Categorias
Autodesenvolvimento

o modo como você faz uma coisa é o modo como você faz todas as outras.

Como você lida com as coisas grandes é como você lidará, também, com as pequenas. A atenção que damos pro pequeno mostra como cuidamos do grandioso. Não há separação, há apenas você. Nós nos colocamos pra fora em cada decisão tomada, em cada escolha de palavras, em cada sentimento expressado. Isso equivale a dizer que “se você é fiel no pouco, você também será fiel no muito”. As coisas funcionam assim.

O grande está recheado de um monte de coisinhas. Caso não haja coisinhas dentro da tal coisa grande, ela não passará de um grande vazio. E o que é um grande vazio? É nada, apenas vazio. A nossa felicidade não depende do tanto de coisas imensas que conquistamos, mas de como cuidamos dos detalhes: afinal de contas, eles é que formarão nossa imensidão.

Como você cuida das sutilezas do seu dia-a-dia? Como você celebra a existência dessas pequenezas? Se não soubermos cuidar do pequeno que nos é dado, não saberemos cuidar do grande — que pode ou não chegar. Não adianta passar uma vida inteira alimentando ilusões vazias pois nossa existência não é sobre elas. Nossa existência é sobre colecionar – com o mais amoroso desapego – coisinhas. O modo como as vivemos é o modo como viveremos as coisonas.

Um brinde às coisas pequenas. Que elas nos inundem a vida. Que nós saibamos olhá-las com afeto. Vivê-las com afeto. Sentí-las com afeto. Que não esperemos o extraordinário chegar para colocar pra fora o que há de mais belo dentro do nosso peito — que sejamos capazes de fazê-lo com o mais minúsculo acontecimento.

E tudo isso diz tudo sobre quem somos. O modo como você faz uma coisa é o modo como você faz todas as outras.

Categorias
Autodesenvolvimento Crônicas do Cotidiano

Por que mudar é tão difícil?

Todos nós queremos mudar em vários aspectos. Mas tem hora que nossa vida dá uma empacada assustadora. Não vamos pra trás e nem pra frente; as coisas não saem do lugar; parecemos vacilar em coisas tão absurdamente ridículas que nos sentimos sugados.

Eu tô numa fase meio assim, acho. Tá tudo assustadoramente calmo por fora, mas eu tô um turbilhão por dentro. Acabei de fazer escolhas dolorosas e aparentemente ando me julgando e culpando muito por isso. Uma coisa bizarra, na verdade. E é engraçado porque as coisas estagnaram. Ou melhor, acho que eu estagnei. Quanto mais assustados, mais estagnados.

Ando lendo bastante sobre isso. E a lição mais valiosa que aprendi diz respeito ao acolhimento. Gastamos energia demais tentando reverter situações que simplesmente não vão se reverter – melhor gastar energia tentado acolher a situação e as emoções que ela nos provoca. Deixar a gente em paz, sabe? Acho que as maiores mudanças acontecem quando aprendemos a simplesmente nos deixarmos quietos, sem culpas desnecessárias e sem fardos exaustivos – quando finalmente nos permitimos respirar em paz. Afinal de contas, tudo está em seu devido lugar (uma vez que só possuímos o agora e nem adianta ficar imaginando as coisas sendo diferentes).

Sempre que me sinto assim gosto de pensar que estou no topo de uma montanha observando o cenário geral de alguma cena (que metaforicamente sou eu mesma: meu conjunto de emoções e pensamentos e situações e superações). Esse simples treino me traz de volta à realidade e me ajuda a lembrar que a vida é como um oceano mesmo: ora ele estará sem ondas, ora a maré estará alta, outra baixa; ora as ondas serão fortes e eu vou me afogar, e ora vou me equilibrar plenamente nelas. Acontece que somos exagerados demais e sempre achamos que estamos na fase mais difícil da vida (que drama), mas na verdade são só algumas ondas passando pela gente. E tudo bem. Olhar a situação de longe nos ajuda a ver que a vida não para e que já passamos por momentos assim antes e que, provavelmente, ainda teremos mais fases assim na vida. E isso vai passar.

 Mulher em frente ao oceano.

 

Acolher a gente mesmo, acolher nossos medos, nossas estagnações, nossos julgamentos, nossas dores. Acolher tudo o que aparecer. Algumas coisas a gente acolhe e coloca pra dormir, sabe? Tem coisa que temos que deixar pra lá pois não cabem na nossa vida, pelo menos não no momento.

Para mudar é preciso deixar-se em paz.

E eu acabei descobrindo que mudar é tão difícil porque sempre acabamos empurrando as coisas com a barriga. E a vida vai sendo empurrada também. Vamos nos deixando pra depois. Só que, por mais dolorido que seja, só colocamos ordem naquilo que tá bagunçado. E outra: mudar depende da gente. Só da gente. E isso é assustador pra caramba. Falta confiança, falta coragem, falta responsabilidade. Uma hora temos que encarar isso – e cada um encara no seu momento; sem pressa, sem competição.

A minha existência tá bem bagunçada, confesso. Porém, dia após dia, estou buscando me deixar em paz – e cada dia vai ficando mais leve. Tenho que me lembrar constantemente que sou um oceano com todas as nuances possíveis. Dá medo e me falta coragem pra encarar a vida em vários momentos do mesmo dia. Caminhando se faz o caminho, né? Mas tem hora que cansa e a gente precisa sentar sim e ficar em paz para retomar as forças e continuar a trilha com energias recarregadas. Então, falo pra você e pra mim mesma: tudo bem descansar e ficar um pouco parada. Já sabemos bem que não existe linha de chegada – e é bem melhor ponderar seus caminhos do que caminhar em qualquer um!

 

 

Categorias
Autodesenvolvimento

Lições que a morte nos ensina sobre a vida.

O medo da morte vem do medo da vida. Um homem que vive plenamente está preparado para morrer a qualquer momento”.

– Mark Twain

Seres humanos são os únicos animais capazes de pensar e imaginar a própria morte. Desse modo, acabamos transferindo esse medo pras nossas vidas – e muitas vezes esquecemos de viver, de fato.

A morte chega mas ela nos ensina.
A morte chega.

Muitas reflexões feitas nesse post são frutos das várias lições que aprendi com o livro “A sutil arte de ligar o foda-se” de Mark Manson (clique aqui pra comprar). Falei sobre ele nesse post aqui também, onde trago dicas de livros que podem te ajudar a desfoder seu emocional (a seleção de livros tá bem bacana).

Por que você se importa tanto com a morte se ainda tem tanto medo de viver?

MANO, VOCÊ VAI MORRER. Nada vai mudar isso. Então por que razão você sucumbe à vergonha? Ao medo? Às inseguranças? Aos outros? O que você tem a perder se tudo não passa de vários nadas? Vários nadas, tá entendendo? Muitas coisas que existem no mundo não passam de uma criação da imaginação coletiva. Você não precisa se desgastar tanto por causa de acontecimentos medíocres da sua vida. Para e pensa um pouquinho: seus problemas são realmente problemas?

Por que você ainda tem medo de viver? De ser você? Do que os outros vão pensar? Vá atrás dos teus sonhos, vá amar as pessoas, vá fazer o bem. Se a vida é tão curta, agarre essa oportunidade. Dance, cante, grite, cuide de você, ame, faça acontecer. Pare de enrolar e corra atrás dos seus sonhos. VOCÊ NÃO TEM NADA A PERDER. Quanto mais você adiar as dores e os desconfortos, mais perto da morte (mesmo que não física) você está. A gente vai sofrer, vai chorar, vai querer desistir, vai sentir raiva e mais uma caralhada de emoções negativas. Escolha viver mesmo assim.

Não viva achando que você é imortal.

Muita gente acha que não vai morrer mesmo sabendo que vai. Como? Elas sempre acham que outra oportunidade vai simplesmente cair no colinho delas. Eu vivi assim por muito tempo.
Quando comecei a me conhecer e a aceitar mais a vida como ela é, os outros como são e eu como sou, comecei a fazer as coisas acontecerem. Eu fui fazer as danças que eu queria; pedi demissão do emprego que eu achava que era a única coisa que eu sabia fazer; criei coragem para seguir minhas paixões; falei não pra muita gente que só sabia ouvir sim da minha boca e o mais importante: EU PERDI O MEDO DE ME ESCUTAR. Eu nunca acreditei muito em mim, mas eu fiquei cansada disso. Decidi dar uma chance pra única pessoa que pode mudar minha vida: eu.
Quando somos jovens corremos o risco maior de acreditar que a morte é uma coisa fora da realidade. Cuidado.

Bruxa tentando criar poção da imortalidade.
Não adianta insistir: a poção da imortalidade não surte efeito e é prejudicial à saúde.

A sua vida não é diferente da vida de ninguém ( ou vulgo: nem você e nem eu somos tão especiais assim).

A gente sempre acha que com a gente as coisas sempre serão diferentes. Mas não: ela é igual pra todo mundo. E na verdade isso não importa. A vida não precisa ser diferente pra ser maneira. A vida precisa ser vivida à sua maneira pra fazer sentido. E geralmente nos damos conta disso em fases de autoconhecimento e autoaceitação. Começamos a perceber que nada cai no colo; que alguns “nãos” que falamos são irreversíveis; que algumas oportunidades não voltam mais; que vamos ter que responder por todas as escolhas mais cedo ou mais tarde; que ninguém poderá decidir pela gente e mais uma porrada de coisa. E o mais interessante: a gente percebe que é assim com todo mundo e que ninguém é tão diferentão assim.

A morte nos ensina que somos todos iguais.
Essa mulher é tão comum quanto você.

Cuidado com o medo de ser igual a todos.

Não sei o motivo pelo qual temos grande ambições com o tal do reconhecimento. A gente fica idolatrando pessoas (algumas realmente merecem) e sonhando com coisas insignificantes. Pra quê? Quando a gente morrer iremos perder tudo. Tá, é legal viver uma vida confortável. Mas é um verdadeiro inferno quando isso passa a ser sua única meta na vida e se transforma em uma competição desenfreada pra chegar sei lá onde.
A verdade é que a gente quer ser diferente – todos nós queremos – e isso acaba nos deixando mais iguais ainda. Ninguém é tão especial assim. O motivo pra isso é simples: somos iguais, temos problemas parecidos e a maior parte da vida de todo mundo é meio medíocre e confusa.

Você não precisa ser extraordinário.

Extraordinário, de acordo com o dicionário, é aquilo que foge do usual ou do previsto; que não é ordinário; fora do comum. E nossa sociedade tem a crença enraizada de que precisamos sair do comum pra sermos felizes; que nós precisamos fazer coisas incríveis e viver uma vida memorável para sermos extraordinários. Escutamos isso (ainda que sublinearmente) o tempo todo de celebridades, por exemplo. E quando percebemos que vivemos uma vida corriqueira, o medo, o desespero e a frustração fazem morada no seu peito. ARRANCA ELES DAÍ AGORA! Você não precisa ser extraordinário pra viver uma vida incrível.

Olha a ironia: se todo mundo fosse extraordinário, na verdade, ninguém o seria.

Quanto mais extraordinário você se acha, mais acomodado você se torna. As pessoas com a consciência de que são comuns são as mais incríveis porque elas estão sempre buscando melhorias na vida pois, lá no fundo, já aceitaram a condição de que não dá pra saber tudo nessa vida. Elas sabem e aceitam que não sabem de nada.
(Você até pode saber de algumas coisas e ser muito bom em executá-las, mas o bom sábio aceita que sempre há muito chão pela frente).

Cuidado pra não se colocar acima dos outros.

Afinal de contas, somos iguais (todos iguais, todos iguais, uns mais iguais que os outros). A vida de todos tem o mesmo destino: a morte. Quando você acha que seus problemas são maiores que os dos outros, que sua dor é mais preocupante, que você é um coitado, ou que sua vida é maravilhosa porque tem determinado padrão, você cai na armadilha de se achar mais especial que os outros e está sendo narcisista.
Não somos mais e nem menos especiais que os outros. Temos vidas, pensamentos, crenças e aspirações diferentes, mas estamos no mesmo nível. Na verdade não existe nível. Na verdade a gente vai morrer mesmo e não vale a pena se classificar e se comparar. É PERDA DE TEMPO.
Seria muita arrogância acreditar que você é merecedor de grandezas e maravilhas e os outros não.
Você já é um ser fenomenal. Não porque você se formou na melhor universidade, ou tem o melhor cargo ou as melhores roupas ou tem muito sucesso. Isso não faz ninguém ser mais ou menos incrível. Todos nós somos incríveis e grandes pelos valores que construímos e pelas escolhas que fazemos dia após dia.

Menina brava com pessoas que ficam se achando.
Coloque-se no seu lugar, caramba.

O comum é comum por um motivo.

O comum faz sentido, meu povo. Ele não tá aí de bobeira, não. Nós que criamos rejeições pra cima do coitado. Ter uma vida comum é legal também. Se você não acredita nisso você está automaticamente afirmando (mesmo que inconscientemente) que sua vida é mais irada do que a vida das pessoas que optaram por uma vida comum. E novamente: nossas vidas não são assim tão especiais pra estarem acima da vida de outros.

A negação da morte.

Oprah chorando e negando.
Pode chorar mas eu não volto pra você. Assinado: vida.

Sabe por que nós queremos tanto imortalizar o que fazemos? Sabe o motivo pelo qual queremos tanto viver uma vida extraordinária e tememos tanto a morte?
Porque queremos deixar um legado. E queremos deixar um legado pra imortalizar quem somos. E queremos imortalizar quem somos porque negamos a morte. Negamos a morte porque temos medo. Temos medo porque parte de nós quer construir um “eu” que viva para sempre.

O mundo é um grande projeto de legados. Quem construiu cidades, instituições, empresas… fez isso com intuito de repassar seus valores através de obras “imortais”. Todos nós temos um desejo inato de nunca morrer. Queremos defender nossos valores a qualquer custo e quando vemos que outro grupo tem um projeto de imortalidade que colide com o nosso, surtamos (lutas, revoluções, matanças e guerras são frutos disso). Digo os valores porque são eles que sustentam nosso desejo de construir um legado: queremos repassar nossos valores e ideologias.
Pra fundamentar nossos valores de modo mais livre, precisamos aceitar que a morte é inevitável e que tudo bem levar uma vida comum.
O que você vai deixar pra trás?

O medo impulsiona as pessoas a se importarem demais, porque se importar com alguma coisa é a única forma de se distrair da realidade implacável da morte. E estar pouco se fodendo para tudo é alcançar um estado quase espiritual de aceitação da efemeridade da própria existência. Nessa condição é muito menos provável ser dominado por várias formas de arrogância.

– Mark Manson

 

Categorias
Autodesenvolvimento Entretenimento Para ler

Osho: 9 tapas na cara para sacudir suas crenças.

“Perguntaram a um monge Zen: “O que você costumava fazer antes de se tornar iluminado?”
Ele respondeu: “Eu costumava cortar madeira e carregar água do poço”.
E então lhe perguntaram: “O que você faz agora que se tornou iluminado?”
E ele respondeu: “Eu corto madeira e carrego água do poço”.
O questionador ficou confuso e disse: “Então, parece não haver diferença”.
O mestre disse: “A diferença está em mim. A diferença não está em meus atos, a diferença está em mim – mas porque eu mudei, todos os meus atos mudaram. Sua importância mudou: a prosa se tornou poesia, as pedras se tornaram sermões e a matéria desapareceu completamente. Agora há apenas Deus e nada mais. Para mim, a vida agora é libertação, é o nirvana”.

Depois dessa introdução tapa na cara, vim aqui trazer trechos sensacionais para que vocês também reflitam sobre essa nossa jornada. O livro do Osho que usei como base para as citações foi “A jornada de ser humano: é possível encontrar felicidade real na vida cotidiana?” (acesse aqui e compre o seu). Espero que a resposta seja sim. Vamos ao que interessa.

(Esse livro é ótimo para desfoder seu emocional; fiz um post com mais livros que têm a mesma utilidade e você pode acessá-lo clicando aqui).

Tapas na cara da vida.
Preparem o rosto.

É impossível ser humano.

“Ser simplesmente humano é impossível. Tente entender. Porque isso significa que você está dizendo: “Deixe-me apenas permanecer no processo, no meio”. O homem não é um estado, o homem é apenas um processo. […] A humanidade é apenas uma passagem, uma viagem, uma jornada, uma peregrinação. É um processo, não um estado. Você não pode permanecer humano. Se fizer um grande esforço para permanecer humano, irá se tornar inumano. Vai começar a cair. Se você não for pra frente, vai começar a escorregar pra trás… mas terá de ir para algum lugar. Você não pode permanecer estático”.

Um homem infeliz é mais egoísta que um homem feliz.

“A infelicidade torna você especial. A infelicidade torna você egoísta. Um homem infeliz pode ter um ego mais concentrado que um homem feliz. Um homem feliz na verdade não pode ter o ego, porque uma pessoa só se torna feliz quando não existe ego. Quanto mais desprovido de ego, mais feliz; quanto mais feliz, mais desprovido de ego. Você se dissolve na felicidade. Você não pode existir junto com a felicidade; você só existe quando há infelicidade. Na felicidade há dissolução. Você já viu um momento feliz? Já o observou? Na felicidade, você não existe. Quando você está apaixonado, você não existe. […] Quando eu digo para abandonar o ego, quero dizer todas as linhas de demarcação. Você não está separado da vida, você é parte dela…

A existência não lhe deve nada.

“Você espera algo e isso não se materializa: vem então um grande frustração. Você sente dor, desesperança, como se tivesse sido rejeitado pela existência. Nada disso aconteceu – tudo se deve à sua expectativa. Quanto maior a expectativa, maior será a frustração. […] A existência não tem obrigação de materializar sua imaginação. Ela nunca lhe prometeu que o que quer que você pense irá acontecer. Você considerou uma coisa como certa sem qualquer questionamento, como se toda a existência lhe devesse algo. Você é que deve tudo à existência. A existência não lhe deve nada. […] O abandono das causas é o desaparecimento de toda a sua infelicidade. Era uma projeção sua”.

A agonia existe por causa da liberdade.

“O homem é o único animal na existência que tem liberdade – e, devido à liberdade, existe a agonia. Agonia significa: eu não sei quem eu sou. Eu não sei para onde estou indo e por que estou indo. Eu não sei se, o que quer que eu esteja fazendo, eu devo fazer ou não. A questão permanece continuamente; nem por um único momento a questão vai embora. O que quer que você faça a questão está lá: Você tem certeza? Isso é realmente o que você deve fazer? Esse é o lugar onde você deve estar? A questão não o deixa nem por um único momento. […] É muito extraordinário e de um valor enorme para sua vida, para seu crescimento, que você sinta agonia, que cada fibra de seu ser sinta o questionamento, que você se torne simplesmente uma dúvida. E, naturalmente, é assustador. Você é deixado em um caos. Mas desse próprio caos nascem as estrelas“.

A juventude é cega.

“Na juventude, todo mundo acha que é um grande pintor, um grande poeta, um grande músico. A juventude é cega – é apenas a energia da natureza que está transbordando em você. E a pessoa não está preocupada com a morte; ela está muito distante. Há um certo limite além do qual ela não consegue se preocupar. Pode se preocupar com o amanhã, pode se preocupar com o depois de amanhã. […] Ela vai dizer: “Hoje é o bastante, o amanhã está próximo. Mas quem se importa com o próximo século?”. […] O futuro irá se revelar. O amanhã vai nascer do hoje. O que quer que a pessoa esteja fazendo hoje vai criar seu amanhã. Uma vez que ela saiba o segredo, não vai desfrutar apenas do aqui, vai também criar o futuro”.

A morte é uma piada.

“A morte nunca aconteceu; ela não pode acontecer pela própria natureza das coisas, porque a vida é eterna. A vida não pode terminar; ela não é uma coisa, é um processo. Não é algo que começa e termina; não tem início nem fim. […] A morte não existe; ela é uma mentira – mas parece muito real. Apenas parece muito real, mas não o é. Parece assim porque você acredita demais em sua existência separada. O fato de acreditar que você está separado da existência é que proporciona realidade à morte. Abandone essa ideia de estar separado da existência e a morte desaparece. Se sou um com a existência, como posso morrer? Comece a se sentir um com a existência, porque essa é a realidade”.

O homem gosta de criar problemas.

“As pessoas estão sempre criando grandes problemas do nada. Conversei com milhares de pessoas sobre seus problemas e ainda não me deparei com um problema real! Todos os problemas são fictícios – as pessoas os criam. Porque sem problemas elas se sentem vazias: então não há nada a fazer, nada a combater, lugar nenhum para ir. As pessoas vão de um guru a outro, de um mestre a outro, de um psicanalista a outro, de um grupo de ajuda a outro, porque, se não forem, sentem-se vazias, acham que a vida se tornou sem significado. Elas criam problemas para que possam sentir que a vida é um grande trabalho, um crescimento – e você tem de lutar muito. Por favor, olhe o que você está fazendo. Primeiro você cria o problema, depois sai em busca de uma solução. Observe por que está criando o problema; exatamente no início, quando está criando o problema, está a solução – não o crie”.

A ganância é mãe da insatisfação.

“Mas essas pessoas são gananciosas… Se você sabe por experiência própria que tudo é fundamentalmente frustrante, que tudo traz apenas uma alegria fugaz, então por que não ser feliz com o momento? Por que pedir que ele dure para sempre? Eu lhe ensino a alegria do momento. Viva o momento e, o que quer que o momento lhe torne disponível, desfrute-o, celebre-o. Enquanto ele durar, dance! E quando ele se for, seja grato pelo fato de ele ter existido. Por que dizer “nada é fundamentalmente satisfatório – nada é suficiente”? Nada pode ser feito a respeito disso. Isso é assim. É assim que a realidade é, e a realidade não vai mudar sua lei fundamental por causa de você. Ninguém pode ser exceção. Mas se isso ainda não se tornou sua própria experiência, então você terá de sofrer um pouco mais. Terá de esperar um pouco mais. Quando o entendimento surge, a esperança desaparece. Isso não significa que a pessoa se torne desesperançada; simplesmente significa que a pessoa aceita a vida como ela é, e o que quer que a vida lhe dê, ela aceita com gratidão e não se queixa”.

Se você não se conhece, provavelmente vive uma vida de equívocos.

“Se você não se conhece, está vivendo na inconsciência. E uma vida de inconsciência só pode ser uma vida de equívocos. […] Se está identificado com o corpo, seus desejos serão diferentes; então o alimento e o sexo serão suas únicas vontades, seus únicos desejos. Esses dois são desejos animais, os mais básico. […] Mas se você estiver identificado com a mente, então a mente tem muitas dimensões. Você pode estar interessado em quantas coisas puder imaginar. Mas se estiver interessado com o coração, então seus desejos terão uma natureza ainda mais elevada, mais elevada do que a mente. […] A mente é agressiva, o coração é receptivo. A mente é lógica, o coração é amor”.

E aí, deu pra apanhar um pouco? Osho bate forte ou fraco, na sua opinião?