nunca se sabe em qual esquina seu coração vai parar de bater. NUNCA SE SABE — você tem ideia do que isso significa? Mesmo?

Significa que a gente vai morrer. Pra valer. E só teme a morte quem tem medo da vida. E todos nós temos medo da vida, então vou esclarecer as coisas: só teme a morte aquele que escolhe agir pelo medo, aquele que deixa a insegurança liderar e comandar os rumos.

Ame. Pule. Grite. Desabafe. Mande a real. Mude de emprego. Se descabele. Viaje. Fale que ama. Abrace mais. Não esconda seus sentimentos. Bote tudo pra fora. Corte o cabelo. Mude a cor dele, também. Ou não faça nada disso.

Não deixe o medo mandar em você. Você pode se arrepender? Pode, mas mais vale a pena viver com arrependimentos do que não se arriscar por puro medo. Viva a história que deseja contar.

Gostou? Então vem ler esses aqui:

Sobre sentimentos.

Sobre a imprevisibilidade da vida.

Sobre estar vulnerável.

<3