Quantas histórias se escondem em uma história? Quantas tramas se envolvem em uma mesma trama? Quantas visões, quantos sonhos, quantas dores, quantas expectativas, quantos medos?

Arco-íris na alma:  Moça bonita, de alma colorida, do sorriso deslumbrante, que não  cansa de  pintar suas feridas.  E não pense que é pra enganar, não é. É só um jeito diferente de mostrar pra ela mesma, que a luz do seu sorriso,  ilumina  seus caminhos.  É uma moça que sonha, que mesmo quando erra não desiste tão fácil. Tenta uma, duas ou três, ela vive de recomeços.  Pode até ser teimosia, mas é pura  intensidade, quando se entrega para vida.  Sorte de quem tem sua amizade, azar de quem perde

Percepção é perceber, é intuir, é ter consciência. E nós tendemos a perceber o mundo de acordo com nossas crenças e nossas bagagens. Criamos devaneios e achamos que são absolutos, prontos e cabíveis. Julgamos pessoas e atitudes de acordo com o que temos — e nada mais natural que isso. Somos e fomos treinados para isso.

De fato, em essência, não há nada errado em enxergar o mundo com os próprios olhos; o problema surge quando a manipulação, o convencimento e o julgamento começam a querer assumir o controle. Não, as coisas nem sempre serão do jeito que queremos. Não, as pessoas não vieram a este mundo para nos bajular e nos agradar. E não, ninguém é capaz de viver levando em conta somente a própria percepção. Isso é anarquia, é crueldade e é desumano. Nós precisamos aprender a perceber o outro.

Quando não percebidos, nos sentimos indignos. Você merece ser amado e acolhido pelo que você é; sua história merece ser respeitada. E do mesmo jeito, o outro também é digno de ser respeitado pelo que é, e não pelo que gostaríamos que fosse. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém; ninguém precisa conviver com quem não lhe traz coerência e significação. Mas, como humanos, a premissa básica que nos é designada é o relacionar-se. Nós estamos o tempo todo fazendo trocas: com as pessoas, com a natureza, com os objetos. Nós precisamos da troca. Ninguém sobreviveria sem ela.

Então, o que você está fazendo com essas pessoas que não te percebem? Sair de cena, muitas vezes, é perceber-se merecedor de algo mais. E não como forma de desdém, mas de autocuidado. E ao mesmo tempo, será que você está percebendo aqueles que estão à sua volta? Você é capaz de vê-los para além do que mostram ser? Ou você julga e critica e diminui só para se sentir maior, mais elevado?

É difícil pra caramba. O que venho me questionando: quão difícil é se despir de quem fomos um dia para deixarmos, finalmente, o novo entrar? Como é mais fácil reagir como sempre reagíamos. Como é mais fácil e reconfortante julgar. Como é gostoso se sentir lá em cima, no alto. É uma delícia. Mas a gente não precisa viver competindo desse jeito. E talvez essa competição que travamos com os outros e com a gente mesmo nada mais seja do que falta de percepção. As pessoas não se olham mais, não se demoram, não esperam… São tantas opções, né? É difícil saborear o que está aqui, é difícil perceber o que está acontecendo agora. Nós não sabemos perceber as delícias. Os outros não sabem perceber as delícias. Então competimos. Viramos animais. A questão não é mais sobrevivência, e sim poder e reconhecimento. 

Nós buscamos fora. Nós só buscamos fora. Mas lá fora nunca vai ter nada pra você e nem pra mim. Ou melhor, o lá fora só acontece quando o aqui dentro acontece primeiro. Quanto tempo mais até aprendermos isso?

Se a gente se percebe, tanto faz se os outros nos percebam ou não. E tanto faz também se nós percebemos e o outro não nos percebe, sabe? No fundo nos damos conta de que a percepção do outro não faz diferença se estamos alinhados com a nossa. Porém, não é justo dividir uma história com quem não tá nem aí pra sua. Não é justo com você. A sua história sempre vai ser a mais importante, e cada um tem a sua. Não queira que a sua seja a mais importante pro outro, e não deixe que a dos outros seja maior que a sua. 

Estamos juntos, ainda que separados. A história, no fim de tudo, é uma só. Há beleza nessa mistura de enredos. Mas a percepção nunca, jamais, pode ser deixada de lado. Perceber-se e perceber os outros é um ato delicado de gentileza e compaixão. E o mundo, bem sabemos, está escasso de ambos. Comece, mesmo que sem reciprocidade. 

 

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  1. Pingback:quem sou eu? - Cabeça de Nuvem

  2. Lucas Damaceno says:

    O que mudamos de fato? O mundo ao qual percebemos ou a nossa percepção do mundo? Uma flor pode ser tão bela quanto nosso interior é. E nada é mais belo do que uma pessoa de interior florido.

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