O mundo está cada vez mais individualista, né? Mas quem faz o mundo somos eu e você. Já parou pra pensar nisso? Talvez seja momento de sairmos um pouco de nossas bolhas e aceitarmos que precisamos um dos outros — e não, isso não é sinal de covardia.

Pedir ajuda pode até ser vulnerabilidade, mas há muita (MUITA) força na vulnerabilidade. E humildade também. Gente durona não pede ajuda e, quase sempre, quem é muito durão é, beeem lá no fundo, super mole. Irônico, né? 

Nós precisamos da nossa individualidade, certamente. Mas de onde vem esse receio em pedir ajuda? Tá, vamos combinar que existem pessoas que se sentem as bam-bam-bam quando pedem ajuda pra elas, né? E essas pessoas gostam de humilhar, de mostrar sua superioridade e por aí vai. Mas esse tipo de gente é melhor relevar. Eu tô falando mesmo em pedir ajuda pra quem quer nos ajudar — e tem muita gente disposta a isso.

Menina de olhos azuiz entre flores.

Um dos motivos, como já disse, é que a gente pode pegar um certo ranzo em pedir ajuda quando o fazemos a pessoas erradas. Fato. Mas muita gente se julga também quando pede ajuda. “ai, como sou fraca”. “por que eu nao consigo resolver isso sozinha? claro que eu consigo. eu sou forte e vou provar isso”. Não, não, não, não, não. Todo mundo precisa de ajuda e ninguém é fraco por isso.

Sabe, algumas coisas a gente não queria pra nossa vida. Cada um tem suas sombras e nós sabemos bem como é chato viver com elas. Mas elas são nossas. E quanto a gente entende que elas existem para nossa própria jornada ter mais sentido, a gente aceita; ainda que com dor, a gente aceita; na verdade, podemos muito bem escolher não aceitá-las, mas adianta? Uma hora elas voltam pra gente. O melhor é abraçá-las agorinha (ainda que rolem uns tapas pra lá e pra cá).

E nós não precisamos fazer isso sozinhas. Primeiro, temos nossa intuição como guia. Use-a. Investigue-a. Ela deve ser seu primeiro farol. Segundo, o mundo tá cheio de gente linda (e gente bem de buenas) para nos ajudar. Peça ajuda. Nós precisamos dos outros. Você não é menos quando pede ajuda. A outra pessoa não é mais quando ajuda. Isso é irmandade, é troca. Eu bem sei que é algo cultural essa questão de covardia VS coragem, mas o mundo gira e nós temos que desconstruir para conseguirmos ampliar nossa consciência.

Você conhece alguém que diz que terapia é só pra gente doida? Que reforço escolar é só pra burro? Que fé é só para os medrosos? Que nutricionista é só pra descontrolados? Acho que sim, né? E isso é só uma parte da grande lista de afirmações ignorantes que temos o desprezer de ouvir. Tem gente que quer se virar sozinha sempre e esquece que a dor pode ser diluída quando damos a mão pra alguém. O simples fato de falar sobre suas dores com alguém pode trazer imenso alívio. Não tenha medo — ainda existe gente linda no mundo.

E, obviamente, ajude. Ajude os outros e tente não esperar nada em troca — pode ser que haja reciprocidade, pode ser que não. Eu sei que quase todos nós, bem lá no fundo, espera o bem em troca quando fazemos o bem. Mas nem sempre isso ocorre e não dá pra se revoltar por isso. Muitas vezes coisas ruins acontecem com pessoas boas. Esse mundo não é justo. Ajude mesmo assim. Ame mesmo assim. Perdoe mesmo assim. Não é fácil ser um terráqueo mas é o que temos pra hoje.

Doeu? Peça ajuda. Alguém que você gosta (ou não, vai saber) tá numa bad violenta? Ajude com o que puder. A gente não precisa passar por tudo sozinho. Peça ajuda. Peça ajuda. Peça ajuda. E só pra deixar bem claro: ninguém é fraco ao pedi-la.

 

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