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Cura, pressa, vida, fraqueza.

Sabe aqueles dias em que a alma está tão leve que achamos que zeramos todos os problemas e ficamos nos questionando “nossa, por que eu achava que a vida tava mal, hen?”. Há também os dias que tá tudo dando TÃO errado que a única coisa que brota na cabeça é “meu deus, o que será que tá acontecendo? cadê os dias de glória? minha vida é mesmo um trem desgovernado” e logo em seguida surge um novo dia maravilhoso e a gente esquece das coisas ruins.

Vai e volta.

E até nisso precisamos ter desapego. Não podemos achar que tudo vai ser sempre bom, pois obviamente não vai. E nem tudo vai ser ruim também. É um eterno vai e volta — eis mais um belo clichê da vida. E a gente demora muito pra entender, aceitar e acolher todas as nuances que aparecem por aí.

Talvez nem tanto assim.

Apego. Controle. Mania de perfeição e de fingir perfeição a todo custo. Nossa, como dá medo mostrar fraqueza, mostrar erros, mostrar o lado feio. Eu pelo menos tenho muito medo disso. Só mostro o que quero pras pessoas. Finjo que sou isenta de problemas. Quero agradar, quero mostrar que sou legal. A questão é que sim, eu sou legal, mas não sempre. E por que tenho tanto medo de mostrar o lado chato? Aprovação? Pertencimento? Eu sou uma pessoa altruísta, mas não o tempo todo. Sou otimista, mas não o tempo todo. Gosto de respeitar, mas nem sempre consigo fazer isso do melhor modo. E por que é tão difícil aceitar e mostrar isso? Mostrar-se imperfeito? Porque, lá no fundo, todos nós queremos ser bem vistos e queremos ser surpreendentes e extraordinários. Por que ser extraordinário? Por que querer tanto destaque? Talvez sejamos todos incríveis, mas não tanto assim e nem o todo assim. E o que há de errado nisso?

Real life sucks.

Desse modo anulamos a vida real e passamos odiar a vida real. É muito chato ser normal. O legal mesmo é ser idolatrado e amado e reconhecido e valorizado. Por quem? Pelos outros. A gente busca isso primeiro pra depois buscar o próprio reconhecimento. É difícil pra caramba sair disso. Eu ainda tô tentando. Será que vivemos nossa realidade? Será que desejamos aquilo que podemos ter? Será que estamos sendo nós mesmos? É fácil falar “eu sou eu mesmo”, difícil mesmo é ser. São muitas convenções sociais e imposições culturais. É muito ego. É muita dúvida. É muito tudo. Mas a vida real é o mais legal que podemos ter porque ela é TUDO que temos. Simples assim. A gente tem o que tem. Nada mais. Podemos até fingir, mas uma hora a coisa começa a ficar beeeeem incômoda. E graças ao divino esse incômodo vem e muda tudo de lugar. 

A cura.

Acho que cuidar disso tudo não é trabalho fácil. Demanda tempo. E sangra muito, poxa vida. Cada dia uma coisa pra ser observada. E temos que olhar sim, mas com muito amor e cuidado — não há cura sem amor. E vale dar uma desencanada também. Até na questão de se conhecer e tudo mais. Muitas vezes me pego querendo saber mais e mais e mais e mais que acabo ficando mais perdida do que antes. É bom botar o pé no freio e só viver sem pensar de vez em quando. Até nisso precisamos ter equilíbrio. E isso é algo recente pra mim (tendo a ser bem intensa nas coisas). Um passo de cada vez. Um ajuste de cada vez. Sem neura, sem tanta pressa. Senão a gente só tá substituindo uma neurose por outra. Quer gostemos ou não, estamos nesse mundo. Não dá pra saber tudo e nem pra conhecer tudo e nem pra curar tudo. Pronto. Faça poucas coisas, mas as faça bem. Acho que esse já é um belo começo. Poquito, poquito. Portanto, pega leve. Até no seu próprio autoconhecimento. Não dá pra bitolar, não. É pior, acreditem. 

sobre sentir e deixar ir - dhiman
Sinta o que você precisa sentir e depois deixe ir. Não deixe isso te consumir.

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a tal validação externa…

você respeita suas más escolhas?

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a alegria é obra tua.

A alegria é obra tua. Você a cria, você a cultiva. Ela não está fora de você e ela não depende de fatores externos pra ser real em sua vida. Ela precisa de você pra existir — apenas de você.

Nossos tempos andam cruéis em alguns aspectos. Nada vem fácil, nada parece se resolver fácil e nosso consciente coletivo está cada vez mais perturbado e crítico e pesado. Porém, levar alegria e fazê-la real em nosso cotidiano (e em qualquer espaço que estivermos) poderia muito bem ser nosso mantra.

A alegria abre espaço pra muitos sentimentos puros e verdadeiros — dela podemos extrair a paz, a calma, a gratidão. Sim, eu sei que nós temos muitos motivos para fechar a cara. Mas eu também sei que temos mais motivos para agradecer do que para reclamar.

Cada pessoa tem sua história e seu contexto, certo? Pra muitos, a vida certamente é mais complicada, enquanto que pra outros tudo flui mais facilmente, sem grandes embaraços. Não há explicação pra essa diferença e ela não deve ser mais um dos motivos pra causar destruição entre nós.

Clouded Mind : random doodling to clear my mind for a little bit.

Nós temos o que temos e nós somos o que somos. Sempre podemos evoluir, mas não dá pra ficar insatisfeito o tempo todo porque as coisas não saíram como planejado. Não brigue com sua realidade — aceite-a. E é essa aceitação que abrirá portas para energias boas e sentimentos bons.

Você não chegou onde chegou à toa. Sua vida sabe o que fazer — e se você não sabe, é hora de buscar saber mais sobre seus passos. Conscientize-se.

E sei lá, sempre que paro pra pensar nos problemas e nas insatisfações que a vida nos coloca no colo de vez em quando eu lembro de como tudo isso aqui é frágil. A vida é muito frágil e temos que ter cuidado ao manuseá-la. Não dá pra se entupir de coisa pesada porque ela não aguenta o peso. E nada disso aqui talvez seja grande coisa. A maioria dos nossos problemas não são, de fato, problemas: são invenções da nossa cabeça.

Tem gente que vive perdendo a paz porque não consegue aceitar que outros pensam e vivam diferente da forma como ela escolheu viver. E daí, sabe? A vida está tão além disso, ela ultrapassa tanto as coisas materiais e terrenas,

É óbvio que estamos aqui para aprender. É mais óbvio ainda que não dá pra ser feliz o tempo todo e nós só entendemos o significado da alegria quando conhecemos a tristeza. Nós somos duais e a vida é dual, também. E isso não é um problema: o problema é ficar se vitimizando e deixando as coisas ruins tomarem conta de você e lhe impedirem de viver a vida que você merece.

Sim, você merece a alegria e si, você consegue encontrá-la dentro de você. Quando a alegria está sustentada com acontecimentos externos ela perece rapidamente; mas quando ela vem de dentro de você ela consegue resistir muito mais.

E depois de um tempo vamos percebendo que nós somos responsáveis por toda energia que sai e volta pra nós: escolha sempre será nossa. E a gente se dá conta de que carrega muito fardo desnecessário e que se preocupa com muita coisa que não tem importância.

Quer ler mais sobre realidade? Clica aqui.

<3

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mentira, responsabilidade, realidade e ego.

Ai, a mentira! Não dá pra negar: todo ser humano, alguma vez na vida, mentiu, mente ou vai mentir para si mesmo. E embora seja um péssimo hábito, faz parte do processo de amadurecimento de cada um de nós. Quando nos damos conta de que não é possível manipular a realidade em que vivemos, tudo fica mais descomplicado.

Mulher com várias formas abstratas em seu rosto.

 

Toda mentira implica no medo da responsabilidade.

Inegável. Mentirosos mentem porque não conseguem lidar com a escolha feita outrora. Toda vez que fugimos das consequências das decisões que tomamos, estamos sendo (além de mentirosos), irresponsáveis. É difícil pra caramba tomar decisões, mas a vida pede isso da gente (nesse texto aqui falo sobre isso mais a fundo) e fazer renúncias é uma conduta que constrói nossa identidade.

Mentir é sempre uma opção. Nem sempre a verdade é bonita e atrativa, mas ela é sinal de uma mente corajosa e honesta, obviamente. Quem mente engana mais a si mesmo do que aos outros: não dá pra esconder nada de si próprio — tente e falhe, cedo ou tarde.

Toda mentira é uma fuga da realidade.

Quanta dificuldade temos em aceitar nossa realidade, não é mesmo? Vivemos manipulando aos outros e a nós mesmos porque nem sempre sabemos aceitar o que é, de fato, nosso. Porém, enquanto não abrirmos nossos olhos para aprendermos a acolher o que temos e o que somos, repetiremos padrões e ciclos constantemente. Viva conforme sua realidade (olha esse texto aqui) e busque sempre ser sincero — acima de tudo consigo mesmo.

Toda mentira é falta de consciência.

A manipulação e a enganação são bem tentadoras, mas, repito, nós sempre temos opções. Vez ou outra vamos nos pegar mentindo e em alguns outros momentos nem nos daremos conta. Não sei você, mas eu me sinto péssima quando me pego mentindo por algo minúsculo que não faz sentido algum e só serviu pra acalorar meu ego.

É interessante observar as mentiras pois elas podem indicar que não estamos presentes, que estamos sem consciência das nossas falas e que tudo está no automático. É muito fácil adquirir péssimos hábitos, e a mentira também é um hábito. Estamos muito mais propensos a mentir quando não estamos conscientes do aqui e do agora, e então, o primeiro passo é se observar e se tornar presente, concentrando-se no que está falando e selecionando falas e também pensamentos.

Tem gente que mente tanto que decide continuar mentindo só pela preguiça de explicar a verdade. E a coisa toda vira uma bola de neve, um ciclo vicioso descontrolado. Por isso, é melhor cortar esse mal pela raiz.

Toda mentira é amiga do ego.

Para e pense no motivo das mentiras que um dia você cometeu. Elas foram feitas pelo medo de destruir sua imagem? Ego. Foram feitas por vergonha de mostrar seu verdadeiro eu? Ego. Você mentiu para se livrar de alguma consequência um tanto quanto assustadora? Ego.

O ego nos leva a mentir e, infelizmente, ele faz parte da nossa natureza. Nós jamais o destruiremos, mas nós podemos conseguir, com o tempo, dominá-lo e enxergar através dele.

Temos impulsos e agimos e falamos coisas irreais para nos defender, mas, na moral, ninguém merece ouvir mentiras. Que coisa chata! Das mais cabeludas às mais simples: é uma opção, e todas as opções têm consequências. Você precisa apenas lidar com elas.

Ninguém é mais que ninguém.

Algumas mentiras têm o propósito de ferir, outras de esconder e outras ainda de se colocar num patamar de superioridade. Nosso direito acaba assim que o do outro começa. O outro não merece ouvir mentiras só porque temos uma imagem a zelar. Ninguém é mais que ninguém — e mesmo sabendo que muita gente apela e faz aguçar aquela vontade de contar mentiras só pra colocá-las em seus devidos lugares, calma: cada um prestará contas de seus atos. 

Você acha que vale a pena mentir para poupar alguém de sofrer? Me conta sua opinião nos comentários 🙂

 

 

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Depois de um tempo…

Depois de um tempo você percebe que só quer realidade, mesmo.
Sem paixões forçadas, sem cobranças desnecessárias e sem ilusões pesadas.
Você compreende que é melhor encarar. Mesmo se doer, mesmo se machucar. Não adianta perder energia tentando controlar o que não tem controle. Adianta mais gastar forças tentando dar o seu melhor do que ficar lutando contra forças invencíveis que funcionam sem seu consentimento.

Depois de um tempo você percebe que a realidade é melhor que a ilusão.

Você quer paz. Você quer realidade.

A verdade é que a gente cai na real e se dá conta que não dá pra viver esperando, esperando, esperando, esperando. Tem gente que esquece que a vida é aqui, é agora e é efêmera demais pra tentar possuir qualquer coisa que seja. Nós não possuímos absolutamente nada. NADA. Nem nosso corpo é nosso. Você aprende a construir valores reais e profundos.

Você desiste de tentar seguras as coisas.

Você aprende que é melhor deixar as coisas livres. Deixar voar, deixar ir embora, deixar voltar, deixar ficar e deixar ir novamente. Não importa. Você começa a entender que tudo bem não ser do jeito que planejou e ilusionou. A realidade é bem mais gostosa do que qualquer invenção que possamos criar. Ainda que seja cruel.

Você finalmente entende que não dá pra segurar nada.

E não dá mesmo. Não tem como. Melhor enfrentar e soltar. Dá menos trabalho do que ficar se culpando e se cobrando por não ter o que não é seu. Aliás, você para de desejar o que não se encaixa na sua vida.

Você simplesmente aceita.

Aceita que o tempo passa, que as pessoas mudam, que não dá pra voltar atrás. Você, inclusive, faz o melhor que pode ser feito agora e se preocupa menos com a possibilidade de ser apenas mais um momento passageiro. Todos são, tudo vai embora, mais cedo ou mais tarde. E tudo bem,

Você prefere a verdade.

Nós sabemos que ela pode ser bem dolorida. Mas mesmo assim é melhor enfrentá-la. Ainda que o mundo vire de ponta cabeça. Só quem já se enganou sabe como é desesperador viver com quem não tem a verdade como princípio. Por mais que seja difícil dizer adeus pra alguém, você passa a selecionar com mais critério quem fica e quem vai. E não dá pra abrir espaço pra quem tem trato com a mentira. Sem contar que a gente aprende que não dá pra mentir pra si mesmo. Você se permite viver a verdade, a sua verdade. Você decide ser mais transparente e tanto faz se não gostarem.

Você não ultrapassa seus limites por qualquer um e nem por qualquer coisa.

Respeito por si próprio é algo que nós construímos. É depois de quebrar muito a cara, de se culpar muito e de viver sendo controlado por outras pessoas que aprendemos a dar valor pra quem somos. Não dá pra abrir mão de si mesmo só pra que outros se sintam confortáveis.

Você se prioriza.

Deixe que pensem o que quiserem. Julguem como bem entenderem. Você percebe que ligar e ouvir o que todos dizem pode ser um grande atraso. E não há tempo para voltar atrás.

 

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Viva conforme sua realidade.

Acredito que a maior parte de nossas frustrações ocorrem porque não sabemos aliar nossos desejos à realidade. Muitas vezes desejamos coisas absurdas pelo simples fato de que viver iludido é mais fácil do que encarar o que de fato é real. Sem dúvida podemos mudar nossa realidade; mas em todas precisaremos abraçar o que é nosso – e não o que desejaríamos que fosse.

 Todos somos diferentes e iguais ao mesmo tempo.

Tudo pode ser bom – depende só do ponto de vista!

Sabe aquele papo de que tudo possui pelo menos dois lados? Ele é muito real, mesmo. Nenhuma história possui apenas uma versão e o mesmo acontece com os baixos da vida. Quando não estamos em nossas melhores fases nos voltamos pra dentro e tentamos, de um jeito ou de outro, entender o que está se passando, e a partir do momento que nos entendemos, vamos tentando achar a cura. O processo da cura nem sempre é tranquilo e calmo – ele tende a ser turbulento. Mas, como dito, vai depender do seu ponto de vista, também. Você sempre tem duas opções: se achar um coitado, vítima da vida, ou tentar tirar proveito da ocasião. Mas proveito de que? Do que está acontecendo aí dentro, poxa vida. “Toda vez que falta luz, o invisível salta aos olhos”.

Não domine o caos, veja através dele.

Uau. A gente gasta uma energia desgraçada tentando dominar coisas. Pare pra observar. Nós sabemos ser bem ingratos com a vida, sempre desejando o que não temos, alegando que nada está bom. O mundo material é caos puro; são poucas as coisas que podemos controlar, e embora tenhamos vontade de fazê-lo com tudo e todos, só podemos, de fato, dominar o que está dentro da gente (fiz um post bem bacana falando sobre isso aqui). Que tal tentar gastar sua energia tentando treinar seu olhar e sua consciência para aceitar o fato de que somos responsáveis apenas pela forma que encaramos a vida? O que os outros pensam, sentem, desejam não diz respeito e não precisa fazer sentido pra gente. Pare de tentar dominar e até mesmo de impedir as bagunças da vida; aprenda a enxergar além de cada confusão em que se ver metido.

Tenha orgulho em ser você.

Podemos ter milhões de defeitos, isso é fato. Mas também temos singularidades e qualidades maravilhosas. Já parou pra pensar que, mesmo sendo super iguais, somos extremamente únicos? Sempre teremos algo que nos diferenciará de todos. Você faz algo excelente do seu jeitinho, e outra pessoa pode fazer algo excelente de outro modo. Isso é lindo. Não precisamos viver de competição; viver criticando os outros ou a nós mesmos e nem julgando ou culpando: todos temos qualidades impressionantes – trabalhe nelas! E os defeitos, como dizia Clarice, podem até ser feios, mas também podem ser a razão pra você sustentar esse corpão e essa alma toda. Esqueça aquele papo de ser único, de ser raro – todos somos raros e ao mesmo tempo ninguém é (até porque se todos são, automaticamente ninguém é). Contraditório e confuso, mas faz sentido.

Cuide do que é seu.

O que temos vai sendo transformado durante a vida. Algumas coisas perdem importância, outras ganham valor e assim seguimos a caminhada. A gente muda o tempo todo e a realidade vai sendo ajustada conforme nossos ideais interiores. Lembre-se de nunca podemos perder nada, nada do que realmente importa pode ser levado da gente. O ser humano é possessivo e gosta de ter, ter, ter, ter. Não estamos falando disso, ok? Me refiro mesmo ao que faz sentido pra sua alma. Seus dons, suas virtudes, sua identidade, sua essência, sua consciência. Cuida de tudo isso com afeto. Ninguém, além de você mesmo, pode acabar com isso.

Encontre pequenas realizações na rotina.

Rotina. Palavra que causa arrepio em muitos. Você não precisa necessariamente sair da rotina para sair dela, me entende? Não? Calma que eu explico. Mude as pequenas coisas – pequenas. Vamos supor que você assista tal programa de TV todo dia, comece assistindo outro. Você come ovos fritos todo dia? Faça um ovo cozido pra variar. Pequeninices, percebe? Vá se expandindo sempre que possível; faça pequenas coisas, mas tente fazê-las bem. E além de incluir pequenas modificações na sua rotina, tente encarar o velho como algo novo – sim, isso não é fácil porque exige muito treino, mas se você quiser mesmo, você consegue. Que sair da rotina seja sua nova rotina, se assim desejar.

E por fim… É tudo questão de aceitação.

E é mesmo. A gente economiza muita atividade cerebral quando decide se alinhar com o nosso verdadeiro ser e deixa de gastar pensamentos e sentimentos pensando no que poderia estar sendo, fazendo ou vivendo. Você tá aqui agora, ponto. Nenhuma conquista e nenhuma mudança ocorrem só com nosso desejo – temos que batalhar. Se você quer estar em outro lugar, lute por isso e tenha paciência. Não viva com a cabeça lá na frente, concentre-se no que passo que você pode caminhar hoje pra chegar lá amanhã.

Aceitar sua realidade de agora não significa que ela será pra sempre a mesma. Nós confundimos muito isso: negamos a aceitação com medo de que seja sempre igual e de que nos acomodemos, mas não é bem por aí. Aceitar é abrir portas para transformações (mais do que podemos imaginar). Aceita. Quando aceitamos, nos transformamos; quando nos transformamos, o mundo se transforma com a gente – mesmo que tudo continue igual.

 

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Ninguém merece ser só mais um bonitinho.

Do que você tem se alimentado? Não. Não quero saber da comida que você consome, mas sim dos valores que tem buscado regar dentro de você. O que realmente tem feito diferença na sua vida? O que é essencial pra você?

Ninguém merece ser só mais um bonitinho.

Sei que você já deve ter parado pra pensar nisso. Mas pensa de novo. O que você tem consumido? Tem muita gente ficando doente porque só consome ilusão. O que você põe pra dentro é o que você solta pra fora depois – a gente dá o que a gente recebe, e vice-versa. É um ciclo vicioso: quanto mais você se alimenta do que não presta, mais vazio você se sente.

Nunca tivemos tanto acesso à informações do jeito que temos hoje. Vamos trazendo pra nossas vidas coisas que são extremamente fúteis e que não são compatíveis com nossa realidade. Consequentemente, vivemos na era da frustração e da ansiedade. Não nos sentimos bons o suficiente, bonitos o suficiente, ricos o suficiente. É uma comparação sem fim e sem vencedores. Quando foi que passamos a idolatrar tanto o que vem só de fora? Quando foi que nos esquecemos que somos meros mortais e que o que realmente importa geralmente são coisas simples e pequenas que estão diretamente relacionadas ao que cultuamos por dentro? Sei lá. Óbvio que cada um tem sua própria substância, mas tá realmente chato viver de aparências. Quando parece que a coisa vai melhorar, só piora.

Eu tenho muito claro na minha mente uma coisa: eu vou morrer, caramba. Todos nós vamos, aliás. Não somos indestrutíveis. Então por que diabos eu vou ficar perdendo meu tempo com frescuras? Por que vou ficar ocupando meu tempo com o que não posso ter ou que simplesmente não se enquadra na minha realidade? Pensar na morte é uma ótima estratégia para te lembrar de como você quer viver sua vida – eu faço muito isso; diante da morte todas as coisas fracas perdem o sentido.

A gente se preocupa muito com os outros. A gente se importa muito em causar boas impressões – observe como somos forçados a colocar um sorriso na cara mesmo sem vontade. Estamos constantemente sendo lembrados que precisamos colocar máscaras para encarar a sociedade: ninguém é obrigado a aguentar teu  humor, tua sinceridade, tua cara fechada ou seja lá o que for. Em compensação eles são obrigados a algo pior: aguentar tua falsidade. Que bela troca, humanidade

Somos muito mimados, esse é outro ponto. Queremos o mundo a nossos pés e queremos que todos nos agradem – e por isso nos cobramos tanto para agradar também. Ninguém tá aqui pra nos agradar. Ninguém merece ser só mais um bonitinho. Livre-se da culpa e da obrigação de mostrar ao mundo o que você não é. Sua identidade não está nas roupas que você usa ou na maquiagem que você passa na cara . Entenda a sutil diferença entre poder e dever: você pode fazer o que você quiser – inclusive usar roupas massas e passar muita maquiagem na cara – mas você não deve fazer isso apenas por uma imposição besta.

O preço de qualquer coisa é a quantidade de vida que você troca por isso.

– Henry David Thoreau

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Pare de se importar com o que não é da sua conta.

Distrações não faltam em nossas vidas. Convivemos com pessoas diferentes e enfrentamos situações únicas todos os dias. Evitar carregar fardos desnecessários é uma grande conquista, e aprender a deixar pra lá o que não é de nossa conta é fundamental para alcançarmos uma vida mais leve.

 Nuvem chovendo.
Deixe ir o que não lhe pertence.

Deixe quieto o que está fora de seu controle.

Não podemos controlar muita coisa nessa vida. Muitos eventos vão acontecer mesmo que nós torçamos para que o oposto ocorra. Nós nos descabelamos e insistimos em algo que foge da nossa responsabilidade. Resultado: frustração, energia desperdiçada, cansaço e ansiedade. Muitas dessas vezes escolhemos carregar um fardo que não é nosso; mas em outras circunstâncias a sociedade nos impõe pressões que não nos competem. Lembre-se: não somos obrigados a nada – não faça nada para agradar, nem para provar seu valor. Tente amenizar a importância que você concede à opinião alheia – tente! Vá aos poucos livrando-se do excesso de peso que vem carregando; saiba renunciar (leia mais sobre isso aqui), saiba dar valor ao que realmente faz sentido pra você. O medo é gigante, mas dê-se essa oportunidade. Canalize suas energias para as ações que lhe competem; abstraia o resto.

Saiba diferenciar o que você pode ou não controlar.

Nós só conseguimos viver com leveza quando aprendemos a deixar de lado o que está fora de nosso alcance. Isso evita muito sentimento negativo dentro da gente, tais como culpa, angústia, ansiedade e tantas outras emoções. Nós podemos controlar aquilo que diz respeito ao que somos: nossas opiniões, metas, desejos, medos, desconfortos… Todas essas esferas são influenciadas por nós e construídas por nós – ninguém tem a ver com isso! Somos responsáveis pelo caráter e pelas virtudes que escolhemos edificar; e sim, tudo isso está dentro da gente. Mas o que está fora não pode ser controlado: não escolhemos nossa família, nossa genética, nossa herança; ademais, não controlamos o pensamentos e opiniões de outras pessoas também. Elas, assim como nós, não são obrigadas a nada. Você adquire uma tendência enorme de criticar os outros quando passa a querer tomar conta do que não é da sua alçada. Livre-se desse peso – ele só te puxa pra baixo.

Encare a realidade.

O universo – e tudo o que está dentro dele – não existe para satisfazer seus desejos. Na maioria das vezes você vai ter que ralar muito pra chegar onde deseja. Ao encarar a realidade, você evita viver uma vida de ilusões e de falsas expectativas. As coisas são como elas são. Você sempre pode mudar sua forma de lidar com o mundo, mas não espere que o mundo e as pessoas mudem para você – está totalmente fora do seu controle. Você jamais poderá alterar fatos, mas poderá sempre alterar sua maneira de encará-los (clichê, eu sei, mas é de grande valor). Sempre haverá uma saída – e essa saída sempre estará em você. Acredite – funciona mesmo.

Não guarde raiva daqueles que agem errado.

Ao depararmos com injustiças, muitas vezes, nos enchemos de raiva e ódio. Isso acontece muito comigo – muito mesmo. Quando vejo pessoas fazendo coisas destrutivas pra outras vidas sinto uma revolta gigante dentro de mim e logo nasce um desejo de vingança colossal. Porém, só faço mal a mim mesma quando cultivo esses sentimentos. Claramente não seria legal sermos pessoas insensíveis, mas saber sentir corretamente também é um aprendizado. Outra vez, repito: não podemos controlar as atitudes alheias; podemos controlar apenas nossa reação diante delas.

Só sentimos raiva dos insensatos porque transformamos em ídolos as coisas que eles tiram de nós.

– Epicteto

O que é importante pra você?

A partir do momento em que está bem definido dentro de você o que realmente lhe importa, fica muito mais fácil enxergar onde sua energia deve ser lançada. Se ansiamos e damos importância ao que está fora de nosso campo de atuação colheremos efeitos destrutivos. É sempre bom fazer um balanço e desprender-se do que já não lhe diz respeito. Não carregue fardos em excesso.

Manter sua vontade em harmonia com a verdade e preocupar-se com o que está além de seu controle são princípios mutuamente exclusivos. Enquanto estiver absorvido por um deles, você irá obrigatoriamente negligenciar o outro.

– Epicteto

 

 

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Encontrando sua real identidade.

Quanta coisa acontece dentro da gente com o passar dos tempos. Vamos nos conhecendo e percebendo que uma vida inteira não seria suficiente para aprender tudo; afinal de contas, o conhecimento é inesgotável.
Construímos uma autoimagem e uma identidade de nós. Mas e quando não nos enxergamos mais do mesmo jeito? Por que é tão difícil se desapegar desse “eu” antigo e partir em busca de outro? A realidade nem sempre é bonita, mas é ela quem nos leva de volta pra gente.

Não deseje nada além do que você é, e tente fazer isso com perfeição.

– São Francisco de Assis.

1. Não confunda identidade com autoimagem.

Elas estão conectadas entre si, mas são bem diferentes. A autoimagem está relacionada com a identidade que formamos com aquilo que está fora de nós, que é externo ao nosso eu: podem ser situações, pessoas ou objetos. Quanto mais nos identificamos com algo, mais almejamos aquilo: por exemplo a busca pelo dinheiro ou pelo corpo perfeito – é uma busca externa que ocorre porque vemos sentido naquilo e aceitamos e acreditamos que, de fato, essas conquistas podem e vão nos fazer felizes. A autoimagem é sedenta de aprovação. E quanto mais ansiamos por ela, mais frustrados ficamos frente às desaprovações. Porém, a identidade atrelada à autoimagem está relacionada aos eventos externos – e nós bem sabemos que tudo o que é externo a nós uma hora perece.
Quando a identidade está relacionada com a essência do ser, tudo isso perde valor. A verdadeira identidade – que vem do nosso interior – não depende de aprovações alheias para se sustentar, não pode ser limitada e pode lhe trazer harmonia pra vida.

Autoimagem e identidade.
Foto de Paul Apal’kin.

2. Nós atraímos o que desejamos.

Quando estamos conscientes de nossa identidade, ficamos alinhados e harmoniosos. Quando sabemos quem somos e pra onde queremos ir, trazemos à tona nossos desejos mais sinceros e coerentes. Quando perdidos, qualquer coisa serve, qualquer caminho está bom. Mas não é gostoso viver sentindo vazio, sentindo o tempo todo que escolheu o caminho errado.
Quanto mais nos conhecemos e quanto mais aceitamos nossa real identidade, mais satisfeitos vivemos, pois nossas ações e escolhas estarão alinhadas com os relacionamentos e as circunstâncias que a vida traz. Quando você conhece sua real identidade, você retoma o controle da sua vida. Quanto mais controle temos de nossas próprias ações, mais balanceados estaremos com nossos anseios: acabaremos por atrair nossos reais desejos (e não mais qualquer coisa).

3. O ego é nossa fuga quando não nos reconhecemos.

Observe: sempre que estamos em uma fase de crises e de falta de identidade, fazemos do ego nosso porto seguro; pautamos nossas decisões e escolhas de acordo com fatores externos, totalmente inseguros e desesperados. Não sabemos que caminho seguir e, por isso, pegamos qualquer atalho que pareça conveniente na hora. O ego é mega inseguro: ele é movido por aprovação e poder, e geralmente provoca um bem estar que vai embora em um piscar de olhos. Ele não é autêntico, não é forte o suficiente pra aguentar os baques e é medroso demais – prefere permanecer no conforto por medo de desaprovação; opta por não se arriscar porque morre de medo de fracassar.

Uma pessoa autorrealizada é alguém que não precisa de aprovação e está liberto tanto de críticas quanto de elogios, alguém que não se sente superior ou inferior a qualquer pessoa, alguém que sabe como é agir em destemor porque não está apegado às influências de situações, circunstâncias, acontecimentos e relacionamentos.

– Deepak Chopra

4. Consciência e desapego são as chaves da mudança,

Para construir uma identidade sólida você precisará da consciência. Aprenda a se observar e a ser um cientista de seus sentimentos e pensamentos.
Quando éramos menores, tínhamos crenças diferentes das que temos hoje. E libertar-se desses valores é muito difícil pra várias pessoas. Por isso o desapego é importante, mas não me refiro apenas ao desapego material, e sim ao desapego de uma identidade que não é mais nossa. O seu “eu” antigo precisa ir embora, mas você precisa deixá-lo partir. Não é tarefa fácil, é desconfortável e doloroso. Porém, quando entendemos que precisamos dessa limpeza de nós mesmos e nos permitimos, vamos entendendo a importância desse desapego. Você não é mais a mesma, e tá tudo bem. Não fique presa ao que era: aceite quem é agora.

5. A realidade não é sua inimiga.

É muito mais fácil encontrar sua identidade quando você aceita sua realidade. Se você vive fugindo de você mesmo e da vida que você tem, como quer se achar? Nossa sociedade nos bombardeia com irrealidades e ilusões, isso é fato. Queremos provar pros outros nosso valor, mas isso é cilada. Você é seu próprio juiz de valor e sua missão nessa terra é encontrar a infinitude dentro de você, e não fora. Quando isso se tornar legítimo para você, todas as competições acabarão. Você é o que você é. Concentre-se nisso e abrace sua verdadeira identidade.

Ninguém pode ser escravo de sua identidade: quando surge uma possibilidade de mudança é preciso mudar.

Elliot Gould

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Lições que a morte nos ensina sobre a vida.

O medo da morte vem do medo da vida. Um homem que vive plenamente está preparado para morrer a qualquer momento”.

– Mark Twain

Seres humanos são os únicos animais capazes de pensar e imaginar a própria morte. Desse modo, acabamos transferindo esse medo pras nossas vidas – e muitas vezes esquecemos de viver, de fato.

A morte chega mas ela nos ensina.
A morte chega.

Muitas reflexões feitas nesse post são frutos das várias lições que aprendi com o livro “A sutil arte de ligar o foda-se” de Mark Manson (clique aqui pra comprar). Falei sobre ele nesse post aqui também, onde trago dicas de livros que podem te ajudar a desfoder seu emocional (a seleção de livros tá bem bacana).

Por que você se importa tanto com a morte se ainda tem tanto medo de viver?

MANO, VOCÊ VAI MORRER. Nada vai mudar isso. Então por que razão você sucumbe à vergonha? Ao medo? Às inseguranças? Aos outros? O que você tem a perder se tudo não passa de vários nadas? Vários nadas, tá entendendo? Muitas coisas que existem no mundo não passam de uma criação da imaginação coletiva. Você não precisa se desgastar tanto por causa de acontecimentos medíocres da sua vida. Para e pensa um pouquinho: seus problemas são realmente problemas?

Por que você ainda tem medo de viver? De ser você? Do que os outros vão pensar? Vá atrás dos teus sonhos, vá amar as pessoas, vá fazer o bem. Se a vida é tão curta, agarre essa oportunidade. Dance, cante, grite, cuide de você, ame, faça acontecer. Pare de enrolar e corra atrás dos seus sonhos. VOCÊ NÃO TEM NADA A PERDER. Quanto mais você adiar as dores e os desconfortos, mais perto da morte (mesmo que não física) você está. A gente vai sofrer, vai chorar, vai querer desistir, vai sentir raiva e mais uma caralhada de emoções negativas. Escolha viver mesmo assim.

Não viva achando que você é imortal.

Muita gente acha que não vai morrer mesmo sabendo que vai. Como? Elas sempre acham que outra oportunidade vai simplesmente cair no colinho delas. Eu vivi assim por muito tempo.
Quando comecei a me conhecer e a aceitar mais a vida como ela é, os outros como são e eu como sou, comecei a fazer as coisas acontecerem. Eu fui fazer as danças que eu queria; pedi demissão do emprego que eu achava que era a única coisa que eu sabia fazer; criei coragem para seguir minhas paixões; falei não pra muita gente que só sabia ouvir sim da minha boca e o mais importante: EU PERDI O MEDO DE ME ESCUTAR. Eu nunca acreditei muito em mim, mas eu fiquei cansada disso. Decidi dar uma chance pra única pessoa que pode mudar minha vida: eu.
Quando somos jovens corremos o risco maior de acreditar que a morte é uma coisa fora da realidade. Cuidado.

Bruxa tentando criar poção da imortalidade.
Não adianta insistir: a poção da imortalidade não surte efeito e é prejudicial à saúde.

A sua vida não é diferente da vida de ninguém ( ou vulgo: nem você e nem eu somos tão especiais assim).

A gente sempre acha que com a gente as coisas sempre serão diferentes. Mas não: ela é igual pra todo mundo. E na verdade isso não importa. A vida não precisa ser diferente pra ser maneira. A vida precisa ser vivida à sua maneira pra fazer sentido. E geralmente nos damos conta disso em fases de autoconhecimento e autoaceitação. Começamos a perceber que nada cai no colo; que alguns “nãos” que falamos são irreversíveis; que algumas oportunidades não voltam mais; que vamos ter que responder por todas as escolhas mais cedo ou mais tarde; que ninguém poderá decidir pela gente e mais uma porrada de coisa. E o mais interessante: a gente percebe que é assim com todo mundo e que ninguém é tão diferentão assim.

A morte nos ensina que somos todos iguais.
Essa mulher é tão comum quanto você.

Cuidado com o medo de ser igual a todos.

Não sei o motivo pelo qual temos grande ambições com o tal do reconhecimento. A gente fica idolatrando pessoas (algumas realmente merecem) e sonhando com coisas insignificantes. Pra quê? Quando a gente morrer iremos perder tudo. Tá, é legal viver uma vida confortável. Mas é um verdadeiro inferno quando isso passa a ser sua única meta na vida e se transforma em uma competição desenfreada pra chegar sei lá onde.
A verdade é que a gente quer ser diferente – todos nós queremos – e isso acaba nos deixando mais iguais ainda. Ninguém é tão especial assim. O motivo pra isso é simples: somos iguais, temos problemas parecidos e a maior parte da vida de todo mundo é meio medíocre e confusa.

Você não precisa ser extraordinário.

Extraordinário, de acordo com o dicionário, é aquilo que foge do usual ou do previsto; que não é ordinário; fora do comum. E nossa sociedade tem a crença enraizada de que precisamos sair do comum pra sermos felizes; que nós precisamos fazer coisas incríveis e viver uma vida memorável para sermos extraordinários. Escutamos isso (ainda que sublinearmente) o tempo todo de celebridades, por exemplo. E quando percebemos que vivemos uma vida corriqueira, o medo, o desespero e a frustração fazem morada no seu peito. ARRANCA ELES DAÍ AGORA! Você não precisa ser extraordinário pra viver uma vida incrível.

Olha a ironia: se todo mundo fosse extraordinário, na verdade, ninguém o seria.

Quanto mais extraordinário você se acha, mais acomodado você se torna. As pessoas com a consciência de que são comuns são as mais incríveis porque elas estão sempre buscando melhorias na vida pois, lá no fundo, já aceitaram a condição de que não dá pra saber tudo nessa vida. Elas sabem e aceitam que não sabem de nada.
(Você até pode saber de algumas coisas e ser muito bom em executá-las, mas o bom sábio aceita que sempre há muito chão pela frente).

Cuidado pra não se colocar acima dos outros.

Afinal de contas, somos iguais (todos iguais, todos iguais, uns mais iguais que os outros). A vida de todos tem o mesmo destino: a morte. Quando você acha que seus problemas são maiores que os dos outros, que sua dor é mais preocupante, que você é um coitado, ou que sua vida é maravilhosa porque tem determinado padrão, você cai na armadilha de se achar mais especial que os outros e está sendo narcisista.
Não somos mais e nem menos especiais que os outros. Temos vidas, pensamentos, crenças e aspirações diferentes, mas estamos no mesmo nível. Na verdade não existe nível. Na verdade a gente vai morrer mesmo e não vale a pena se classificar e se comparar. É PERDA DE TEMPO.
Seria muita arrogância acreditar que você é merecedor de grandezas e maravilhas e os outros não.
Você já é um ser fenomenal. Não porque você se formou na melhor universidade, ou tem o melhor cargo ou as melhores roupas ou tem muito sucesso. Isso não faz ninguém ser mais ou menos incrível. Todos nós somos incríveis e grandes pelos valores que construímos e pelas escolhas que fazemos dia após dia.

Menina brava com pessoas que ficam se achando.
Coloque-se no seu lugar, caramba.

O comum é comum por um motivo.

O comum faz sentido, meu povo. Ele não tá aí de bobeira, não. Nós que criamos rejeições pra cima do coitado. Ter uma vida comum é legal também. Se você não acredita nisso você está automaticamente afirmando (mesmo que inconscientemente) que sua vida é mais irada do que a vida das pessoas que optaram por uma vida comum. E novamente: nossas vidas não são assim tão especiais pra estarem acima da vida de outros.

A negação da morte.

Oprah chorando e negando.
Pode chorar mas eu não volto pra você. Assinado: vida.

Sabe por que nós queremos tanto imortalizar o que fazemos? Sabe o motivo pelo qual queremos tanto viver uma vida extraordinária e tememos tanto a morte?
Porque queremos deixar um legado. E queremos deixar um legado pra imortalizar quem somos. E queremos imortalizar quem somos porque negamos a morte. Negamos a morte porque temos medo. Temos medo porque parte de nós quer construir um “eu” que viva para sempre.

O mundo é um grande projeto de legados. Quem construiu cidades, instituições, empresas… fez isso com intuito de repassar seus valores através de obras “imortais”. Todos nós temos um desejo inato de nunca morrer. Queremos defender nossos valores a qualquer custo e quando vemos que outro grupo tem um projeto de imortalidade que colide com o nosso, surtamos (lutas, revoluções, matanças e guerras são frutos disso). Digo os valores porque são eles que sustentam nosso desejo de construir um legado: queremos repassar nossos valores e ideologias.
Pra fundamentar nossos valores de modo mais livre, precisamos aceitar que a morte é inevitável e que tudo bem levar uma vida comum.
O que você vai deixar pra trás?

O medo impulsiona as pessoas a se importarem demais, porque se importar com alguma coisa é a única forma de se distrair da realidade implacável da morte. E estar pouco se fodendo para tudo é alcançar um estado quase espiritual de aceitação da efemeridade da própria existência. Nessa condição é muito menos provável ser dominado por várias formas de arrogância.

– Mark Manson

 

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Crônicas do Cotidiano

Pare de tentar se encaixar onde você não se vê refletido.

Você pode ler esse texto ao som de “Criolo – Ainda há tempo”.

Viver é uma grande incógnita. Nascemos em um contexto e vamos nos moldando de acordo com suas normas e rotinas. Sempre gostei de ver o contexto de outras pessoas. Já parou pra pensar na diferença de uma criança nascida aqui e outra nascida no outro lado do mundo? São crenças totalmente diferentes, comportamentos opostos e perspectivas inusitadas. E é tão gostoso enxergar isso. Existe vida fora da nossa vida, sabe? E é importante estourar a bolha vez ou outra.

Depois que estamos inseridos em uma sociedade, vemo-nos cobrados a seguir seus preceitos. Mas as vezes esses preceitos são tão insignificantes pra nós que acabamos por ter que engoli-lo à força. E isso desce rasgando a garganta. Você consegue passar um tempo fazendo isso, mas uma hora seu corpo pede arrego – ou melhor, sua alma o pede. Nem todo mundo consegue viver uma vida que não é sua; não dá pra viver pelos outros o tempo todo. E daí surgem as crises.

Muita gente ignora as crises sem saber que elas só estão acontecendo porque precisamos aprender algo. Elas indicam que algo dentro da gente não está bem; algo precisa ser feito para restabelecer nosso equilíbrio e isso não dá pra ser ignorado. Não dá mesmo. Você pode até tentar se enganar e dizer que é só uma fase, um pensamento indecente. Mas raramente é. A vida é provocadora – e é por isso que ela é tão maravilhosa. Nós podemos fugir de várias coisas, mas ninguém escapa de si próprio – e nós somos vida. Não se foge da vida.

Pare de tentar se encaixar onde não se vê refletido.
Você é o universo.

É difícil abandonar quem você era pra se tornar quem é. É difícil aceitar que tudo tem consequência – até as minúsculas atitudes têm. Mas é mais saudável se ouvir do que viver tentando se encaixar em algo que não te reflete. O estrago é bem maior quando você tenta viver uma vida que não é sua. Escute sua intenção. Tente procurar o seu próprio caminho. É tentador seguir os passos dos outros – afinal, a trilha está feita e alguém já descobriu os perigos que se escondem nela; ou seja, menos trabalho pra você.
Mas você trocaria autenticidade por felicidade?

Pare de tentar se encaixar onde você sente que não se enquadra. Se quiser, tente mais uma vez. Mas coloque-se em primeiro lugar. Precisamos priorizar nossa saúde mental. Quanto mais você empurra um molde que não é do seu tamanho, mais você se prejudica e se diminui.
As pessoas podem ficar decepcionadas com você; mas tudo bem. Só você vai responder pela sua vida lá na frente. No começo vai dar vontade de voltar atrás. Mas resista. Não troque autenticidade por facilidade; não troque seus valores pelos valores de outros.

Há tantas formas de viver! Não existe apenas uma correta, não – vão te dizer que sim, mas daí tente se lembrar dos outros contextos. A realidade é diferente pra todo mundo. Tente encontrar a sua e seja fiel ao seu espírito e à sua mente. Se as pessoas se ouvissem mais e parassem de viver tanto pra fora, elas estariam menos perdidas. Não se faz nada bem quando se está perdido.
Quando mais você deixar pra lá e ficar se forçando a fazer o que não aparenta ter nenhum sentido pra você, mais será demorada sua jornada em busca de você mesmo.

 

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Osho: 9 tapas na cara para sacudir suas crenças.

“Perguntaram a um monge Zen: “O que você costumava fazer antes de se tornar iluminado?”
Ele respondeu: “Eu costumava cortar madeira e carregar água do poço”.
E então lhe perguntaram: “O que você faz agora que se tornou iluminado?”
E ele respondeu: “Eu corto madeira e carrego água do poço”.
O questionador ficou confuso e disse: “Então, parece não haver diferença”.
O mestre disse: “A diferença está em mim. A diferença não está em meus atos, a diferença está em mim – mas porque eu mudei, todos os meus atos mudaram. Sua importância mudou: a prosa se tornou poesia, as pedras se tornaram sermões e a matéria desapareceu completamente. Agora há apenas Deus e nada mais. Para mim, a vida agora é libertação, é o nirvana”.

Depois dessa introdução tapa na cara, vim aqui trazer trechos sensacionais para que vocês também reflitam sobre essa nossa jornada. O livro do Osho que usei como base para as citações foi “A jornada de ser humano: é possível encontrar felicidade real na vida cotidiana?” (acesse aqui e compre o seu). Espero que a resposta seja sim. Vamos ao que interessa.

(Esse livro é ótimo para desfoder seu emocional; fiz um post com mais livros que têm a mesma utilidade e você pode acessá-lo clicando aqui).

Tapas na cara da vida.
Preparem o rosto.

É impossível ser humano.

“Ser simplesmente humano é impossível. Tente entender. Porque isso significa que você está dizendo: “Deixe-me apenas permanecer no processo, no meio”. O homem não é um estado, o homem é apenas um processo. […] A humanidade é apenas uma passagem, uma viagem, uma jornada, uma peregrinação. É um processo, não um estado. Você não pode permanecer humano. Se fizer um grande esforço para permanecer humano, irá se tornar inumano. Vai começar a cair. Se você não for pra frente, vai começar a escorregar pra trás… mas terá de ir para algum lugar. Você não pode permanecer estático”.

Um homem infeliz é mais egoísta que um homem feliz.

“A infelicidade torna você especial. A infelicidade torna você egoísta. Um homem infeliz pode ter um ego mais concentrado que um homem feliz. Um homem feliz na verdade não pode ter o ego, porque uma pessoa só se torna feliz quando não existe ego. Quanto mais desprovido de ego, mais feliz; quanto mais feliz, mais desprovido de ego. Você se dissolve na felicidade. Você não pode existir junto com a felicidade; você só existe quando há infelicidade. Na felicidade há dissolução. Você já viu um momento feliz? Já o observou? Na felicidade, você não existe. Quando você está apaixonado, você não existe. […] Quando eu digo para abandonar o ego, quero dizer todas as linhas de demarcação. Você não está separado da vida, você é parte dela…

A existência não lhe deve nada.

“Você espera algo e isso não se materializa: vem então um grande frustração. Você sente dor, desesperança, como se tivesse sido rejeitado pela existência. Nada disso aconteceu – tudo se deve à sua expectativa. Quanto maior a expectativa, maior será a frustração. […] A existência não tem obrigação de materializar sua imaginação. Ela nunca lhe prometeu que o que quer que você pense irá acontecer. Você considerou uma coisa como certa sem qualquer questionamento, como se toda a existência lhe devesse algo. Você é que deve tudo à existência. A existência não lhe deve nada. […] O abandono das causas é o desaparecimento de toda a sua infelicidade. Era uma projeção sua”.

A agonia existe por causa da liberdade.

“O homem é o único animal na existência que tem liberdade – e, devido à liberdade, existe a agonia. Agonia significa: eu não sei quem eu sou. Eu não sei para onde estou indo e por que estou indo. Eu não sei se, o que quer que eu esteja fazendo, eu devo fazer ou não. A questão permanece continuamente; nem por um único momento a questão vai embora. O que quer que você faça a questão está lá: Você tem certeza? Isso é realmente o que você deve fazer? Esse é o lugar onde você deve estar? A questão não o deixa nem por um único momento. […] É muito extraordinário e de um valor enorme para sua vida, para seu crescimento, que você sinta agonia, que cada fibra de seu ser sinta o questionamento, que você se torne simplesmente uma dúvida. E, naturalmente, é assustador. Você é deixado em um caos. Mas desse próprio caos nascem as estrelas“.

A juventude é cega.

“Na juventude, todo mundo acha que é um grande pintor, um grande poeta, um grande músico. A juventude é cega – é apenas a energia da natureza que está transbordando em você. E a pessoa não está preocupada com a morte; ela está muito distante. Há um certo limite além do qual ela não consegue se preocupar. Pode se preocupar com o amanhã, pode se preocupar com o depois de amanhã. […] Ela vai dizer: “Hoje é o bastante, o amanhã está próximo. Mas quem se importa com o próximo século?”. […] O futuro irá se revelar. O amanhã vai nascer do hoje. O que quer que a pessoa esteja fazendo hoje vai criar seu amanhã. Uma vez que ela saiba o segredo, não vai desfrutar apenas do aqui, vai também criar o futuro”.

A morte é uma piada.

“A morte nunca aconteceu; ela não pode acontecer pela própria natureza das coisas, porque a vida é eterna. A vida não pode terminar; ela não é uma coisa, é um processo. Não é algo que começa e termina; não tem início nem fim. […] A morte não existe; ela é uma mentira – mas parece muito real. Apenas parece muito real, mas não o é. Parece assim porque você acredita demais em sua existência separada. O fato de acreditar que você está separado da existência é que proporciona realidade à morte. Abandone essa ideia de estar separado da existência e a morte desaparece. Se sou um com a existência, como posso morrer? Comece a se sentir um com a existência, porque essa é a realidade”.

O homem gosta de criar problemas.

“As pessoas estão sempre criando grandes problemas do nada. Conversei com milhares de pessoas sobre seus problemas e ainda não me deparei com um problema real! Todos os problemas são fictícios – as pessoas os criam. Porque sem problemas elas se sentem vazias: então não há nada a fazer, nada a combater, lugar nenhum para ir. As pessoas vão de um guru a outro, de um mestre a outro, de um psicanalista a outro, de um grupo de ajuda a outro, porque, se não forem, sentem-se vazias, acham que a vida se tornou sem significado. Elas criam problemas para que possam sentir que a vida é um grande trabalho, um crescimento – e você tem de lutar muito. Por favor, olhe o que você está fazendo. Primeiro você cria o problema, depois sai em busca de uma solução. Observe por que está criando o problema; exatamente no início, quando está criando o problema, está a solução – não o crie”.

A ganância é mãe da insatisfação.

“Mas essas pessoas são gananciosas… Se você sabe por experiência própria que tudo é fundamentalmente frustrante, que tudo traz apenas uma alegria fugaz, então por que não ser feliz com o momento? Por que pedir que ele dure para sempre? Eu lhe ensino a alegria do momento. Viva o momento e, o que quer que o momento lhe torne disponível, desfrute-o, celebre-o. Enquanto ele durar, dance! E quando ele se for, seja grato pelo fato de ele ter existido. Por que dizer “nada é fundamentalmente satisfatório – nada é suficiente”? Nada pode ser feito a respeito disso. Isso é assim. É assim que a realidade é, e a realidade não vai mudar sua lei fundamental por causa de você. Ninguém pode ser exceção. Mas se isso ainda não se tornou sua própria experiência, então você terá de sofrer um pouco mais. Terá de esperar um pouco mais. Quando o entendimento surge, a esperança desaparece. Isso não significa que a pessoa se torne desesperançada; simplesmente significa que a pessoa aceita a vida como ela é, e o que quer que a vida lhe dê, ela aceita com gratidão e não se queixa”.

Se você não se conhece, provavelmente vive uma vida de equívocos.

“Se você não se conhece, está vivendo na inconsciência. E uma vida de inconsciência só pode ser uma vida de equívocos. […] Se está identificado com o corpo, seus desejos serão diferentes; então o alimento e o sexo serão suas únicas vontades, seus únicos desejos. Esses dois são desejos animais, os mais básico. […] Mas se você estiver identificado com a mente, então a mente tem muitas dimensões. Você pode estar interessado em quantas coisas puder imaginar. Mas se estiver interessado com o coração, então seus desejos terão uma natureza ainda mais elevada, mais elevada do que a mente. […] A mente é agressiva, o coração é receptivo. A mente é lógica, o coração é amor”.

E aí, deu pra apanhar um pouco? Osho bate forte ou fraco, na sua opinião?