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o modo como você faz uma coisa é o modo como você faz todas as outras.

Como você lida com as coisas grandes é como você lidará, também, com as pequenas. A atenção que damos pro pequeno mostra como cuidamos do grandioso. Não há separação, há apenas você. Nós nos colocamos pra fora em cada decisão tomada, em cada escolha de palavras, em cada sentimento expressado. Isso equivale a dizer que “se você é fiel no pouco, você também será fiel no muito”. As coisas funcionam assim.

O grande está recheado de um monte de coisinhas. Caso não haja coisinhas dentro da tal coisa grande, ela não passará de um grande vazio. E o que é um grande vazio? É nada, apenas vazio. A nossa felicidade não depende do tanto de coisas imensas que conquistamos, mas de como cuidamos dos detalhes: afinal de contas, eles é que formarão nossa imensidão.

Como você cuida das sutilezas do seu dia-a-dia? Como você celebra a existência dessas pequenezas? Se não soubermos cuidar do pequeno que nos é dado, não saberemos cuidar do grande — que pode ou não chegar. Não adianta passar uma vida inteira alimentando ilusões vazias pois nossa existência não é sobre elas. Nossa existência é sobre colecionar – com o mais amoroso desapego – coisinhas. O modo como as vivemos é o modo como viveremos as coisonas.

Um brinde às coisas pequenas. Que elas nos inundem a vida. Que nós saibamos olhá-las com afeto. Vivê-las com afeto. Sentí-las com afeto. Que não esperemos o extraordinário chegar para colocar pra fora o que há de mais belo dentro do nosso peito — que sejamos capazes de fazê-lo com o mais minúsculo acontecimento.

E tudo isso diz tudo sobre quem somos. O modo como você faz uma coisa é o modo como você faz todas as outras.

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Melhor ser feliz do que ter razão.

Já sabemos muito bem que vivemos em uma constante disputa de egos. Não sabemos perder muito bem, não aceitamos ficar por baixo e por aí vai. Ter razão automaticamente implica que alguém – exceto você – está errado. E o certo e o errado, a culpabilidade, a mania de querer estar por cima desgastam e desperdiçam nossa energia e causam conflitos e disputas babacas. O mundo já tá cheio de conflitos. Você prefere mesmo deixar seu ego mandar em você?

Melhor ser feliz do que ter razão.
Melhor ser feliz do que ter razão.

“Quando não se tem nada, não se perde nada”. Já parou pra pensar nisso? O estrago da perda se dá porque depositamos muito valor e nos apegamos às coisas e às pessoas que não são, de fato, nossas. Na verdade, não temos nada nessa vida. Pensa comigo: tudo gira em torno de dinheiro hoje em dia, certo? Já parou pra pensar que ele é um pedaço de papel que tem valor porque nossa imaginação coletiva estipulou isso? Ele não passa de uma folha impressa com valor atribuído. A maioria das coisas que acreditamos ter está associada a ele: casas, carros, celulares, roupas… Sim, eu sei que nós precisamos disso. Mas da onde vem essa superestimação pra cima dessas coisas? Nós não podemos perder aquilo que não temos. E o mesmo acontece com a razão: a partir do momento em que você opta por abrir mão de estar sempre certo, você não entra mais em atritos desnecessários. Você não pode perder o que não tem. Simples, mas complexo.

No estado da indefensibilidade, encontramos a invencibilidade, pois não há mais nada a atacar.

– Deepak Chopra

Faz sentido ficar gastando suas conexões neurais tentando provar que está certo? Tem gente que encontra sentido nisso, e tudo bem. Se você ainda gosta de ter sempre razão, procure ir mais a fundo nisso e encontrar a verdadeira causa; provavelmente você ainda faz isso pra massagear seu ego. E já sabemos que uma vida baseada em agradar o ego é uma vida rasa e cheia de ilusões. Querer impor seu ponto de vista ao mundo e fazer todos engolirem goela abaixo o que você pensa é uma armadilha – você pode expor sim sua opinião, mas não fique agarrado à crenças de “certo” e “errado”. Assim como é inútil ter apego aos bens materiais, é igualmente inútil se agarrar às opiniões do que está correto e do que está incorreto.

Sempre que se pegar querendo provar que está certo, tente se lembrar que todos os eventos da vida podem ser compreendidos por várias perspectivas diferentes, pois existem vários contextos diferentes e o seu nem sempre é o único válido. Esse exercício é bom porque também treina nossa necessidade de julgamento: se entendemos que pessoas pensam diferente e as mesmas vivem em distintos contextos, vamos, pouco a pouco, tomando consciência que é inútil e bizarro ficar julgando os outros só pelo fato de discordarem ou serem opostas a você.

O mundo precisa de mais tolerância. Se todos escolhessem ser felizes ao invés de ganharem a razão, o mundo estaria – sem dúvida – mais evoluído. Treine a si mesmo pra escolher felicidade ao invés de razão.

 

 

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Osho: 9 tapas na cara para sacudir suas crenças.

“Perguntaram a um monge Zen: “O que você costumava fazer antes de se tornar iluminado?”
Ele respondeu: “Eu costumava cortar madeira e carregar água do poço”.
E então lhe perguntaram: “O que você faz agora que se tornou iluminado?”
E ele respondeu: “Eu corto madeira e carrego água do poço”.
O questionador ficou confuso e disse: “Então, parece não haver diferença”.
O mestre disse: “A diferença está em mim. A diferença não está em meus atos, a diferença está em mim – mas porque eu mudei, todos os meus atos mudaram. Sua importância mudou: a prosa se tornou poesia, as pedras se tornaram sermões e a matéria desapareceu completamente. Agora há apenas Deus e nada mais. Para mim, a vida agora é libertação, é o nirvana”.

Depois dessa introdução tapa na cara, vim aqui trazer trechos sensacionais para que vocês também reflitam sobre essa nossa jornada. O livro do Osho que usei como base para as citações foi “A jornada de ser humano: é possível encontrar felicidade real na vida cotidiana?” (acesse aqui e compre o seu). Espero que a resposta seja sim. Vamos ao que interessa.

(Esse livro é ótimo para desfoder seu emocional; fiz um post com mais livros que têm a mesma utilidade e você pode acessá-lo clicando aqui).

Tapas na cara da vida.
Preparem o rosto.

É impossível ser humano.

“Ser simplesmente humano é impossível. Tente entender. Porque isso significa que você está dizendo: “Deixe-me apenas permanecer no processo, no meio”. O homem não é um estado, o homem é apenas um processo. […] A humanidade é apenas uma passagem, uma viagem, uma jornada, uma peregrinação. É um processo, não um estado. Você não pode permanecer humano. Se fizer um grande esforço para permanecer humano, irá se tornar inumano. Vai começar a cair. Se você não for pra frente, vai começar a escorregar pra trás… mas terá de ir para algum lugar. Você não pode permanecer estático”.

Um homem infeliz é mais egoísta que um homem feliz.

“A infelicidade torna você especial. A infelicidade torna você egoísta. Um homem infeliz pode ter um ego mais concentrado que um homem feliz. Um homem feliz na verdade não pode ter o ego, porque uma pessoa só se torna feliz quando não existe ego. Quanto mais desprovido de ego, mais feliz; quanto mais feliz, mais desprovido de ego. Você se dissolve na felicidade. Você não pode existir junto com a felicidade; você só existe quando há infelicidade. Na felicidade há dissolução. Você já viu um momento feliz? Já o observou? Na felicidade, você não existe. Quando você está apaixonado, você não existe. […] Quando eu digo para abandonar o ego, quero dizer todas as linhas de demarcação. Você não está separado da vida, você é parte dela…

A existência não lhe deve nada.

“Você espera algo e isso não se materializa: vem então um grande frustração. Você sente dor, desesperança, como se tivesse sido rejeitado pela existência. Nada disso aconteceu – tudo se deve à sua expectativa. Quanto maior a expectativa, maior será a frustração. […] A existência não tem obrigação de materializar sua imaginação. Ela nunca lhe prometeu que o que quer que você pense irá acontecer. Você considerou uma coisa como certa sem qualquer questionamento, como se toda a existência lhe devesse algo. Você é que deve tudo à existência. A existência não lhe deve nada. […] O abandono das causas é o desaparecimento de toda a sua infelicidade. Era uma projeção sua”.

A agonia existe por causa da liberdade.

“O homem é o único animal na existência que tem liberdade – e, devido à liberdade, existe a agonia. Agonia significa: eu não sei quem eu sou. Eu não sei para onde estou indo e por que estou indo. Eu não sei se, o que quer que eu esteja fazendo, eu devo fazer ou não. A questão permanece continuamente; nem por um único momento a questão vai embora. O que quer que você faça a questão está lá: Você tem certeza? Isso é realmente o que você deve fazer? Esse é o lugar onde você deve estar? A questão não o deixa nem por um único momento. […] É muito extraordinário e de um valor enorme para sua vida, para seu crescimento, que você sinta agonia, que cada fibra de seu ser sinta o questionamento, que você se torne simplesmente uma dúvida. E, naturalmente, é assustador. Você é deixado em um caos. Mas desse próprio caos nascem as estrelas“.

A juventude é cega.

“Na juventude, todo mundo acha que é um grande pintor, um grande poeta, um grande músico. A juventude é cega – é apenas a energia da natureza que está transbordando em você. E a pessoa não está preocupada com a morte; ela está muito distante. Há um certo limite além do qual ela não consegue se preocupar. Pode se preocupar com o amanhã, pode se preocupar com o depois de amanhã. […] Ela vai dizer: “Hoje é o bastante, o amanhã está próximo. Mas quem se importa com o próximo século?”. […] O futuro irá se revelar. O amanhã vai nascer do hoje. O que quer que a pessoa esteja fazendo hoje vai criar seu amanhã. Uma vez que ela saiba o segredo, não vai desfrutar apenas do aqui, vai também criar o futuro”.

A morte é uma piada.

“A morte nunca aconteceu; ela não pode acontecer pela própria natureza das coisas, porque a vida é eterna. A vida não pode terminar; ela não é uma coisa, é um processo. Não é algo que começa e termina; não tem início nem fim. […] A morte não existe; ela é uma mentira – mas parece muito real. Apenas parece muito real, mas não o é. Parece assim porque você acredita demais em sua existência separada. O fato de acreditar que você está separado da existência é que proporciona realidade à morte. Abandone essa ideia de estar separado da existência e a morte desaparece. Se sou um com a existência, como posso morrer? Comece a se sentir um com a existência, porque essa é a realidade”.

O homem gosta de criar problemas.

“As pessoas estão sempre criando grandes problemas do nada. Conversei com milhares de pessoas sobre seus problemas e ainda não me deparei com um problema real! Todos os problemas são fictícios – as pessoas os criam. Porque sem problemas elas se sentem vazias: então não há nada a fazer, nada a combater, lugar nenhum para ir. As pessoas vão de um guru a outro, de um mestre a outro, de um psicanalista a outro, de um grupo de ajuda a outro, porque, se não forem, sentem-se vazias, acham que a vida se tornou sem significado. Elas criam problemas para que possam sentir que a vida é um grande trabalho, um crescimento – e você tem de lutar muito. Por favor, olhe o que você está fazendo. Primeiro você cria o problema, depois sai em busca de uma solução. Observe por que está criando o problema; exatamente no início, quando está criando o problema, está a solução – não o crie”.

A ganância é mãe da insatisfação.

“Mas essas pessoas são gananciosas… Se você sabe por experiência própria que tudo é fundamentalmente frustrante, que tudo traz apenas uma alegria fugaz, então por que não ser feliz com o momento? Por que pedir que ele dure para sempre? Eu lhe ensino a alegria do momento. Viva o momento e, o que quer que o momento lhe torne disponível, desfrute-o, celebre-o. Enquanto ele durar, dance! E quando ele se for, seja grato pelo fato de ele ter existido. Por que dizer “nada é fundamentalmente satisfatório – nada é suficiente”? Nada pode ser feito a respeito disso. Isso é assim. É assim que a realidade é, e a realidade não vai mudar sua lei fundamental por causa de você. Ninguém pode ser exceção. Mas se isso ainda não se tornou sua própria experiência, então você terá de sofrer um pouco mais. Terá de esperar um pouco mais. Quando o entendimento surge, a esperança desaparece. Isso não significa que a pessoa se torne desesperançada; simplesmente significa que a pessoa aceita a vida como ela é, e o que quer que a vida lhe dê, ela aceita com gratidão e não se queixa”.

Se você não se conhece, provavelmente vive uma vida de equívocos.

“Se você não se conhece, está vivendo na inconsciência. E uma vida de inconsciência só pode ser uma vida de equívocos. […] Se está identificado com o corpo, seus desejos serão diferentes; então o alimento e o sexo serão suas únicas vontades, seus únicos desejos. Esses dois são desejos animais, os mais básico. […] Mas se você estiver identificado com a mente, então a mente tem muitas dimensões. Você pode estar interessado em quantas coisas puder imaginar. Mas se estiver interessado com o coração, então seus desejos terão uma natureza ainda mais elevada, mais elevada do que a mente. […] A mente é agressiva, o coração é receptivo. A mente é lógica, o coração é amor”.

E aí, deu pra apanhar um pouco? Osho bate forte ou fraco, na sua opinião?

 

 

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O que você espera da vida?

Você pode ouvir essa música ao som de “Coldplay – Lost”.

Nunca troque o você mais quer na vida pelo que você mais quer no momento.

Eu tenho pensando muito nisso. O que eu espero da vida?

(Pare de esperar pela sexta; pelo verão; por alguém que se apaixone por você; pela vida. A felicidade é alcançada quando você para de esperar por ela e faz o máximo do momento no qual está agora).

Todos nós, quando crianças, criamos a ilusão de um adulto – vou ser professora, serei médico, bombeira… Tanta coisa passa pela cabeça da gente… São tantas opções, tantos caminhos a serem trilhados; mas temos que optar por um. E não é fácil. Crescemos e vamos percebendo que o amanhã nunca chega. Nunca, nunca, nunca. Não somos nós que deveríamos esperar da vida; a vida espera da gente. Nós somos a vida. Nós somos os únicos capazes de caminhar – e o melhor (e mais assustador) é que tudo sempre só depende da gente.

Tudo bem que algumas situações fogem ao nosso controle – várias delas; mas a escolha de uma possível reação é sempre nossa. A questão é que nós somos um universo; nós podemos viver aquilo que desejamos, mas isso exige um sacrifício danado e um equilíbrio que precisa ser conquistado. Metas. A maioria de nós possui várias; mas será que todos nós escolhemos nossas ações para que possamos alcança-las? Ou ficamos esperando que, de repente, um estalo nos faça mudar? Eu confesso que muitas vezes me pego esperando esse estalo e vivo sonhando com um amanhã que nunca chega. E ele nunca irá chegar, sabe por quê? Porque nós não estamos fazendo nada para atraí-lo. A mudança está na gente, não está aí fora. E mesmo parecendo de uma simplicidade gigante, acho que essa consciência é uma das mais difíceis da vida.

Reclamamos de nossas situações e nem sempre agimos para provocar uma mudança. Vamos sempre deixando pra amanhã, pra depois. O amanhã não vai chegar, o depois não vai chegar. Você não vai chegar se você não fizer diferente hoje.

Mas como fazer diferente? Tô aprendendo também. Mas o que sei, até agora é que:

  • pequenos passos são os mais significativos; pare de tentar fazer coisas grandes sem ter o terreno bem preparado, pega leve e evite frustrações desnecessárias;
  • não pare de caminhar, vá aumentando o ritmo aos poucos e não se compare no meio do caminho com aqueles que parecem estar à sua frente;
  • pequenos sacrifícios são fundamentais para aprender a se controlar e a ser livre de você mesmo – em muitos momentos da minha vida eu tive como certo de que eu deveria fazer TUDO aquilo que minha carne desejasse; resultado: de tanto viver o hoje como se fosse o último dia, eu esqueci de trabalhar por meus sonhos e planos;
  • faça – a vida é ação pura; quando você perceber que está adiando algo importante, pare de pensar e comece a agir, chega de enrolação e vença-se dando um passo de cada vez (lembre-se de começar com coisas pequenas);
  • elimine a culpa da sua vida – muitas vezes nos culpamos por nossas ações pois elas podem parecer não condizer com as expectativas dos outros – continue mesmo assim;
  • você vai bater a cabeça, você vai sentir culpa, você vai se desesperar. Relaxa, tá tudo certo. Reinvente-se e tente observar as coisas como um todo, tire o foco do imediatismo;
  • desencane dos resultados imediatos – exercite a paciência;
  • não fuja de você aprenda a se amar;
  • acredite em você – você é capaz de ir mais longe do que imagina.

Todos os dias a gente vai descobrindo coisas novas: não fuja do que está acontecendo com você. Se está sentindo alguma coisa, é porque precisa passar por essa fase para aprender algo maior. Entregue-se a isso e tente não parar no meio do caminho.